terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Protagonista em tempo presente.

Leio o livro de palavras em prosa
Poemas, sonetos e outros escritos
Em recordações da alma
Palavras que despertam em mim
Dando-me alento,
E enquanto a chuva vai caindo
E o vento soprando em frenesim
Leio o livro, mas imagino
Ser protagonista em tempo presente
E ser a estoria da vida da gente...
*
Cai a chuva, o tempo arrefece
Meus olhos lacrimejam
Deixo-me envolver na emoção
Onde tantas vezes a lágrima acontece
Ao sentir-me sozinha,
E neste silêncio em que me envolvo
Medito sobre as palavras que leio
Olho a janela, e por segundos
Nas tuas prosas e poemas vagueio
Deixando que entrem no meu coração.
***
Cidália Ferreira.

domingo, 16 de dezembro de 2018

Recordações espelhadas... [Poetizando e Encantando]

Pudesse eu, ser outra vez, aquela criança
Que brincasse sem medos, e na inocência
Que sorrisse às borboletas com esperança
Que lutam apenas pela sua sobrevivência
*
Pudesse eu, observar as águas cristalinas
Como é a candura da criança a conversar
Andar sozinha pelas  margens das colinas
 E com o olhar límpido eu pudesse ali ficar
*
Criança que fui, e recordações de outrora 
Onde se ouviam sons, ao romper d'aurora
Das minhas mãos esvoaçavam subtilezas
*
Olhar o rio, sem receio, nem medo de cair
Brincar, fazer de conta e no espelho sorrir
Esqueceria...deste mundo...as malvadezas
****
Cidália Ferreira

POETIZANDO E ENCANTANDO

E neste embalo poético chegámos à edição nr (65)... Mais uma vez de agradeço o convite deixado pela Amiga e Professora Lourdes Duarte, do Blogue Poetizando e Encantando, que se recomenda vivamente. Espero que seja do agrado de quem me visita, lê e comenta. Obrigada. Bom fim-de-semana! 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Perdi-me no vendaval

Rolou pelo meu rosto como a chuva que cai
Tocada pelo vento, em palavras de vendaval
Onde tanta alegria que sentia, assim se esvai
Junto com a chuva, um coração sentimental
*
Um sabor amargo, qual sal, em mar revolto
Ondas de magnitude que me levam o sorrir
Quando num soluço peço perdão, mas solto
Uma lágrima, de revolta, por não conseguir
*
Chove intensamente dentro do meu coração
Que se manifesta, no meu entristecido rosto
Não queria, nem pedi. Perdi-me na emoção
E rolou pelo meu rosto lágrima de desgosto.
****
Cidália Ferreira.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Depois de ti....fica o vazio...

Depois de ti, mais ninguém me olhará
Mais ninguém sente o meu sorrir
Mais ninguém me dá o devido valor
Depois de ti, nada mais será igual,
Quantas vezes as lágrimas derramadas
Foram o motivo da minha dor
De tudo o que o mundo representou para mim
O meu mundo, o teu mundo
O nosso mundo virtual
Depois de ti, nada mais será profundo
Encontrarei um caminho abandonado e vazio
*
É como quem abandona uma vida
Por entre as entrelinhas da minha ilusão,
Em palavras escritas, dizemos tanto
Mas muito mais ficará por dizer
Não, não quero imaginar esse dia,
O do meu acordar... se te perder
Saber apenas que foste embora
Deixando o vazio no meu coração,
Depois de ti, o meu mundo pára, lá fora
Se fores embora, ficam as recordações
De toda uma vida... contigo...vivida...
***
Cidália Ferreira.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

A vida passa por mim, deixa saudades. (Poetizando e Encantando)

A vida passa por mim e vai deixando saudades
Trazendo à minha memória  tantas recordações
Queria voltar a viver instantes sem contradições
Apenas aqueles, em que encontrei as afinidades
*
A vida passa por mim, e refugio-me na escrita
Invento a letra da musica que gostaria de te ler
Toca-la-ia se soubesse, mas acredita, que viver
É mais, que relembrar uma vida, quase restrita
*
A vida passa... como flores que vão murchando
A tristeza instala-se nas cordas, do mudo violão
Silenciadas, as lágrimas saídas do meu coração
Ao saber, que tudo passa, e a vida vai acabando.
****
Cidália Ferreira.



Mais uma edição, onde me junto com carinho, à BC poética através do convite da Poetisa, Lourdes Duarte do blogue: Poetizando e Encantado. Obrigada. Excelente semana para todos.

domingo, 9 de dezembro de 2018

Porque tu existes...

Cai a noite e a tristeza instala-se no peito
O sol desaparece do meu auspicioso olhar
O frio entristece-me. Refugio-me sem jeito
Entre páginas, e palavras  do meu folhear
*
Existem segredos que guardo na memória
Porque no coração, guardo de ti, o melhor
Ter-te junto a mim, viver feliz e em glória
É a chave da dignidade, em divino senhor
*
E nas palavras que escrevo com inspiração
Apareces na minha mente, fértil, iluminada
Dando vida às palavras,  eterna enamorada
*
Cai a noite, abro o livro e sinto a exaltação
Sinto a frieza dos dias pequenos, tão tristes
Num misto de sensações, porque tu existes.
****
Cidália Ferreira

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Ecos do amanhecer...

"Imagem minha"
Pela aurora quando o sol tenta espreitar
As nuvens se dispersam no azul celeste
Do céu que ilumina a beleza campestre
Quando a brisa é frescura no meu olhar
*
Aves adormecidas no merecido refúgio
Esperando que sol brote, ao amanhecer
Desinquietadas, na aragem do renascer
Não esvoaçam, em dia triste, e sombrio
*
Ao amanhecer ouço os ecos da solidão
Das árvores nuas...no rol do esquecido
As folhas caídas num chão humedecido
Espero o sol nascer em minha direcção
****
Cidália Ferreira.