quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Gostaria tanto de vos dizer...


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Gostaria tanto de vos dizer obrigada,
Mas, gostaria de saber
Se estamos todos por cá,
Neste meio social, e gigantesco
Que atravessa oceanos
E tantos outros Países,
Onde todos interagimos,
Tão carinhosamente,
Uns ficam para sempre
Outros se vão...
Uns foram mas não esqueceram
Outros fui conhecendo pessoalmente,
Gostaria, e quero, agradecer
Por mais um ano comigo,
Seguir em frente,  para o ano vindouro
Porque o Coisas de uma Vida
Será sempre grato a todo o vosso carinho
Por tudo, e tudo e tudo...Muito obrigada.
***
Cidália Ferreira.

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Nesta época, de amargo, e doce sentimento

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Nesta época, de amargo, e doce sentimento
Estão pessoas que nos aquecem à distância
Nos mimam, com palavras, em afastamento
Nos adoçam a boca, delicia em abundância
*
Tivesse eu que caracterizar alguém, de bolo
A iguaria, que me adoça a alma e o coração
O chocolate acalma o coração... mas rebolo
Por saber que distancia não impede ligação
*
Dizer, que existe, no topo do bolo uma cereja
Que me faz lembrar, a ternura do teu carinho
Quando amargo é passado, o presente almeja
*
Nesta época, são os sentimentos mais nobres
Que despertam, e se cruzam no meu caminho
Como de palavras doces, a minha alma cobres
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Cidália Ferreira



Continuação de uma semana repleta de saúde e paz. 

domingo, 27 de dezembro de 2020

Não há frio que gele um coração...

 
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Branca, é a geada que se forma
Que nos oferece noites frias
Que embeleza campos e jardins
Encanta os olhares mais conservantes,
Em cada passeio, um novo olhar
E em cada dia a geada se disforma
*
Ervas verdejantes e folhas crocantes
Uma beleza que encanta
Não há frio que gele um coração
Quando se respira ao ar puro
Não há confinamento que retire
A alegria pelos campos, como dantes
*
Branca, a geada, nos campos com cor
Que transforma pensamentos
Deixando a pele arrepiada, e a sensação
De uma grande falta de liberdade
Mas não havendo multidão em volta
Sinto que a natureza me oferece amor!
****
Cidália Ferreira


quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

É outra vez, Natal

 

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É Natal outra vez, pelo mundo fora
Um mundo doentio
Desconfortante
Onde o perigo espreita, constantemente,
Um mundo que parou, sem hora
E nos ofereceu um presente amargo
Que nos confinou,
Separou uniões... e ficou o vazio
Mas haja força, fé e esperança
Lutaremos unidos, por um mundo melhor
****
Se alguém aprendeu alguma coisa com o que está a acontecer
Sejamos sinceros, humildes. Respeitem, sem maldade humana
Sejamos os donos da liberdade, quando o melhor nos aparecer
Um ano passou, hábitos de vida mudaram, é natal esta semana

Gostaria de vos desejar um feliz Natal pessoalmente. Não o podendo fazer, resta-me desejar-vos muita saúde. Um Natal tranquilo sem sobressaltos...extensivo aos vossos familiares e amigos. Que todos tenhamos a noção de que o perigo nos prossegue e espreita em cada esquina.



Vou estar ausente dos blogues até dia 27. As férias de Natal chegaram e com elas, os meus netos para tomar conta. Sejam todos muito felizes. "Saúde e Paz, o resto o Universo traz"

"PS: Estou preocupada com uma amiga Blogueira do outro lado do Atlântico. Alguém sabe alguma coisa da, Carmen Lucia Lopez , do Blogue Prazer de escrever?"

Até breve: Cidália Ferreira 

domingo, 20 de dezembro de 2020

Ternurentos momentos se trocavam.

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O tempo que passou não volta mais
O carinho da inocência é a saudade
E os beijos recebidos, sem maldade
Foram os que se deram, tão naturais
*
Não há criança que não se acarinhe
Que não troque entre si a inocência
Que espalhe amor, com a paciência
A sua voz doce não se desencaminhe
*
Ternurentos momentos se trocavam
Como as pétalas aveludadas da flor
Em criança tudo é puro tudo é amor
Não brincam o que dantes brincavam
*
O tempo passou e não mais voltará
Nem as caricias mais doces d'ilusão
De um tempo, que outrora a emoção
Era a inocência. O que agora faltará
****
Cidália Ferreira 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Se, o outro lado for a distância que nos separa

