quinta-feira, 6 de agosto de 2020

O gosto por mim. Por si, e por nós

A imagem pode conter: árvore, ar livre e natureza
Foto minha.
*******
Gosto do cheiro das manhãs frescas
Das sombras naturais, pelos campos
Dos caminhos feitos em terra batida
*
Gosto do cheiro da terra, da aragem
E dos silêncios, que me assossegam
Gosto de encontrar os pensamentos
*
Gosto da paz, e do chilrear das aves
O som é a música dos meus ouvidos
Quando se calam as vozes ruidosas
*
Gosto do caminho sombrio, e vazio
Gosto de deixar voar o pensamento
Quando me liberto desta ansiedade
*
Gosto, de gostar de mim e dos meus
Gosto de estar atenta, neste silêncio
Porque o silêncio é o balsamo divino
****
Gosto de vos ler aqui no meu blogue
Gosto de visitar todos sem excepção
Mas desculpem a ausência, uns dias
********
Cidália Ferreira. 

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Ciclos constantes ...


****
A vida é feita de ciclos constantes
Feita, de ferro e fogo
De chuva e frio
Feita de altos e baixos
De nuvens revoltantes
Como a vida, em tempo sombrio
*
Ciclos constantes, de mudanças
Surpresas que me afligem
E as nuvens carregadas de cor
Mostram-me a dificuldade
Pelo meio existem, inseguranças
Que tento agarrar sem mostrar dor
*
Cada dia que nasce tem novo alento
Tem alegrias, tristezas
Tem superações
Tem o sol que me dá energia
O vento que me sussurra, é sedento
Numa vida a acontecer cheia de ilusões.
****
Cidália Ferreira
Desculpem a minha ausência. Aos poucos, colocarei as visitas em dia. Nunca sabemos se o dia de amanhã vai correr como pretendemos.🌹

domingo, 2 de agosto de 2020

"Com Amor" ... Desfolhando memórias

****
Tantas memórias habitam em mim
Tantas roupas costuradas pela Mãe
Tantos vestidos às flores, era assim
Que todas iguais, vestiam, também
*
Trapos reutilizados. Os sacos de pão
Roupas desfeitas em tiras. Tapeçaria
Tardes de convívio não havia solidão
Outras coisas, que dos trapos se fazia
*
Aprendia-se costura como actividade
Donas de casa. Mãe, avó e costureira
Mulher madura, aspeto, d'outra idade
*
Não havia preguiça para dar ao pedal
Nem outra máquina tão trabalhadeira
Que aquela... E jamais faltava o dedal
****
Cidália Ferreira
*
Muita coisa poderia escrever sobre esta foto. No meu tempo de criança, era a minha Mãe que nos fazia as roupas. São memórias boas para desfolhar. Com as poucas posses que haviam, comprava um rolo de tecido (acho que tem outro nome) e todas vestíamos de igual. Lembro-me que a minha Mãe aproveitava a hora de sesta para costurar, enquanto, ouvia também na rádio, o Romance (radionovela) Simplesmente Maria. Quem se lembra? Aquela hora era sagrada. Tive também o privilégio Dela ter feito os lençóis para o meu/nosso enxoval... As mulheres - (algumas) - iam aprender costura, mas a minha Mãe aprendeu sozinha, apenas via em casa duma madrinha. Apesar da vida dura que levava nas terras, a costura era o momento em que ela se sentia relaxada... Tantas, e tantas coisas haviam para falar sobre esta imagem. Tantas memórias boas. Tantas peças de roupa de interior e exterior... O hábito perdeu-se.
*
De forma muito simples, é com gosto que participo na interação com o blogue da Marta Vinhais. do blogue "Com Amor" Participem também! __________ Bom Fim de semana 🌹🌹

sexta-feira, 31 de julho de 2020

O meu coração pertence ao teu mundo...

****
Divido o meu coração com quem o merece
Com quem me dá tudo, parecendo nada
Com quem dá colo no momento da solidão
Com quem nada diz, apenas se interesse
E queira saber, se lhe pertence o meu coração
*
Sim, o meu coração pertence ao teu mundo
Pertence ao teu espaço desassossegado
Pertence-te, simplesmente porque te quero
Quero que entres no meu lado mais profundo
Quero e desejo, que sempre sejas sincero
*
Divido os meus momentos sempre contigo
Divido os sorrisos, também as tristezas
Recebo de ti, o melhor dos presentes
O teu coração, é o ninho onde me abrigo
Desta eterna amizade, que também a sentes.
****
Cidália Ferreira

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Folhas orvalhadas, o coração enternecido

****
Formam-se as gotas de um amor diferente
Quando a madrugada chega, devagarinho
Orvalhando as orlas dum coração ausente
Deixando gotículas no meu belo caminho
*
Amanheceu, o amor sempre me encantou
O verdejante, a frescura, e a brisa matinal
Foram etapas que a vida me proporcionou
Dando-me tudo de bom dentro do original
*
Folhas orvalhadas, o coração enternecido
Palavras escritas, que o orvalho conserva
Dentro dum amor que me parece excessivo
*
Nunca fizeram, tanto sentido, nesta vida
As gotículas, que me parecem a conversa
Dum sentimento onde me sinto precavida
****

Cidália Ferreira

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Que o meu destino não seja, a solidão.

[Imagem da net ]
****
Sentada no meu sonho aventurado
Dum outono ameno, folhas caindo
Brisa suave, no meu rosto tocando
*
Raios de luz iluminado o caminho
Flores abertas projetando perfume
Que me embalam, como o costume
*
Ramos secos, e folhas esvoaçando
No meu sonho que embalado sorri
Esperando um amanhecer por aqui
*
Uma cadeira ilusória, e um jardim
Um silêncio num sonho comovido
Quando sentada pareço em sentido
*
Quero, no meu coração, a liberdade
Quero, que neste outono seja verão
Que meu destino não seja a solidão
****
Cidália Ferreira

domingo, 26 de julho de 2020

Um alvorecer diferente, auspicioso

****
Um olhar distante e descontraído
Um amor ausente
Num segredo que trago escondido
O coração sente
*
Um olhar para a lua, no horizonte
O parecer distante
Pode ser, um por-do-sol, defronte
Beleza contagiante
*
Um alvorecer diferente, auspicioso
Numa mudez
Sentimento que se torna contagioso
Com nitidez
*
Um olhar, que no fundo do coração
Gera a magia
Quando a natureza gera pura emoção
Nasce a poesia.
****
Cidália Ferreira 
~~~
Bom fim de semana a todos... Aos que deixam um pouco de si, levando um pouco de mim.🌼