7 de novembro de 2026

Telhados da vida...

Cai a chuva pelos telhados da vida
Chegam pela sombra da melancolia
Lareira acesa, olhar vazio, a dúvida
Os sentimentos que alimentam o dia
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Sopram os ventos, qual nota musical
Assustam os sonhos que a noite traz
Ouvem-se as goteiras em cada beiral
Que no meu pensamento não satisfaz
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Entre o devaneio da chuva existe dor
Um desalento que trespassa o coração
Quando já nada existe, no sentimento
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Cai a chuva nos telhados cheios de cor
Desvanecem, entre o frio, e a sensação
De apreciar ou refutar cada momento!
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Cidália Ferreira

4 de novembro de 2026

... QUIMERA ...

 

Deambulam os meus pensamentos serenos
Pelo brilho do céu, que me encanta
E quando o sol me beija o rosto
Existe uma brisa que me sussurra
Existem folhas que no chão, são manta
Que se dissolvem nos próprios terrenos
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Ainda que o sol aqueça os dias. As noites não
Mas, se os meus pensamentos viajarem
Nada melhor que o sol, para se alimentarem
E se o balsamo me ensinar a viver
Num aconchego onde os olhares me levarem
Entro, numa quimera, que me enche o coração!
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Cidália Ferreira

26 de outubro de 2026

CONTRASTES...

Uma tarde de outono ainda solarenga
Um passeio no parque, ainda apetece
Uma conversa sincera não se disperse 
Nos ramos desalinhados de uma lenda
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Com emoções se trilham recordações
Com os sorrisos, se vivem momentos
Com a brisa vagueiam os sentimentos
Que aquecem, o melhor, dos corações
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As árvores, já matizadas, são a beleza
De cada olhar, de afago, que as avista
Não há nada mais belo que uma visita
Ao lugar onde os sonhos são subtileza
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Que neste tempo morno ainda existam
Coisas para contar, sorrisos para soltar
Abraços apertados para um dia recordar
Momentos, de cores, que se contrastam
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Cidália Ferreira

20 de outubro de 2026

É outra vez Outono

Já se sente a brisa, fresca, pela manhã
E os dias mais nublados pela incerteza
As folhas, caídas, despindo a natureza
Num sol, que nasce, atrás da montanha
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Até nas noites, que crescem tão frias
Despertam o aconchego duma lareira
No silêncio duma ou de outra barreira
Sentem-se mais curtos, os nossos dias
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Caiem as folhas das árvores, matizadas
Uma das belezas que o Outono nos traz
E em cada passo se sentem quebradiças
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Ramos humedecidos pelas madrugadas
O calor, das tardes curtas, que se desfaz 
Sobre arvoredos e paisagens que avistas 
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Cidália Ferreira

12 de outubro de 2026

TARDE LITERÁRIA...

Receber o convite da Junta de Freguesia para uma tarde Literária no dia 10/10, foi colocar-me à prova e de cabeça às voltas. Por um lado não queria, mas por outro, queria dar a conhecer o meu outro lado poético às pessoas da nossa Freguesia. Quando verifiquei os escritores e autores que lá iam estar senti que me ia perder no meio dos “tubarões”. Apesar de serem ainda muito novos é de louvar tanta criatividade e talento.
Eu não levava novos livros, mas, levava poemas. O meu receio era esbardalhar-me ao comprido derivado aos nervos e ansiedade que sentia. Entre os vários Autores, estava a Marta Santos uma Miúda muito meiga e simpática, que me ajudou a superar a minha a atrapalhação. Estivemos à conversa sobre o que me levou a escrever, e quando foi. Foi uma querida. Correu melhor do que esperava. No fim, distribuí 15 poemas diferentes pelos visitantes.

Foi uma iniciativa muito enriquecedora, que, na minha opinião, deveria de haver mais adesão. Estou convicta que atrás de uma 1ª vez virão outras muito melhores. Abriram-me o apetite para um 3º livro, quem sabe!

Cidália Ferreira