quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Queria, nas minhas longas caminhadas

Foto de Cidália Ferreira.
Queria, nas minhas longas caminhadas
Poder escolher o passadiço, a companhia
Os locais, os recantos, na praia
Escolher as horas que me inspiram
As estórias que gostava de partilhar
Mas nunca sozinha,
E nos meus momentos de solidão
Nas manhãs frescas, e sorridentes
Conturbadas marés, insistentes
Como longo é o caminho que me leva
Aos recantos da inspiração
Por onde as ondas parecem caminhar
.
Queria, nas minhas longas caminhadas
Saborear o orvalho das manhãs
Sentir a brisa, do iodo do mar
De mãos dadas, contigo, com a vida,
Caminhar sem destino, vaguear
Mas o entardecer me fascina,
Existe um sol distante de mim
Enquanto o caminho se faz o sol me ilumina,
Belos são os momentos, inspiradores
Caminhando, pela manhã, mas ao entardecer
Fica a saudade dum caminho sem fim
E eu, deslumbro o imaginário até ao anoitecer.
***
Cidália Ferreira.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Quando todo o mundo dorme...

Quando todo o mundo dorme, existe em mim solidão
Uma dor que me atormenta, nesta noite fria, chuvosa
Luzes que se acendem, outras se apagam e o coração
Arranja forma de descontrair deste noite tempestuosa
.
Quando todo o mundo dorme, olho a lua, apaixonada
Espelham as águas, serenadas, em noite de lua cheia
As estrelas desaparecem no meu sorriso, e encantada
Nesta solidão da noite me debruço na melhor plateia
.
As luzes que ainda permanecem acesas iluminam-me
As águas espelhadas, reflexos de beleza, inspiram-me
Enquanto o silêncio é arte, que meu coração agradece
.
Rabiscos, em noite de lua cheia, saem de meus dedos
Escrevendo o que pensam e libertando belos segredos
Quanto todo mundo dorme a minha alma engrandece.
****
Cidália Ferreira

sábado, 25 de novembro de 2017

Silencio o meu olhar, ao anoitecer

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Silencio o meu olhar, ao anoitecer
Quando deambulo pelo mar 
Onde o sol me permitiu observar 
Contemplando o seu desvanecer,
Serenas, as águas, outrora agitadas
Por onde meu olhar navegou 
E me fez acreditar na sua essência 
Onde mergulha minha solitária alma
E sobre meu olhar entristecido
Que este silêncio tão bem guarda.
Fica a doçura da tua calma
.
Quantas vezes num olhar silenciado
Uma lágrima, um sufoco
E um coração magoado
E nestas palavras exclamadas 
Está uma certeza, um amor
Nas águas turbas, agitadas
Neste fim um pouco louco,
O sol se esconde ao entardecer,
Na profundidade do meu olhar
E todas as palavras, ditas, sem cor
As deixo, nas serenas águas deste mar
***
Cidália Ferreira 

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Sopra o vento em deserto de areias movediças

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Sopra o vento em deserto de areias movediças
Brilha o sol, a alvura  nos areais abandonados
Passam nuvens  dançantes, em marés mortiças
Onde outras tempestades afastam enamorados
.
Sendo a única  planta que sobrevive ao agreste
Raios de sol protegem dum destino aventurado
Que um deserto carrega num momento nordeste
Ficando por vezes o mais belo deserto marcado
.
Voam areias em sentido desnorte e em desatino
Sopra um vento procurado pouso, tão repentino
Onde amontoam areias por pequenos caminhos
.
Toda a beleza  peculiar merece a contemplação
O céu azul celeste é reflexo de qualquer emoção
Quando o vento é a fúria de grandes remoinhos.
****
Cidália Ferreira 

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Posso ser a última navegante...

Posso ser a última navegante
Por vezes incompreendida
Posso ser solitária, desmedida
Apaixonada pela vida
Sem transparecer, ser amante
Que um mar deserto acolhe
.
Posso ser sensível, durona
Por vezes fria, silenciada
O segredo escondido, a flor
Que desfolho em alto mar
Ser o desejo, o amor
Por onde desejo navegar
.
Posso ser a última navegante
Ser onda que se forma e se desfaz
E em momentos ser incapaz
De evitar a lágrima de aflição,
Posso ser dura, instigante
Mas de transparente comoção.
***
Cidália Ferreira.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Banco vazio, cansado, sempre esperando

