terça-feira, 16 de outubro de 2018

Entrelaces de intempéries e sonhos. [Poetizando e Encantando]

Adivinhava-se uma grande intempérie
O pânico instalava-se
O meu coração sentia-se assustado
Pequeno demais, para tanta aflição,
Lá fora, vento assustador anulavam o silêncio
Todos os barulhos eram suspeitos
*
Mas na força do meu pensamento
Existia uma enorme convicção
As luzes apagaram-se, adormeci
Esperando que o melhor estaria para vir
E quando adormeci no sonho profundo
Vi o mar agitado na escuridão
*
Era o céu num reboliço sem gratidão
Eram as ondas que pareciam não ter fim
Achei que precisariam de mim
Da minha serenidade, da minha força
Do acreditar em toda a calmaria,
Vesti-me de alvura, fé e esperança
*
Mas o sonho ofereceu – me um violino
Enchi-me de coragem e perseverança
Com as notas musicais, melodiosas
E afastei o temporal... em poesia
Acordei, de coração aliviado,
Mas na realidade, ainda pouco tranquilo.
***
Cidália Ferreira


Chegámos à edição nr 56 do Poetizando e Encantando, no Blogue Filosofando na vida. Ainda um pouco desorientada derivado ao (Sr leslie/ furacão) que, penso já ter passado. Cá estou eu de forma simples a participar nesta brincadeira. Excelente semana para todos.

domingo, 14 de outubro de 2018

Fosse eu, a flor que perfumasse teu interior

Imagem relacionada
Fosse eu, um paraíso que te pudesse acolher
Onde meus abraços abrangessem o teu pesar
E num aperto, o meu peito pudesse escolher
O melhor caminho por onde pudesses andar
*
Fosse eu, os raios cintilantes, da tempestade
Onde te pudesse proteger em todas as vezes
Em que o sol não brilhasse, mas na verdade
Existem raios de luz na senda das cicatrizes
*
Fosse eu, a flor, que perfumasse teu interior
E pudesse o paraíso suavizar a minha ilusão
Onde num abraço verdadeiro, e enternecedor
Te pudesse guiar, aos trilhos do meu coração
****
Cidália Ferreira.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Alô Brasil... Estou convosco.

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Hoje, o  "Coisas de uma Vida", une-se ao nossos amigos Blogueiros (as)  do outro lado do Atlântico (Brasil) onde se comemora o dia da Criança. 
.
Haverá coisa melhor
  Que uma criança feliz ?
       Mas num mundo tão perigoso
          Onde espreita a maldade
              Não existe sensibilidade,
                    Existem tantas crianças no mundo
                        Aquelas que sofrem de fome
                            Onde um triste olhar diz tudo
                                 Num desespero e um desprezo profundo.
                                   
Para as minhas, e as vossas
E todas as outras...sem ninho
Aqui vai o meu beijinho
E um abraço caloroso
Porque sempre existirão 
Pessoas, com almas bem generosas,

Cidália Ferreira.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Caminhos ressequidos...

Caminhos ressequidos da dureza
Da antiguidade, do desprezo
Dos passos dados, apressados,
Sobre as fendas, o peculiar da natureza
Uma secura que o tempo contraria
Mas os olhares se sentem apaixonados
*
Pode ser-se única e verdadeira
Ser os factos duma oculta realidade
Como ser-se, a tão desprezada flor
Nos momentos escutados, no silêncio
Sem querer ser a exclusividade
Dum caminho ressequido, sem amor
*
Ser a única flor de um caminho
Onde quem, em soslaio de carinho
Faça uma caminhada em reflexão
Mas sendo o sol a isenta companhia
Floresce antes do nascer do dia
E entristece, ao longo dele, por solidão.
***
Cidália Ferreira.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Teu coração, mélico, doce tentação...

Texto alt automático indisponível.

Procuro nas aureolas do teu coração, meu recanto
Um lugar aconchegante, que me deixe sorridente
Farei de tudo, para que não me deixe deprimente
Nem num chão que me destrua este meu encanto
*
Ao encontrar teu coração, mélico, doce tentação
Onde a resplandecência se designa numa palavra
Quando o carinho é mudo, há um fogo que lavra
Nas vicissitudes do tempo, em entrega e emoção
*
Entender-me-às através das estrelas que te guiam
Se as olhares, e sentires, que o meu coração é teu
Mesmo que existam curvas nefastas, tu serás meu
Num tempo verbal. Onde tu, e as estrelas brilham
****
Cidália Ferreira.

domingo, 7 de outubro de 2018

És o meu farol, o meu mar de emoções...

Anoiteceu e o meu farol iluminou
Todos os meus pensamentos ocultos
Todas as impressões existentes
E todos os medos
Que subsistem dentro do meu eu
*
Existem faróis muito importantes
E tão imponentes
Quanto o significado que tens em mim
Existem ondas que parecem amantes
Amantes... um gosto tão meu
*
Existem luzes tão longínquas
Que podem galgar outros horizontes
Outros mares, outros corações
Nem que para isso se construam pontes
Se selem abraços, se sintam emoções
*
Mas és, exclusivamente, o farol de luz
Que me ilumina nas noites perdidas
E no mar me protege das ondas perigosas
Mesmo, sendo elas as mais luminosas
Mas és tu, o farol luminoso que me seduz.
***
Cidália Ferreira.

sábado, 6 de outubro de 2018

Outono impiedoso.

O meu olhar atravessa outros horizontes
No meio de uma multidão. É a natureza
Soltando mil folhas, várias cores, beleza
Adornando meus pensamentos flutuantes
*
Uma brisa branda em meu rosto sedento
Que se fixa nas cores e amores d'outrora
Mas tudo se transforma à ultima da hora
Quando divago enlouquecida pelo vento
*
Esvoaçam folhas em grandes remoinhos
Pairam no rio, água turva, e nas margens
O fim de ciclo... esperando outras viagens
*
Um rio quase seco, são longos caminhos
Observados, pelo meu rosto, tão saudoso
Mas duvidando, deste outono, impiedoso
****
Cidália Ferreira.