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Deambula meu coração pelo mar, apaixonado
Ao cair da noite, ao pôr-do-sol, o mar colorido
Onde deixo os pensamentos irem ao outro lado
*
Se, o outro lado for a distância que nos separa
Mesmo sentido o calor do teu enorme coração
Existe a chama que a tua ausência me declara
*
A ausência feita de recordação aos teus beijos
Que nunca senti, nos meus lábios tão sedentos
Ou talvez sim, nos sonhos, dos nossos desejos
*
Somos dois seres, que uma vida um dia, uniu
Com os defeitos, como sol na noite iluminada
É o destino duma vida que nunca nos mentiu
*
Se duvidas houvessem, algo me diz, que ama
O pôr-do-sol, o colorido do mar, e o teu amor
Um misto de emoções, os corações em chama
*
Deambulam meus pensamentos por telepatia
Que te cheguem ao coração para te acarinhar
E te oferecer toda o meu carinho por simpatia
****
Cidália Ferreira

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Memórias que mexem...

By: Luisa Martins

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Paredes de pedra, e estórias antigas
Se guardam, no seu interior
Tantas e saudosas, outras vidas
Que a memória guarda e não apaga,
Uma lareira oferecia o calor
E contos tradicionais em seu redor,
Os sorrisos, o calor humano
A importância que se dava
Dos trapinhos recebidos, aos tamancos
Sentados, na manta, no chão
Porque nem sempre chegavam os bancos
*
Recuei à antiguidade, e outros tempos
Imaginado o cheiro da lareira acesa
Enchi o coração ao recordar passatempos
Com o sorriso cheio de delicadeza.
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Cidália Ferreira

domingo, 13 de dezembro de 2020

Nos labirintos da minha alma.

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Lua, que entras nos labirintos da minha alma
Iluminas o meu ser, e alimentas o meu olhar
Que te escondes pelas dificuldades da calma
E refletes toda a beleza na imensidão do mar
*
Noite serena, estrelas cintilantes. Era alegria
Era uma outra realidade, uma outra quimera
E o ameno do tempo transformado em magia
Dentro dos labirintos, da desejada primavera
*
Oh lua... que brilhas nas noites mais intensas
Beija-me o sentimento que invade meu rosto
Acompanha-me nesta noite luzidia, amorosa
*
Faz-me redopiar pelas varandas mais atentas
Traz-me a liberdade de volta para meu gosto
E entra na minha alma, ilumina e sê calorosa
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Cidália Ferreira

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Quero sentir que pertenço à liberdade.

'imagem da net'

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Adormeço num sonho de esperança
Volto atrás no tempo, da inocência
Paro no meio da natureza, e brinco
Olho a beleza da árvore que me guia
Sinto-me outra vez aquela criança
Que brincava sem medo, era magia
Onde o futuro era de adolescência
*
Neste sonho, onde quero permanecer
Quero libertar parte da ansiedade
Quero sentir, a aragem fresca, no rosto
Esquecer que a vida é um pesadelo
Que se apodera antes de adormecer
Quero, sentir, o esvoaçar do cabelo
Sentir que ainda pertenço à liberdade
*
Numa liberdade, o sonho de expressão
Onde me deixo guiar pelo esplendor
Não quero acordar deste momento
Não quero voltar à realidade dos dias
Porque toda ela pode ser desilusão
As coisas boas podem ser fugidias
Na realidade do sonho, e do trovador.
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Cidália Ferreira

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Amo a vida na sua forma de ser...

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Amo a vida, na sua forma de ser
Do que me dá e do que me retira
Do destino, se diz, não é mentira
Vivo a vida como ela se dispuser
*
Existem as energias contagiantes
Como as tristezas que me cegam
Existem vidas, que me segredam
E me levam a reflexões gigantes
*
A vida é uma gota de mil emoções
O momento abençoado, dos fortes
Quando me faltam as recordações
*
Não quero deixar a vida esvaecer
Em mil pedaços feitos de recortes
Amo a vida, e continuarei a viver
****
Cidália Ferreira

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Estrada da vida


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Numa estrada sem ter fim
Um coração sem forças
Uma dor sem noção
Numa nuvem que some
E leva, uma vida, assim
*
E num sopro sem aviso
Como pássaros no ar
Que esvoaçam sem ter rumo
Dizendo adeus sem dizer
E some, sem improviso
*
É tão cinzenta a estrada
Que leva a vida sem destino
Deixa a saudade no peito
As lágrimas alagando
Qualquer rosto que se desaba
*
Nesta estrada, que é a vida
As promessas e os sonhos
Afundam numa só lágrima
O coração sofre de dor
Com uma vida, numa partida
****
Cidália Ferreira

domingo, 6 de dezembro de 2020

Sonhos, e uma família desfeita.


