quinta-feira, 23 de maio de 2019

Na longitude da lua, constroem-se teias

A imagem pode conter: noite
Na longitude da lua, constroem-se teias
Na distância, sentem-se os sentimentos
No silêncio as palavras são argumentos
Durante uma vida em que tudo semeias
*
Até o silêncio da noite traz recordações
A lua aparece, mais distante, por magia
Os pensamentos que afloram noite e dia
Entranham-se na profundeza desilusões
*
Flores que outrora foram vida e floriram
Mas que o tempo levou toda a vitalidade
Como uma vida, em imperfeita realidade
E na longitude os olhares que já partiram
****
Cidália Ferreira.

terça-feira, 21 de maio de 2019

Hoje, passo a palavra aos meus leitores ...



56 anos, às 6H30 da manhã  nascia uma estrela - a minha pessoa. Isso mesmo. Hoje estou de parabéns, por isso, hoje estão à vontade  mas não é à vontadinha para dizerem o que quiserem sobre mim. Começo a ficar deprimida com isto da idade. Sinto que tenho tanto para fazer e o tempo escasseia. Tenho 3 netos e uma "afilhada" para ajudar a criar.  Portanto, parabéns a mim com muitos anos de vida pela frente.

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Ando pela blogosfera  há 6 anos, a maior parte dos blogueiros acompanham - me desde inicio e já me conhecem um pouco. Agradeço-vos por tudo... MAS HOJE A PALAVRA É VOSSA.

21- 05 - 1963 *  Cidália Ferreira 

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Hoje sinto-me só, borboleta sem ninho! {POETIZANDO}

Promessas levadas pelo vento agreste
Trazendo, sussurros em forma d'amor
Mesmo que neste banco eu estivesse
Esperaria a vida inteira pelo teu calor
*
Imagino borboletas em êxtase, magia
Silêncios forçados pelas contradições
Mesmo sem ti, existe sempre alegria
Que fica gravada nas minhas emoções
*
Encosto os meus pensamentos aos teus
Sentada neste solitário banco de jardim
Onde colho uma rosa, não será o adeus
*
Promessas, palavras de eterno carinho
Que partilhámos por instantes sem fim
Hoje sinto-me só, borboleta sem ninho!
****
Cidália Ferreira.

POETIZANDO E ENCANTANDO

Chegámos às edição nº 82. Um desafio cada vez maior, tal como o gosto que tenho em participar. Importante mesmo é o desafio entre todos os blogues, com poemas/prosas, totalmente diferentes, muitos com imagens iguais. Nem sempre se consegue o melhor, mas fica sempre a "responsabilidade" de querer colaborar, com o Blogue Filosofando na Vida, da nossa querida Amiga Lourdes Duarte. Obrigada pelo convite... Bom Fim de Semana.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Acendem-se as luzes em esplendor...

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé, casamento e ar livre
Imagem pessoal [ Jéssica & Diogo ]
Acendem-se as luzes ao som do amor
Os corações rendem-se à beleza
Os olhares trocam-se na certeza
De poderem partilhar o mesmo calor
*
Os lábios em sussurros dizem tanto
As mãos enlaçam-se em desejo
Esperando apenas um só beijo
Que dê as esperanças ao entretanto
*
E se esse entretanto for com talento
Onde as palavras são promessas
Então que venha daí sem pressas
O tão desejado dia, o vosso casamento.
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Cidália Ferreira.
.
Este modesto poema foi feito especialmente para a minha sobrinha - ou melhor, sobrinhos - Jessica Lopes & Diogo Ferreira. Noivos, e de casamento à vista.
A Foto é digna de um filme de amor, com um final feliz... Amo-vos 

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Coração desorientado...aflito...

Desenhei meu coração na areia molhada
Esperei as ondas chegarem
Com a promessa do teu carinho, do teu cheiro,
Mesmo que seja da maresia orvalhada
Saberás que no meu coração
Tu foste, e serás sempre o primeiro,
Até que a vida seja como as ondas, quando partem
*
Na areia molhada já sem marcas dos pés
Por onde caminhei e te desejei,
Mas a palavra desejo, é o meu verbo
E faço dele, o meu modo de amar
Assim, com defeitos e virtudes, tal como és,
É assim que no meu coração te conservo
E prometo, que jamais te esquecerei
*
Sabes, que parte do meu coração é teu
Tem gravado a tua morada, no infinito,
No mar e na areia molhada, é a residência
Por onde me perco tantas vezes, meditando,
Mas quando dou por mim olhando o mar
Lembro-me, que algo de ti, também é meu
E o meu coração desorientado... se sente aflito
****
Cidália Ferreira 

domingo, 12 de maio de 2019

Quem me dera, neste dia, poder reforçar a minha crença. {POETIZANDO}

Quem me dera, que esse Ser tão especial fosse eterno
Como eterno é seu amor, sem nunca baixar os braços
Quando todo o impossível, está ao alcance, dos laços
Quem me dera, abraçar o infinito, deste Ser tão terno
*
Quem me dera, quando partisses me levasses contigo
E poder-mos partilhar outras vivências, outro mundo
Ambas sabemos que nosso amor lindo é tão profundo
Que dificilmente, encontrarei, um outro ombro amigo
*
Todos os dias são especiais, como Tu, como nós somos
As palavras mais lindas são as que dizemos num olhar
E basta olhar em profundidade para saber quem fomos
*
Quem me dera, neste dia poder reforçar a minha crença
Olhar-te, saber-te feliz, e repetir... és o meu verbo amar
Em toda a minha vida, na alegria na saúde e na doença
****
Cidália Ferreira.
POETIZANDO E ENCANTANDO
[Edição especialíssima]- "Para mim, porque há 25 anos que deixei de chamar pela minha Mãe".  Sou Mãe e Avó com muito orgulho. Em grande parte do mundo celebra-se o Dia da Mãe a 12 de Maio. Apesar de, este dia, ser todos os dias do ano. A Porfª Lourdes, do Blogue Filosofando na Vida oferece-nos imagens bem poderosas e muito ternas. Peguei naquela com que mais me identifiquei. 

Resta-me desejar um feliz dia, a todas as Mães, dos quatro cantos do mundo! 🌹💖

sábado, 11 de maio de 2019

Saudade ...

Saudade... palavra tão forte para quem espera
Para quem já perdeu a esperança
Para quem tinha tudo, e tudo perdeu
Saudade...palavra amarga para quem desespera
*
Saudade, quando se olha o mar, e o horizonte
Apenas as aves esvoaçam, ilusões perdidas
A maresia tenta limpar as almas
De quem se passeia pelo mar e olha defronte
*
Saudade... quanta saudade tenho de um passado
Quando o mar era sereno, noutra realidade
Algumas palavras ficavam gravadas em mim
Hoje, o tempo é a melancolia, do tempo cansado
*
E quando se sente no tempo que o sol não aquece
Mesmo que ele brilhe e faça calor
Nada consola um coração que caminhe sozinho
Porque a saudade entra, e de mim não se esquece.
****
Cidália Ferreira.