terça-feira, 2 de junho de 2020

Areia molhada, e um silêncio no coração.

[Imagem de Luísa Martins]
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Serenamente numa contemplação do imaginário
Onde se soltam as ondas tão calmas, já desfeitas
Sente-se uma brisa marinha, a beleza do cenário
Que assossega a alma de quem as sente, deleitas
*
Areia molhada, pegadas, um silêncio no coração
Alegria no olhar captando a beleza do horizonte
Não existe magia maior, que o sentir da emoção
E observar o pôr-do-sol, que algures se desponte
*
Serenamente e conversando com o companheiro
Mesmo que não te responda, mostra a felicidade
E, na importância que faz, a verdadeira lealdade
*
Praia deserta de gente, mas um mar conselheiro
E um certo alívio na mente, para reatar a labuta
Numa vida marcada pela diferença, em permuta
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Cidália Ferreira

Queria ter o poder da bonança

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Queria ser outra vez criança
Que outrora cresceu
Sem mimos, sem beijos
Sem afectos
Sem brinquedos, sem estórias
Sem coisas banais
Apenas vivendo memórias
Sem que nunca houvesse fome
*
Queria ver as crianças, d'agora
A brincar pelos quintais
Bairros cheios
Brincadeiras originais
O jogo da macaca, do lenço
Até a corda saltava, era alegria
E o jogo das escondidas
Enquanto fosse de dia
*
As roupas sujas de felicidade
As desavenças
A união que nos fazia crescer
Os ralhetes, o respeito
As brincadeiras sem maldade
Onde tantas crianças juntas
Sorriam... choravam
Mas sempre crianças ao seu jeito
*
Queria ser outra vez Criança
Recuar no tempo, na aprendizagem
Queria ter o poder da bonança
Para, As proteger, da libertinagem
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Cidália Ferreira

domingo, 31 de maio de 2020

Sei o dia em que te beijei pela primeira vez. "Com Amor"

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Olhos nos olhos, e nossos lábios sedentos
Tentam tocar-se num encontro inesperado
Um trilho em labirintos...e os sentimentos
Onde o prazer que sentimos é desesperado
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Saberás, que para o meu coração, és único
Continuarás dentro do meu peito tão louco
Sei que o meu pensamento pode ser cínico
Mas foste e serás sempre meu. E tão pouco
*
Quantas horas passadas, com sorrisos sãos
Carícias trocadas, e vagueando pelo prazer
Ficaram gargalhadas, onde demos as mãos
Continuamos unidos em algo a contradizer
*
Sei o dia em que te beijei pela primeira vez
Sei, a esquina, ensolarada, que nos recebeu
Sei que continuarás a ser único, mas talvez
Ainda me leves ao prazer, receberás o meu
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Cidália Ferreira

Interagindo com o blogue - "Com Amor" - da Amiga Marta Vinhais. Espero que lhe/vos agrade.

sábado, 30 de maio de 2020

Escutas-me com a doçura dos meus lábios

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Sussurro-te, por palavras doces, minhas
Como quem ganha a liberdade da ilusão
Palavras que se rendem à nossa exatidão
Quando apenas os meus olhos acarinhas
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Escutas-me com a doçura dos meus lábios
Beijas-me com teu olhar meigo e carente
Silencias tantos sonhos. Quem não mente
No momento dos nossos sussurros sábios
*
Fundimos os pensamentos em quimeras
Com juras de honestidade, e para sempre
Quero viver a eternidade das primaveras
*
Somos uno, como numa união, de flores
Desejamos sentir, o que a força permitir
Neste tempo que nos resta...com valores
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Cidália Ferreira 

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Enquanto a vida for vida tens a minha gratidão.

Imagem minha: Poema do Ryk@rdo em homenagem ao aniversário do blogue. (Publicação de 27 Maio) Ele assistiu à nascença, até dos livros. A mão que pega o livro e a Dele. 
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Não sabias o que era a poesia
Mulher bonita de sentimentos
Disseste que era pura heresia
Que escrevesses algum dia
O utópico dos teus pensamentos
.
Elogiavas o blogue pensamentos
E os poemas que eu escrevia
Mostravas elevado e lírico talento
Quando deixavas o sentimento
Vaguear pelos devaneios da poesia
.
Falámos em um blogue editar
Onde escrevesses, orgulhosa
Parecia não quereres acreditar
Como o teu talento em poetar
Era uma faceta maravilhosa
.
A 27 Maio 2013, o blogue surgiu
Pela tua mão que lhe deu vida
Passaram 7 anos sempre a florescer
Poemas lindos, que fizeste nascer
De um coração de poetisa aguerrida
.
Muitos parabéns, dados de coração
A uma poetisa que versejar não sabia
Que escreve poemas de fina emoção
Onde coloca a sua alma e coração
Nos poemas, humildade e sabedoria
..................
Muitos Parabéns. Que venham mais 7... e mais 7 ... e mais 7 ... e mais 7 ... e mais ...

Poema de Ricardo Valério. 
Palavras para quê? Tens a minha Gratidão, por tudo o que sempre foste, e és! 🍀

quarta-feira, 27 de maio de 2020

"Sete anos, de janela aberta para o mundo"... 🥂

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Nasceu aos vinte e sete de Maio
Por mãos de uma madrinha
E por sugestão de um padrinho,
Armei-me em aventureira
Comecei devagarinho
Com poesia, a minha,
E sem lhe prever o futuro
Fui andando passo a passo
Porque só aqui me distraio
Num pensamento inseguro
*
Pelos quatro cantos do mundo
Conquistei gente tão linda
Aqui abri meu coração
Com poemas e estados de alma
E a cumprir com devoção
Em momentos de pura calma,
Assim irei continuar
Sinto em mim um dever
E nas minhas escritas oriundas
Sinto-me por aí, a vaguear
*
Parabéns para todos vós
Que me vindes visitar
Tecendo belas mensagens
Que até confesso gostar,
Cresci, com amigos, eu sei
Fica o meu agradecimento
Para quem por aqui passar,
Dois livros eu já lancei
Nestes sete anos de vida
É dia de festejar sintam a minha voz
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Não me sinto Poetisa, mas  confesso, que é na poesia que distraio a mente soltando a voz do coração. Por vezes, é neste cantinho que me liberto do stress diário. Como? Escrevendo para quem gosta de me ler. Porque são vocês que exigem de mim o melhor. Porque vos leio e comento, cresço com cada um... deixando um pouco de mim, trazendo um pouco de vós. Jamais imaginei que  "O Coisas de uma Vida", fosse tão longe. (7)
7 anos de vida.
7 anos de convivência.
7 anos de "amizades"
7 anos de escritas 
7 anos de emoções
7 anos "de janela aberta para o mundo..."
7 anos de muita consideração a todos/as os que me seguem, lêem, comentam. Apesar do muito trabalho actualmente, estou muito feliz pelo caminho que tenho feito até aqui... Venham mais 7.  Viva o futuro.

Cidália Ferreira

terça-feira, 26 de maio de 2020

Vagueio na abstinência ...

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Abro a janela e deixo a aragem entrar
Fecho os olhos, imagino no horizonte
Um paraíso onde a vida vai continuar
Onde quero sentir emoções do monte
*
Quero viver o presente, dum passado
Sem que a vida atrofie a minha alma
Sinto a janela abrir num tom versado
Onde a aragem me alimenta e acalma
*
As flores perseguem-me na inocência
Quando me deslumbro na observação
Toda esta energia me enche o coração
*
Abro a janela,  vagueio na abstinência
De olhar mudo, neste silêncio que dói
Mas que, um amanhã, algo se constrói
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Cidália Ferreira