 A primeira musica de Sara com o Pai. Escutem a musica...

Poderia partilhar um poema feito pelo meu coração. Não consegui. Não consigo! Hoje acho que Portugal inteiro está em choque com a perda trágica, imediata, da Sara Carreira. Filha mais nova de Tony Carreira que todo o Mundo conhece tão bem.. Estou em choque, não quero acreditar, muito menos imaginar a dor destes Pais, Irmãos e restantes familiares.



“Não é sobre ser fã ou não. Não é sobre ser a Sara Carreira. Não é sobre ser a família Carreira. Não é sobre ser a Bárbara Bandeira, o Kasha ou o Ivo Lucas. É sobre a efemeridade da vida. É sobre a vida em si, a morte e o luto. É sobre dor. É sobre respeito e compaixão.

É sobre uma menina de 21 anos que tinha a vida toda pela frente à espera dela, que estava a começar a construir o futuro e que, de um momento para o outro, quando ontem festeja um aniversário após meses, hoje já não está cá. Uma pessoa exatamente como qualquer um de nós.

É sobre a dor de uns pais que perdem uma filha, sem pré-avisos, sem oportunidade de se despedir. É sobre a dor dos irmãos que sentem, com certeza, uma perda mais dura do que qualquer um possa imaginar sem passar por isso. É uma família de luto.

É a dor de uma amiga de 19 anos que vê a melhor amiga ter um acidente de carro e morrer à frente dela, por pouco não era ela. É a dor de amigos e colegas que perderam alguém que fazia parte da vida deles, que significa algo e era especial para eles.

É sobre um namorado que vai acordar de um acidente e perceber que ele sobreviveu e a namorada não. Imaginem encontrarem o vosso amor para o perderem num instante. Imaginem a culpa de quem vai ao volante cada vez mais um acidente de carro é fatal.

Não é sobre ser uma figura pública, é sobre acordarmos para a vida é não a deixarmos escapar.

