6 de dezembro de 2021

Numa cor imaginária elevo meu coração

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Quantos pensamentos existem em mim
Quando procuro, no meu eu, silencioso
Coisas que gosto de recordar, tão assim
Numa liberdade onde tudo é auspicioso
*
E assim como as aves esvoaçam pelo ar
Esvoaçam também meus pensamentos
Em maré de liberdade convém salientar
Que o silencio precioso é dos momentos
*
Quantos pensamentos livres de percorrer
São presos como as aves em seu cativeiro
Quando tantos outros se podem socorrer
*
Numa cor imaginária elevo meu coração
Deixo que esvoace angústia no nevoeiro
E volte livre de pensamento e inspiração
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Cidália Ferreira

5 de dezembro de 2021

"A vida é uma peça de teatro"


"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."

 “Autor desconhecido”

Faz um ano que " a nossa Sarinha - como lhe chamava/chama, o Pai, Tony Carreira - partiu..." Que a tua alma esteja repleta de luz, e que, sejas a estrela que brilha nos rostos dos teus Manos e Pais. 🙏

Para todos os amigos (as) que passarem, percam uns minutinhos do vosso tempo e vejam / ouçam o vídeo. Façamos uma reflexão, sobre o que fomos ontem, o somos hoje, e o que poderemos ser amanhã...

 Obrigada. Bom  Domingo. 

Diz a Criança, perspicaz ...

Foto pessoal
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Numa manhã de sol, mas fria
Depois de uma noite bem chuvosa
Amanhece a admiração, o fascínio
Pelas cores de outono, uma exaltação
Numa pequena caminhada, mais um dia
Se apreciam as folhas molhadas
Cada árvore a mais frondosa
Que envaidece a contemplação
*  
E dizendo a criança, perspicaz
Que o Inverno está para chegar
A admiração...então pergunta
'Como sabes? com tão tenra idade'?
Então respondeu o rapaz
Avó, quando as árvores ficam nuas
É inverno, é verdade,
E assim me calo, ficando a pensar...
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Cidália Ferreira


2 de dezembro de 2021

O sol se assoma e naquele horizonte.

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Uma viagem que passa no tempo
E nas estações que se manifestam
Apreciam-se as folhas que restam
Na venustidade, sem contratempo
*
Miragem sobre um tapete colorido
Vários toques sensuais da natureza
Não há como ter, apenas, a certeza
Da meditação do que já foi florido
*
O tempo é o reflexo duma vivência
O elixir que alimenta qualquer vida
Que parece não viver de aparência
*
Quando chega a brisa ao fim do dia
O sol se assoma e naquele horizonte
E reflete na imagem alguma melodia
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Cidália Ferreira

30 de novembro de 2021

Sentimento fatal...

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Já acendi a minha lareira
Aqueço o corpo e a mente
Conforto o meu coração
Porque o frio já se sente
*
Com o calor que se entranha 
A sede convida um bom vinho
E uma garrafa se abre 
Lá se bebe um bocadinho
*
Olho para a lareira acesa 
Imagino o quanto é bom
Ter um lar aconchegante 
Saber contemplar é um dom 
*
Não me posso deixar levar
Por este sentimento fatal
Que me deixa emaranhada
Pois receio que me faça mal
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Cidália Ferreira

28 de novembro de 2021

Existe uma beleza inexplicável, no ar

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Chegou o crepúsculo a qualquer lugar
Será cidade, ou meramente povoação
Será que existe gente para contemplar
Nem todos conseguimos ter a perceção
*
Existe uma beleza inexplicável, no ar
Existem estrelas cintilantes no olimpo
Existe a emoção que dentro dum olhar
Fica a saudade... de mais um dia lindo
*
Acendem-se luzes esvaziam-se as ruas
E procuram-se os aconchegos nos lares
Enquanto lá fora, até nas árvores nuas
Se refugiam as aves solitárias,singulares
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Cidália Ferreira

25 de novembro de 2021

Existem silêncios que atropelam ...


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Existem silêncios que incomodam
Que entoam na alma
Que interrompem os sonhos
Que ferem, de tanta mudez
Existem silêncios que se acomodam
*
Gosto dos silêncios ruidosos
Dos roídos em melodia
Dos momentos vagos da vida
Das palavras em silêncio
E dos gestos oferecidos generosos
*
Gosto dos silêncios acompanhados
Das multidões silenciadas
De ouvir, a minha voz atenta
Quando no silêncio, recita
Os poemas escritos bem guardados
*
Existem silêncios que atropelam a gente
E nos fazem pensar na solidão
Mas existe a solidão acompanhada
A mais agreste para quem vive
Deixando escapar uma vida deprimente 

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Cidália Ferreira

23 de novembro de 2021

Procuro as ondas de qualquer olhar

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Procuro no tempo do meu equilíbrio
Nas águas serenas embargo o olhar
O pensamento tão distante, sombrio
Espera, pelas ondas d'qualquer mar
*
O cinzento que o meu coração sente
É apenas ilusão dum sonho passado
Num suspiro de ousadia, não mente
E liberta o que guardou, tão ousado
*
As nuvens apressadas tapam a graça
Dum sol que pousava sobre as águas
Momento em que o meu corpo abraça
Os silêncios onde se libertam mágoas
*
Procuro as ondas de qualquer olhar
Encontro o alimento para libertação
Os meus olhos sentem-se a lacrimejar
E o equilíbrio espelha o meu coração
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Cidália Ferreira

21 de novembro de 2021

Não tema... Qualquer tempestade que enfrente ...

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Agradeça...
Por tudo de bom que a vida lhe dá
Também, pelas coisas menos boas
A gratidão é um valioso sentimento
*
Aprenda...
Com os tropeços que vão aparecendo
Tal como existem os dias diferentes
Tudo na vida terá com um propósito
*
Acredite...
Que dias sem dificuldades não existem
Mas existe a bondade e a compreensão
Porque esta, é uma vida feita de desafios
*
Não tema...
Qualquer tempestade que enfrente
Nada será tão forte como o seu querer
Com dignidade e bondade o mundo melhor
*
Coragem...
Para enfrentar as adversidades da vida
Fazendo de si, pessoa mais positiva
Porque quando o sol nasce, ele lhe sorri
*
Agradeça, por aprender e acreditar,
Por não temer a coragem
Porque atrás de cada montanha
Nascerão sempre os novos sonhos.
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Cidália Ferreira

Um feliz e abençoado fim de semana, para todos em geral.

19 de novembro de 2021

Silêncios escutados com serenidade

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Do outono, gosto das cores matizadas
Das manhãs frescas, por vezes densas
Das folhas que caem, são tão intensas
Que extasiam o olhar das madrugadas
*
Gosto das pontes vazias de movimento
De silêncios escutados com serenidade
Ver folhas envelhecidas com dignidade
Retirando delas, venustidade do tempo
*
Gosto, do cheiro a húmido, da floresta
Das águas sossegadas que se escapam
Tudo o que está em redor se manifesta
*
Do outono, gosto dum solarengo ameno
Do esvoaçar das folhas... que acalentam
E das tradições que se mantêm em pleno
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Cidália Ferreira