sábado, 3 de dezembro de 2016

Coisas e mimos para quem está longe


Nem tudo se resume a poesia, por isso, tenho o gosto em partilhar pequenas coisas convosco. Estamos quase no Natal. O meu, ou o nosso, não sei como vai ser, poderá ser apenas a três. Este ano não passo com os meus filhos que estão na Suiça, no entanto, estaremos sempre "juntos".  Como existe uma encomenda para seguir para a Suíça aproveitei para fazer uma camisola para a Maria, com botões da hello kitty. Fiz também estes sapatinhos em lã para um bebé que está a caminho. Será menino. Um irmãozinho para a nossa Bruna. Claro, sendo a Bruna "especial" tem outro tipo coisas que também seguem, entre outras coisas, para os filhos degustarem.

Espero que gostem...Bom fim de semana.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Nossos olhares se cruzam em pensamentos

Nossos olhares se cruzam em pensamentos
Entre sorrisos desejosos de tanto querer,
Nossos corpos se tocam intensamente
Sentindo o calor que aflora sentimentos
Em momentos que nos conduzem ao prazer,
Sorriem nossos rostos de cumplicidade
Num olhar profundo, terno de verdade
Onde tantas coisas ficam por dizer
.
Nossos olhos dizem o que boca não diz
Mas lemos, nos nossos lábios, o desejo,
Num abraço terno pulsam os corações
Que fazem despertar saudosos beijos
Fazendo do nosso momento o mais feliz,
Olha-me, abraça-me, faz-me sentir mulher
Mesmo que o imaginário sejam ilusões
Que os nossos olhares tenham que escolher.
***
Cidália Ferreira.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Meu rosto mostra o desejo inebriante

Não sinto o calor da  tua pele suave
Não sinto o sabor  dos beijos doces
Não sinto a tua  presença, qual ave
Que nos fazem uns loucos, precoces
.
Não sinto, mas  imagino tal  doçura
Dos teu lábios carentes, tão meigos
Que loucamente me deixam ternura
Mesmo sendo em pensamentos leigos
.
Meu rosto mostra o desejo inebriante
Os teus lábios, o carinho contagiante
Que num desejado encontro, sonham
.
Fecho os olhos e deambulo pelos céus
Sonhando ter-te debaixo de meus véus
Guardando nossos rostos que se olham
****
Cidália Ferreira 

sábado, 26 de novembro de 2016

Chovia, naquela noite escura e fria

Imagem relacionada
Chovia, naquela noite escura e fria
Nossos destinos iriam-se cruzar
Naquela rua, tão escura, abandonada
Silenciosa, de luzes apagadas,
Cudadosamente a chuva caía
Para abençoar o encontro
Um desejo intenso nos possuía 
E nem a chuva nos impedia
De seguirmos a estrada da vida
Deixando as nossas pegadas
Como sinal de vida vivida,
.
Nossa cumplicidade flutua
Nos pingos da chuva, ensejos 
Onde secretamente nos abraçamos
Não importa se chove ou se faz frio,
Nesta rua onde o silêncio impera
Enquanto nos entregamos ao desejo
Sobre o reflexo duma estrela cadente,
Nosso carinho de entrega é notório
Não há chuva nem frio que nos impeça 
A nossa entrega, em sofregos beijos
Enquanto chove sobre nós, serenamente.
***
Cidália Ferreira

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Numa natureza colorida e tão cinzenta

Numa natureza colorida e tão cinzenta
Onde o cheiro  do frio me faz  ponderar
Eleva o meu pensamento mas afugenta
A tristeza que em mim se tenta refugiar
.
O cheiro das folhas e meras recordações
Em que outrora em mim se apoderavam
Como um sol que me eleva nas emoções
Quando na natureza sentidos esvoaçam
.
Nesta natureza tão fria mas onde habitas
Como a melhor flor nascida no meu jardim
Deixando de recordação o cheiro a jasmim
.
Perco-me em recantos que procuro no frio
Onde o sol se afastou das folhas  sem brio
Mas, alumina-te sempre, sei que acreditas
****
Cidália Ferreira.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Confessando, nesta viagem, apensas sou tua

Embarquei na viagem de paz com a lua
Onde partículas do meu pensamento
Eram trilhos da vida em serena montanha
Onde o silêncio nunca se desfaz
Até ao romper da manhã
A brisa fresca que me acompanha
Me eleva, nos meus momentos de paz
.
Ainda a lua me acompanhava
Já as aves bailavam de alegria
Sentia-se a pureza como gargalhada,
A brisa sorria em silêncio
Esperando que nascesse um novo dia
Algures, em longa viagem
Por esta montanha de pura mestria
.
Grande, era a lua que me iluminou
Mostrou-me os caminhos mais certos,
Lá longe, um aceno, um sorriso
De alguém que comigo se cruzou
Quando embarquei na viagem com a lua,
Esperando de alguém aquilo que preciso
Confessando, nesta viagem, apensas sou tua
***
Cidália Ferreira 

domingo, 20 de novembro de 2016

És o brinde à vida, a chama que me desperta.

Neste frio, onde toda a tua chama aquece
Como as labaredas  que ardem sem se ver
Nosso entrelace imaginário nos enternece
No momento da  nossa entrega, ao prazer
.
Não sou mais que  uma chama imaginária
Talvez a ilusão, que  nos eleva as emoções
Neste brinde, onde és a chama necessária
Que me deixa em êxtase, quais libertações
.
Quantas fagulhas libertamos em momentos
Em que brindamos, mostramos sentimentos
São como  suspiros da chama à descoberta 
.
Neste frio, és lareira acesa, tudo que preciso
És a labareda que nos  aquece no improviso
És o brinde à vida, a chama que me desperta.
****
Cidália Ferreira