É sobre respeitarmos a dor dos outros e termos compaixão. Sermos mais humanos, mais dotados de sentimentos bons. É sobre fazer mais e melhor, por nós, pelos nossos e pelos outros“   Texto retirado do facebook no qual subscrevo inteiramente 


~~~~~~~~~~

Uma Jovem com uma bagagem cheia de sonhos para mostrar ao mundo. Que já dava cartas no mundo da música, com uma voz meiga e doce. Mas, o destino trocou-lhe as voltas. Hoje chora-se a sua partida, prematura.

Até sempre Sara Carreira. Que Deus te dê o eterno descanso. Serás uma estrelinha a proteger os teus. 😢🙏🤍

sábado, 5 de dezembro de 2020

“ Liberdade hipócrita ”


****

A liberdade parece uma palavra histórica
Se, todos pudéssemos ser felizes, e iguais
Mas todos vivemos de uma forma irónica
Numa liberdade, de falsos valores morais
*
Se, pudesse mudar o mundo, eu mudaria
Espalharia a honestidade enfeitada de cor
Pétalas de esperança, que o caminho seria
O jardim da bondade onde existisse amor
*
Nesta liberdade, onde nem todos comem
Os ricos sorriem, sarcásticos, sem noção
Existe tanta pobreza oculta, mas somem
Enquanto outros gozam. Triste satisfação
*
Liberdade que todos tentamos por direito
Existem diferenças, entre a noite, e o dia
Existe quem por tudo se sinta insatisfeito
Deixando que se percam laços de magia
*
Não se olha, para o lado cruel da pobreza
Atravessam-se momentos por dificuldade
Quantos corações desfeitos geram tristeza
Pelo renegado que nos roubou a liberdade.
***
Cidália Ferreira

Para quem não teve oportunidade de seguir este poema num blogue Amigo/a, MJP, no qual fui convidada a participar, fica aqui para poderem acompanhar. Voltando aos poucos, com muita calma, retribuir-vos-ei a visita. 

Bom fim de semana, prolongado.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Participação especial em:- "Liberdade aos 42"

 

Pode parecer estranho este post, mas, se seguirem o linke irão entender.  Estarei AQUI  com uma participação sobre Liberdade. Obrigada pelo Convite à amiga Blogueira MJP  do blogue; "Liberdade aos 42" .

Estou quase de volta. Obrigada a todos pelo carinho prestado aqui no blogue e não só. 

Abreijos - Cidália Ferreira. 

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Pausa...

 
É isto mesmo. Como a vida necessita de pausas, faço aqui uma pausa, não sei por quanto tempo. Voltarei  quando me for possível. Também não poderei retribuir visitas. Espero a compressão de todos vós. Beijinhos

Até breve
Cidália Ferreira.

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Sinto que a minha alma se solta ...


 ****
Dormindo, sinto que a minha alma se solta
Vagueando por montes e vales sensíveis
Guiada pela brisa, e a luz do dia
Que me leva pelos caminhos mais incríveis
Sobre terras e sonhos que parecem magia,
Dormindo, sonho contigo, sinto-me segura
*
Solta, de preconceitos, num voo misterioso
Onde as nuvens de afastam com carinho
O sol envergonhado tenta não romper
Vai mostrando, como se faz um caminho
Num onda de sonhos que ficam por esquecer
Mas que a vida faz o favor de me mostrar
*
Dormindo tento subir ao pico mais alto
Num sonho lindo de pura ilusão
É tão bom voltar a esta quimera
Alimentar a alma e o meu coração
Dar voz ao sonho noutra primavera
Acordando, com um belo sorriso no rosto.
****
Cidália Ferreira

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Um rosto sombrio...

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Pego no sentimento mais puro
Faço dele partículas de emoção
Alegro a alma e o meu coração
Sinto-me, num labirinto seguro
*
Nos embaraços da vida amarga
Seguro com crença e esperança
Vagueio no passado de criança
E trago até mim, toda a recarga
*
E num rosto sombrio, a crença
Esperança, que a vida regresse
Espero o melhor, e sem estress
Neste lado puro faça diferença
****
Cidália Ferreira

sábado, 21 de novembro de 2020

Tenho sede ...

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Desejo de beber um pouco do futuro
Um futuro duvidoso e pouco crente
Mas revertendo o sentido dará fruto
Impedindo que tudo passe na mente
*
Tenho sede de brindar sem restrição
De respirar o futuro, que tão doentio
Nos dá, e nos tira, sem haver noção
Ficando apenas o pensamento vadio
*
Mas, se o futuro trouxer a esperança
Brinda-se em silêncio.... pelo tempo
Que ficámos presos, mas, convictos
*
E este desejo dum futuro de bonança
Pode chegar em bebida do destempo
Mas, pode saciar a sede, aos invictos
****
Cidália Ferreira

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Pensamentos que ficam entre a saudade

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Queria ser a bailarina do tempo
Neste pouco tempo que me possa restar
Queria ser a mais bela, a única
Que preenchesse o teu pensamento
Que me deixasse em êxtase, sem pensar
E que  eu pudesse bailar sem técnica
*
Queria ser, mas sem a ilusão
Uma ilusão que me exalta a alma
Que me deixa louca, num misto
Onde a felicidade entra em exaltação
As flores, são prepurinas. Acalma
E a todos os meus quereres, resisto
*
Queria sentir-me leve como a bailarina
Que se incorporou dentro de mim
Espalhando uma fragrância máscula
