sábado, 16 de janeiro de 2021

Penso, nos raios de luz que acolhem

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Seguro com a força do meu interior
Uma luz que me rodeia, mas aquece
Que me faz querer voltar com fervor
Às mãos que tantas vezes lhe oferece
*
Seguro a luz da vida, e não dispenso
A felicidade que diz trazer, no fundo
Como o brilho, que sempre é intenso
Mesmo num coração mais profundo
*
Penso, nos raios de luz que acolhem
Todos os sentimentos, de bem maior
Como os desejos quando se recolhem
Ao sentir-me, nesta luz, ao pormenor
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Cidália Ferreira

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Sonhos guardados, matizados...

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Tenho todos os meus sonhos guardados

Num devaneio pintado

Pelas mais lindas cores

Onde redopiam meus sonhos, matizados

Uns já passados, outros por realizar,

Mas, apenas os mais interessantes

Me enchem a alma de energia,

E muitas vezes por telepatia

Deixam um encanto no meu olhar

Que lacrimeja de emoção,

Quero e desejo, que todos os devaneios

Se mantenham vivos no meu coração

Deixando, bonitos sonhos, bem guardados

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Cidália Ferreira

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Obrigada à vida...

 
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Obrigada à vida, pelo sol que nasce a cada manhã
Por me colocar obstáculos, e para os poder vencer
Por ter à minha volta um misto gente, e agradecer
Ao acordar, e ver a vida nascer atrás da montanha
*
Obrigada pela oportunidade de vos poder partilhar
Esperando que todos olhem com olhar de destreza
Apreciando, como é tão belo, o nascer da natureza
Quando o sol se entrelaça na árvore, para espreitar
*
Obrigada à vida pela oportunidade de ver o mundo
Por acordar, poder ver, ler, ouvir, sobretudo refletir
Porque é na relutância, que se mede a força interior
*
Agradecer a forma como sinto ver o sol, é profundo
Apesar de tanto frio a natureza é o meu maior elixir
Mesmo num confinamento que se afirma tão superior
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Cidália Ferreira

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Um frio glacial. Uma lareira acesa, e dois dedos de prosa

Amanheceu, enevoado, e um frio glacial
Não me apetece ir à rua, para caminhar
Apetece-me comer, beber, ficar a pensar
Aquecendo minha alma de forma natural
*
Pensar em entrar no novo confinamento
Que seria de mim se não existisse lareira
Ou algo que me aquecesse desta maneira
Porque o frio, vai continuar, é o tormento

Uma lareira acesa, e dois dedos de prosa
Dois copos de vinho para aquecer a alma
Sendo em companhia, brindar com calma
Saboreando gota a gota a bebida vigorosa
*
Se o frio pede casa. É confinamento total
Então a lareira que nunca se deixe apagar
O vinho imagina-se, para ajudar a atenuar
Estes dias, gélidos, que me sabem tão mal.
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Cidália Ferreira.

sábado, 9 de janeiro de 2021

O que os meus olhos sentem...

 
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O que dizem os meu olhos
Quando sabem que a vida
Não é o que se imagina
Nem as flores que se desejam.
Mesmo floridas, com espinhos
Vão alimentando os dias
Da solidão, da idade,
Mas, com um olhar de verdade
Dando um pouco de mim
Para que se tornem mais leves
Vidas solitárias, sem trilhos
Achando que da vida restará
Os silenciados dias
Junto ao frio, das lareiras vazias...

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O que os meus olhos sentem
Quando olham, outros olhos
A vida anda... e não mentem
Uma vida, vivida em retalhos
*
Mas quando se dá algo de nós
Uma palavra doce e um sorriso
Por saber que muitos estão sós
E na melancolia do dia indeciso
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Cidália Ferreira 
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PS: Este simples poema foi inspirado nas pessoas que, diariamente, passam pelos meus olhos, e a quem mostro o meu melhor olhar, o meu sorriso. Bem como, as pessoas que me tocam o coração. 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Tapetes alvos em campos de bonança

'Imagem minha'

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O ano começou, com um sol de esperança
Com o céu azul celeste e uma brisa gélida
Com tapetes alvos em campos de bonança
Numa temperatura invernosa... esplêndida
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O ano começou e gelou, campos e corpos
Gelou alguns sentimentos, pela distância
É a progressão das gripes. Sem anticorpos
Convém que os cuidados tenham relevância
*
Por muito que o tempo seja alegre, de sol
E o frio me derrube mas faça movimentar
Acharei sempre, a fulgência, dum girassol
Mesmo que o frio seja severo de aguentar
*
Mas, no meu olhar soltam-se em liberdade
Sorrisos, esperança, agradecendo cada dia
Por muito que esteja frio existe a felicidade
Porque do sol que me ilumina nasce poesia
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Cidália Ferreira

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Um começo a deslumbrar, a ilusão

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Um começo alucinante, direi eu
Se fosse verdade vive-lo,
Nas nuvens do meu pensamento
Por onde vagueiam meus poros
E os meus olhos se escondem
Das tuas palavras tão doces
Que saem, dum coração lindo, o teu
*
Se a aragem fosse a fragrância
E as luzes, o meu perfume
Escolheria a média luz
Que guardasse a tua imagem
Para que pudesse brindar
Com meu o corpo deslumbrante
Perfumado, pela silenciosa elegância
*
Um começo a deslumbrar, a ilusão
Quanto os teus olhos negros me olham
Contam segredos, baixinho
No meu ouvido, que carente
Se desmonta num detalhe do vestido,
E no aveludado da minha pele
Ficam resquícios da nossa conclusão.

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Cidália Ferreira