segunda-feira, 25 de junho de 2018

Barco abandonado...


Adormeci na saudade do teu regaço
Do teu carinho, do teu abraço
Das tuas palavras aconchegantes
Dos passeios imaginados à beira mar
E de todos os momentos inebriantes,
Sinto-te no mundo, tão distante
Sabes; tenho tantas saudades tuas
Todos os dias e a toda a hora
Até sinto saudade das tempestades
Queria, a tua força, d'outrora
*
Adormeci, sozinha e triste
Pelas veredas da imaginação
Como um barco no mar, abandonado
Qual coração triste magoado
Sem a brisa que o faz mover,
Mais nada no meu coração existe
Se esta saudade permanecer
Não quero perder o que me tens dado
Fazes-me falta ao amanhecer
Mas, mais falta fazes, ao meu coração.
***
Cidália Ferreira.

domingo, 24 de junho de 2018

Recordações dum amor profundo. [ Poetizando e Encantando.]

Havíamos feito as nossas juras de amor
Amor sincero, e único, em simplicidade
Havíamos  prometido ser a honestidade 
Mesmo que fosse um sonho em desamor
*
Havíamos prometido o mundo perfeito
E todas as juras fossem, perfeita união
Havíamos prometido ao nosso coração
Que nada nos iria levar ao preconceito
*
Havíamos  ajustado detalhes das vestes
Mesmo que fosse apenas um sonho meu
Mas que entre lembranças, tu estivesses
*
Até as flores envoltas à musica de fundo
Notas perfumadas dum piano que tremeu
Ao recordar, as juras dum amor profundo.
****
Cidália Ferreira.



Chegámos à quadragésima primeira (41 ) Edição do Poetizando e Encantando...Interacção com a Profª Lourdes Duarte,do Blogue Filosofando na Vida. É com gosto que, mais uma vez participo ainda que, de forma simples. Mas como se costuma dizer, o importante é participar. Espero que gostem...Obrigada a todos pela visita.

Bom fim de semana

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Segredos do pensamento

Do livro que tento escrever
Quando meu coração se sente
E em palavras não quer dizer
Porque o meu rosto não mente
Mas sente como ninguém
A falta que alguém nos faz
Como escrever em folhas brancas
Segredos do pensamento
*
Das flores que perfumam o livro
Quando fechado, e arrumado
Guardando segredos profundos
Mas minha alma adormece
Sobre as paginas amarrotadas
O sentimento não obedece
Aos sonhos mais moribundos
Quando, só queria um beijo
*
Abro o livro, apenas desejo
Que tudo já tenha passado
E tento voltar a escrever
Mostrar que não sou insensível
Mas se acharem que o posso ser
Nada será impossível
Haverá sempre um caminho
Por onde eu possa meditar...
***
Cidália Ferreira

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Sons do silêncio me suavizam a alma

Deambulo, pelas sombras da floresta
Sons do silêncio me suavizam a alma
Nas árvores há algo que se manifesta
Levando-me, à extremidade da calma
*
A folhagem digna duma contemplação
O meu olhar silencia na tua lembrança
E cada folha que entra no meu coração
Parecem os teus sussurros de esperança
*
E neste silêncio inspiro toda a frescura
Abraço uma árvore, voltando à energia
Neste deambular onde tudo é a loucura
Mas sei, que me acompanhas na poesia.
****
Cidália Ferreira.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Sejamos sempre o motivo do verbo amar [ Poetizando ...]

Nosso amor, o verbo amar, em praia vazia
O mar acalmou, após o sol, seguir destino
O areal vazio recebia as ondas já desfeitas
Havia prometido por ficar ali, mas franzia
Uma espuma, orla de sentimento repentino
Momentos, onde as ondas são tão perfeitas
*
Desenhei meu coração em areia molhada
Esperar-te-ei, por aqui, com a convicção
De que, juntos, possamos apreciar o mar
E quando a noite chegar, seja abençoada
Para que conchegados, em contemplação
Sejamos, sempre o motivo do verbo amar
****
Cidália Ferreira.

POETIZANDO E ENCANTANDO

Chegámos à quadragésima (40) edição do Poetizando e Encantado. Um  pouco atrasada, mas por bons motivos. Apresento então, a minha humilde participação. Espero ser do vosso agrado. Um resto de um excelente Domingo para todos(as).

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Deambulando num só sentido

Foto de Cidália Ferreira. 
Deambulando pelo meu universo
Sozinha, num redopio contagiante
Envolta de pensamentos, saudade
Sentindo uma brisa marinha
No meu expressivo semblante
E num sentimento angustiante
Solto o meu grito, em liberdade,
Procuro no meu eu, o sentido perverso
E deixo-me levar pelo vento
Até onde eu puder chegar
Sem nunca desistir de te amar
*
Nos passadiços que a vida me oferece
Onde deixo meu rasto,
Sinto uma solidão em volta
A praia deserta, o sol escondido
As ondas amenas, o cheio do mar
Nada te traz ao meu mundo,
Deambulando num só sentido
Sinto as areias à solta
Uma brisa forte, pensamento profundo
Algo de mim que se quer soltar
E na orla do teu coração, poder ficar.
***
Cidália Ferreira.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Medito até à exaustão da alma

Foto de Cidália Ferreira.
Escuto os ecos da água parada
E num reboliço em contradição
Corre uma aragem apaixonada
Pelo silêncio, do meu coração
*.
Sinto a brisa passar lentamente
E numa carícia pelo meu rosto
Deixando-me assim livremente
Numa reflexão, em livre gosto
*
Medito até à exaustão da alma
Em silêncio, que remete calma
Onde anseio, por te ver chegar
*
Sinto falta do teu alento devido
Abro a minha alma e sobrevivo
Ouvindo ecos do silêncio, no ar.
****
Cidália Ferreira.