Que me deixa tão fora da minha rotina
Numa felicidade que nunca terá fim
Num sentimento que se articula
*
Queria dançar, qual voo em liberdade
Que se deixa embalar pela aura
As roupas leves, um sorriso sério
Pensamentos que ficam entre a saudade
Onde o teu carinho se instaura
Queria ser, tua bailarina, sem mistério
****
Cidália Ferreira 

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Melancolia à velocidade do tempo...

****
Névoas afloram ao meu pensamento
Esfriam, o meu eu, já tão cansado
Numa energia que se vai esvaindo
*
E neste pensamento tão marcado
Existe uma tristeza profunda
Que a alma não deixa acalmar
*
São estas névoas que não quero ter
Que me entram na alma já ferida
Deixando as cicatrizes, e o silêncio
*
Não existe sol que me deixe alegre
Nem chuva que me faça confusão
Existe a melancolia dentro do peito
*
É a melancolia que gere o meu ser
Na velocidade que o tempo leva
Sendo a energia, um pouco esperança
*
Mas, se as névoas se afastarem de mim
E se o sol brilhar, sem a indiferença
A tristeza dá lugar à energia, que voltará
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Cidália Ferreira

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Antiguidade, segredos guardados...vida

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Antiguidade, segredos guardados...vida
Vidas vividas, aguerridas e brincadeiras
E que outrora, não existiam as barreiras
Porque a liberdade era, toda ela, sentida
*
Antiguidade, em recordação dos olhares
Cada braço nascendo surge uma geração
A humanidade se vai. Continua a criação
A expansão, dá origem a novos pensares
*
As brincadeira de infância na sua sombra
As folhas esvoaçantes tal como os ventos
Trazem à memória, em belos sentimentos
Uma antiguidade, que a todos deslumbra
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Cidália Ferreira 

sábado, 14 de novembro de 2020

Imaginar o reverso da velhice

Imagem de, Luísa Martins

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Estranha sensação quando te encontro
Quando te visito, e fico
Quanto te olho em volta, e penso
Quantas estórias observaste
Quantos sorrisos escutaste
Quantos momentos vividos em cada canto,
Ser antiga não é um mito
É sim, voltar às raízes, num reencontro
Com emoção e alegria, sem pranto
Num cantinho simples mas tão rico
~~
Observo do exterior a sua única beleza
Recordo os momentos mágicos
O sol quando aquece as paredes, ilumina
E a minha alma rejuvenesce,
Existe tanto amor que ali cresce
Imaginando o reverso da velhice
Trazendo os sentimentos mais nostálgicos
Reviver, e viver feliz na natureza
É uma força interior que me domina
Imaginado voltar, para reviver a meninice
****
Cidália Ferreira

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Estranha viagem...

 ****
Deambulava pelas ruelas inundadas
Num sonho, que parecia, não ter fim
A chuva  fascinava, falava para mim
Nas mãos, flores belas, perfumadas
*
Uma chuva abençoada, e lentamente
Vai beijando os pés, de tão cansados
Que em suaves carícias são calçados
Pelas águas que os beijam docemente
*
Mas, quando a chuva, me lava a alma
Mesmo que a frieza seja a mensagem
Deambulando, nesta estranha viagem
Pode ser o sonho, e a chuva...a calma
*
E nas ruelas por onde faço o caminho
Deixo as pétalas encarnadas das flores
E em forma de carinho, meus louvores
A quem comigo partilha seu pedacinho
****
Cidália Ferreira

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Somos filhos dum mundo louco


 ****
Somos gente, somos grandes
Somos os mil pensamentos
Somos paz
Revolução
Somos tudo por momentos
Somos o tempo em destempo
Somos a dor e a emoção
Somos gente com coração
Que tempo não reconhece
*
Somos o medo que nos segue
O silêncio que nos escuta
Somos luz
E a solidão
Somos o amor que não se mede
Damos a vida por vida
Damos tanto, mas tão pouco
Somos filhos dum mundo louco
Que o silêncio nos tenta apagar

****
Cidália Ferreira

domingo, 8 de novembro de 2020

Agora, que tudo fecha, até se cortam os laços

Imagem de: Luísa Martins

* * * *
A liberdade, que nos é, forçosamente retirada
Que nos é imposta, como uma prisão perigosa
Que nos sufoca, baralhando a mente, saturada
Deixando que tudo, seja uma solidão rigorosa
*
Liberdade, que já foi outrora, até dos abraços
Os espaços cheios de afetos mistos, gloriosos
Agora, que tudo fecha, até se cortam os laços
Num abismo que afronta os mais auspiciosos
*
É deixar para trás uma vida de total liberdade
Enfrentando medos e marés de ondas revoltas
Vivendo os silêncios da vida, noutra realidade
*
Espreita o medo a cada canto...São tormentos
De um banco vazio, onde se sentem, as voltas
De quem se sentou e deixou, mil pensamentos
****
Cidália Ferreira.

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Mundo louco...

****

Num sopro, uma luz atenua a ansiedade
No momento em que se respira de alívio
Faz-se luz, quando as nuvens dispersam
*
Um alivio, num sopro para além de tudo
Uma imagem, que vale, por mil palavras
Uma alegria na alma que parecia perdida
*
Existe a luz que acende a cada amanhecer
Um olhar tristonho que espera pelo sopro
Como uma lufada de ar fresco, a cada dia
*
Não existe ansiedade sem ter preocupação
Não existem flores secas sem o sol quente
Mesmo, que as nuvens pairem  sobre mim
*
Quanta ansiedade perdida.... mundo louco
Respiro... expiro...com toda a minha força
Um sopro, pode ser tão triste, como alegre
*
E, se o alivio for o reparo da minha alma
Não o demonstro...existe gente que sofre
E num sopro, tudo pode mudar uma vida
****
Cidália Ferreira

terça-feira, 3 de novembro de 2020

"É preciso acreditar em bons ventos"

 ****
É preciso, acreditar, olhando o mar
Deixando a maresia entrar na alma
Sonhar com o impossível da calma
Deixar que as ondas sejam o versar
*
Acreditar, que nem tudo o vento traz
Abrir o coração, num desabafo breve
Deixar que em cada pensamento leve
Exista uma intuição que não satisfaz
*
É preciso acreditar que bons ventos
Serão a renovação de um impossível
Se levar do areal a minha convicção
*
É preciso levantar e deixar lamentos
Reparar que num mundo tão sensível
Existe, quem não se levante, do chão
****
Cidália Ferreira 

domingo, 1 de novembro de 2020

O Paraíso Enfeitado ... 🙏

 🙏🙏

De costas... na rua de acesso ao cemitério, que, de forma habitual estaria cheia de gente, que oravam pelos Seus. Hoje, o silêncio, a rua vazia, apenas o ruído das folhas, que esvoaçam qual mensagem de esperança...Portas abertas, as vigias medindo a temperatura, o gel... Mas lá dentro? Parece o paraíso enfeitado. Totalmente vazio de gente. Ontem e hoje existe controlo. Eu pergunto, e os outros dois dias atrás em que a afluência foi também grande?

O DIA DE TODOS OS SANTOS É COMO O NATAL, É QUANDO NÓS QUISERMOS. A missa cada um faz a sua... Amem!

Cidália Ferreira.

sábado, 31 de outubro de 2020

Olhar atento e saudoso...

**** 
Num olhar atento, triste, sorridente
E uma brisa suave que me acaricia
Um pensamento ilusório, que vicia
Em tristeza escondida serenamente
*
Um raio de sol, seca a folha que cai
Como uma lágrima rolando no rosto
Que em silêncio me diz...é desgosto
Mas a solitária árvore tanto me atrai
*
Cores ressequidas, numa beleza rara
Onde prendi meu olhar de passagem
Na leitura do pensamento, a aragem
Num olhar atento e saudoso, na cara
****
Cidália Ferreira

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Defuntos confinados...

Estou/ estamos assustados com a segunda vaga da pandemia, que está a agravar-se. Acho mesmo que todos vamos passar por isso, de uma maneira ou de outra. Oxalá me engane.

Tenho a noção dos cuidados que devemos ter... A“ obrigatoriedade” de ficar em casa é a melhor solução. Porém, há quem não o possa fazer derivado aos trabalhos, escolas etc.. Todos corremos riscos. Também tenho a noção/tristeza, que há familiares chegados - tios, que muito amo – que vão ficando para trás.  Não me conformo é, porque é que nem todos se comportam como mandam as regras? Será que a pandemia é só para alguns? Bem sei, devemos fazer o nosso melhor e deixar os outros, mas revolta!

Este fim de semana estão os Concelhos fechados, por causa dos finados. (Dia de todos os Santos). “Será medo que os santos se soltem e então sejam o descalabro? LoL” Claramente que brinco. Mas digam-me: se não há a habitual cerimónia nos cemitérios, porque não os fecham no Domingo? Porque é que preferem fechar os Concelhos, de 30 a 3 De Novembro?

Uma coisa eu acho que sei, se este feriado tivesse interesses (lucros) para o Estado, certamente que não fechariam nada. Como os defuntos não andam de F1, tirara-se-lhe a Missa e fecham-se os Concelhos. Amem...


Cuidem-se e protejam-se, a vós e aos aos outros.
É tudo, por agora! 
Cidália Ferreira.

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Lembras-te do meu primeiro sorriso?

**** 
Lembras-te do meu primeiro sorriso?
Talvez não te lembres meu bem
Mas eu lembro-me tão bem, do teu,
Naquele fim de semana, chuvoso
Onde as cores de outono eram predominantes
*
O frio passava-nos ao lado
E os nossos olhares entrelaçados
Selaram a nossa força
Como fossemos um só coração,
O meu sorriso, era esfuziante, inevitável
*
Chovia, sentia-me deveras abençoada
O meu coração batia fortemente
Os meus olhos quase não acreditavam
Mas eras tu, esse Ser tão bondoso
Que me acompanhava em todas os sonhos
*
A cada abrir de janela parecia um sol sorridente,
Parecia, é uma palavras estranha,
Porque na verdade, entraste e não mais saíste
Percebes porque ainda me lembro?
Porque ainda permaneces no meu coração!
****
Cidália Ferreira

terça-feira, 27 de outubro de 2020

Algo vai morrendo lentamente

****
A vida é uma dura constante, em redopio
É entendida no desentendimento
É o esforço desgasto deixando o vazio
Nas palavras mudas em sentidos opostos
É o olhar em silêncio na alma que dói
Sentir que é sufocante tal tormento
Numa casa habitada, tão vazia, mas corrói
*
As coisas passam, mas enquanto não passam
Algo vai morrendo lentamente
Os silêncios são os ruídos que cansam
As palavras caladas magoam a alma
Deixam que a solidão sofra de dor
Que, pelo tempo, já se sente deprimente
Onde falta tudo, incluindo o amor
*
Estão os sentimentos confinados, tristes
Soltam-se as lágrimas magoadas da solidão
Quando no vazio da alma tu insistes
Em guardar o carinho para depois,
Depois, quando já não houver tempo
Porque o tempo passa, mas o coração
Vai sofrendo nas constantes do contratempo
****
Cidália Ferreira

domingo, 25 de outubro de 2020

Preciso de ti, da tua malícia ...

****
Preciso de ti, neste mundo de fantasia
Preciso das tuas palavras, de conforto
Das carícias, dos sussurros, da malícia
Tenho o meu peito triste, quase amorfo
Saudade, que o teu abraço seja a magia
*
Se preciso for, eu acalmo, mas reclamo
Eu fico no silêncio das palavras densas
Eu espero, entre paredes que se perdem
Pelas palavras, proclamadas, e intensas
Mas jamais esqueço. Sei quanto te amo
*
Preciso de ti... como o dia precisa de luz
Como são precisos momentos de lucidez
E entre os nossos trocadilhos alucinantes
Dar movimento a sentido, com sensatez
Da mensagem, que o teu Ser, me traduz
****
Cidália Ferreira

sábado, 24 de outubro de 2020

O presente e um futuro...num passado


 ****
Existe um cansaço do cinzento dos dias
Dos ventos soprando em minha direção
Das palavras vazias que ferem o coração
Deixando um silêncio pelas ruas fugidias
*
Não existe a miragem sobre o meu olhar
Nem imagens que eu esperava encontrar
Existe uma força que a alma quer separar
Ficando a viagem que fiz, ao verbo amar
*
Quando a minha alma não poder oferecer
O que tanto suplicava, e em troca de nada
Talvez no cinzento dos dias esteja o errado
*
E pelas ruas fugidias onde tento entender
Quando a vida existe numa longa jornada
Num presente e um futuro...num passado
****
Cidália Ferreira 

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Morre lentamente ...


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Morre lentamente o outono envergonhado
Morre lentamente o lixo das sarjetas
Morre lentamente, a alegria que ainda existe
Morre lentamente este sonho enamorado
*
Observo a janela que suporta o temporal
Observo as árvores que sacodem os ramos
Observo, como é dura a realidade
Observo, como a solidão é surreal
*
Uma bebida quente para acalentar a alma
Um livro em branco já desgasto pelo tempo
Uma cadeira rodando alcançando o horizonte
Escorre a chuva pela vidraça, que se desalma
*
Imagino, quão furioso, está o tempo lá fora
Imagino as sarjetas carregadas, inundadas
Imagino, a aflição de cada um, que o sente
Morre lentamente, o outono, chegando a hora
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Cidália Ferreira 

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Quão cinzenta é a vida ...

 

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Há uma tempestade que se aproxima
Pelo calor que se sente
Da desconfiança, medo de acreditar
Que o tempo poderá mudar
Numa anunciada ventania, estranha
Sacudindo tudo, ferozmente
Deixando no ar uma certa melancolia
*
O céu mostra nas cores um estranho matizado
Há uma tristeza invade toda a minha alma
Que se esconde entre silêncio e solidão
Porque é difícil controlar a emoção
Tudo fica numa alvoroçada tristeza
Tudo é revolta, e nada me acalma
Sinto-me sozinha no meio das entrelinhas
*
E ao ouvir cair a chuva nos beirais
Observo, o quão cinzenta é a vida
Quando se sente partir os demais
Fica um sentimento forte, à deriva
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Cidália Ferreira

domingo, 18 de outubro de 2020

O desejo dos dias com cor...

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Ainda existe um pouco de esperança
No meio de tanta turbulência, agonia
Medo de deambular na bruma do dia
Mesmo que a solidão seja a distância
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Até as flores enjeitadas nos canteiros
Sentem a solidão passando a seu lado
Sentem, que a brisa  do dia enevoado
Podem tornar os amores aventureiros
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Mas tudo em volta parece uma ilusão
Como as promessas feitas em outrora
Que tudo era diferente, tudo era amor
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Mas, se bem entendo o meu coração
Nem tudo é nocivo, depende da hora
Porque hão-de chegar os dias com cor
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Cidália Ferreira 

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Baloiço do tempo...

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Algures num baloiço observando o tempo
Temendo as intempéries, e em cada sonho
Um vazio no horizonte, uma brisa doentia
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Nem o sol brilha da mesma profundidade
Nem as aves esvoaçam com a mesma luta
Nem o tempo passa, dum pesadelo surreal
*
Sinto, que uma pressão, no ar que respiro
Me sufoca o pensamento, e não se liberta
Da alma que se sente vazia, e tão sozinha
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Das minhas palavras que imagino escrever
Se o tempo, me deixar respirar, no meu eu
Libertar-me-ei, dos delírios, que sonho ter
*
Do vazio onde retiro os meus pensamentos
Falo sozinha, encho o coração de saudades
E sorrio para o tempo que faz à minha volta
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E se o tempo, não chegar a tempo de te ver
Certamente que te guardo no meu cantinho
Esperando que melhores dias nos chegarão
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Se encontrares um baloiço vazio, é o nosso
Aquele onde tantas vezes sonhamos os dois
Mesmo, que a solidão, fosse a companheira
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Cidália Ferreira 

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Inocência confinada...

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Sente-se nas folhas a intensidade
De um outono empurrado pelo vento
Secas, agrestes, amontoadas
Inundando jardins com voracidade
Mostrando a maldade do tempo
Onde se perde a beleza dos olhares
De quem passa e não gosta de ver
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E na inocência de qualquer criança
Que faz da brincadeira a sua alegria
Jogando pelo ar folhas ressequidas
Na sua simplicidade de esperança
Das folhas em movimento, a magia,
O erro humano, o desleixe
Onde o perigo espreita sem saber
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Fecham-se portas, abre-se o receio
Abrem-se os olhares confinados
Corações atentos e saturados
De tudo o que enlaça este passeio
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Cidália Ferreira

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Flores que sublimam o olhar

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Verdes são os campos em tempos de pandemia
Coloridas são as flores que sublimam um olhar
Quando, embriagado, por um simples desfolhar
Deixando ardente um sentimento que se perdia
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Aragem perfumada, são as partículas da saudade
O amor que se busca em cada pétala que se colhe
O consolo que assossega, porque alguém escolhe
Os caminhos que nos guiam buscando felicidade
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Verdes são os campos, em qualquer uma estação
Onde se soltam em liberdade nulos pensamentos
Onde se revigore a vida, a alma, numa só difusão
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Mesmo, que a paixão pelos campos, seja ardente
O caminho se faça no silêncio em complementos
Haverá uma paz que se busca, e entrará na mente
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Cidália Ferreira

sábado, 10 de outubro de 2020

Felicidade...

 

Não existe felicidade maior que ver a Família a aumentar. Vem aí mais uma Maria. Que orgulhosa me sinto por poder partilhar esta alegria convosco. No inicio de 2021 chegará a nós! 

Desejo-vos um excelente fim de semana. 
Amanhã colocarei as visitas em dia.  Cidália Ferreira.





sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Entreguei um sonho à lua


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Prometi à lua um segredo
Que guardo, com preceito
Não é bom nem é degredo
Mas é sim, o meu respeito
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Prometi à lua, num sonho
De nunca deixar de amar,
No momento tão tristonho
E promessas feitas ao luar
*
Jamais me deixarei atingir
Pelas noites mal dormidas
A lua tenta, de mim, fugir
E as estrelas ficam retidas
*
Entreguei um sonho à lua
Por não o ter consumado
Das promessas, fui só tua
E tu, o meu único amado
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Cidália Ferreira

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

A imaginação duma dança sem chão.


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 Chegou o outono e os dias cinzentos
A melancolia do tempo, da chuva
O sol escondido entre nuvens
Os pensamentos carregados de tristeza
Mas nada é mais forte que a própria vontade
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A vontade de viver, mesmo na ansiedade
A imaginação duma dança sem chão
As flores que rodeiam o pensamento
A aragem que alimenta a alma
Mesmo num outono confinado
*
Tempo ameno e uma alma que dança
Entre a aragem, liberta dos nós
Não há nada que satisfaça um corpo isento
Quando se sente voar pelo imaginário
Regressando novamente à melancolia
*
Chegou o outono... a noite chega devagar
Longa, para descobrir outros sonhos
Sentir a leveza, e mesmo contrariada
Imaginando a dança, boa companhia
Os dias cinzentos tornam-se mais coloridos
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Cidália Ferreira

terça-feira, 6 de outubro de 2020

O silêncio que deslumbra pensamentos

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Deixei meu coração nos areais da praia
Para que as ondas mo levassem, para ti
Para que os meus beijos fossem cobaia
E, te trouxessem, suavemente, até aqui
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Pelas sombras da escuridão, a maresia
O silêncio que deslumbra pensamentos
Na areia molhada tento esculpir poesia
Deixando a mensagem dos sentimentos
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Cintilante, a lua, nas águas tão serenas
Ondas bordadas de meiguice e emoção
Numa noite de energias e de cantilenas
*
Na luminosidade que a lua nos oferece
Está a embriaguez nas orlas do coração
Que o tempo, mesmo frio, não arrefece
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Cidália Ferreira