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Sobre um banco em abandono de estação
Caem as folhas de uma rotina em tristeza 
Coloridas, ressequidas, e sem a vegetação
Que todos querem, desta tão bela natureza
.
Banco vazio, cansado, sempre esperando 
Novas estórias, segredos, loucos amantes 
Que por ali passam, cansados, observando
O banco vazio, onde se sentam, delirantes
.
Quantas folhas esvoaçam, triste abandono
Quantas pessoas olham e anseiam da vida
Pelos  momentos, que a vegetação convida
.
Os beijos trocados neste banco sem dono.
As juras de amor feitas, e nada foi em vão
Neste banco vazio, onde outrora era verão
****
Cidália Ferreira 

domingo, 19 de novembro de 2017

Bom Domingo

Resultado de imagem para Imagens de reflexão de Domingo

Tudo isto é tão pouco perante aquilo que vocês merecem. Mas hoje, é apenas isto...Desejo-vos um  Domingo, de felicidade plena, junto que quem vos é querido.

Estarei em Família...

Beijinhos mil...

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Gosto de ti...e das tuas palavras exemplificativas.

Resultado de imagem para imagens de felicidade e perdão
O dia levantou-se, comigo, sorriso nos lábios
Quis olhar o sol antes de nascer
Mas denso era o nevoeiro
Frio, de fazer estremecer
Tempo apenas para os mais sábios
Eu prefiro o tempo soalheiro
.
O dia nasceu senti saudades de te falar
De acariciar-te, com quem acaricia uma flor
De mostrar-te o meu sorriso
Que sente, que o teu calor
Me é na verdade, tão preciso
Como o sol, quando resolve encantar
.
O dia nasceu, eu preciso pedir perdão
Pelas névoas que passaram, tão negras
Não são de chuva, nem de vento
São apenas desabafos sem maturação
Desconhecimento infeliz das regras
Mas que uma mudança, quero e tento
.
O dia levantou-se, calmo e sereno, comigo
Esperei o nevoeiro passar, vi o sol sorrir
Aprendi, e barrei as coisas negativas
Porque o mais importante é viver contigo
As flores mais belas, somos tu e eu, a florir
Gosto de ti...e das tuas palavras exemplificativas.
***
Cidália Ferreira.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Serenam as águas, quando meu desabafo liberto

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Na turbulência de um tempo que nunca desejei
Onde minha alma sofre de um passado, destino
Não será de arrependimento, e jamais rastejarei
Porque, existem momentos, em que eu desatino
.
Todas as lágrimas que já secaram por saturação
Deixaram um vazio de uma revolta sem retorno
Refugiei-me no meu mundo ilusório, uma opção
Que arranjei para refletir de todo este transtorno
.
Serenam as águas, quando meu desabafo liberto
Onde surgem as palavras do meu coração aberto
Quando existem momentos de pura  necessidade
.
Tudo será um passado, se o meu coração refletir
Tudo é perdoado, porque se não, estaria a mentir
  Mas de momento, sinto mágoa e muita ansiedade.
****
Cidália Ferreira

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Tenho medo do improvável

Foto de Cidália Ferreira.
Tenho medo...
Tenho medo do improvável
Dos dias nublados, ventosos,
Tenho medo da multidão
Do vazio
Das tempestades, da solidão,
Tenho medo, medo de te perder
Medo do meu acordar
De fazer sofrer meu coração,
Medo no nada, da desconfiança
Medo da minha  própria sombra,
.
Tenho medo das tempestades do mar
Do anoitecer
Medo, de poder ficar sozinha
E da tua pessoa, eu precisar,
Tenho medo de não ver o sol nascer
De ver teu lugar ficar vazio,
Tenho medo das coisas estranhas, anormais
Que não voltes mais
Tenho medo, medo da ingratidão
De ficar sem ti...e não me conseguir erguer,
Tenho medo...
***
Cidália Ferreira.

domingo, 12 de novembro de 2017

Noite atribulada

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Dia atribulado na realidade d'meu viver
Onde não consigo ser diferente, do nada
Fico sufocada ao ver o sol desaparecer 
E volto à tristeza nesta noite atribulada
.
Silenciosos ramos secos e entristecidos
Silenciosa noite onde quero sobreviver
Momentos que jamais serão esquecidos
E meu pensamento espera poder-te ver
.
Na noite atribulada e lágrimas sentidas
Sonho de tristeza e alguma turbulência
Nesta noite terrivelmente mal dormida
Onde foi notável tua dolorosa ausência
****
Cidália Ferreira

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Olha-me, meu amor, e diz-me o que sentes.

Resultado de imagem para imagens sensuais  com pérolas
Dispo meu corpo de qualquer preconceito 
Dispo meu pensamento das agruras
Dispo-me sem pudor de qualquer defeito,
Meu corpo, teu alimento, teu desejo
Como pérolas que satisfazem as loucuras
.
Cobre-me de pérolas, desejos meus
Cobre-me de palavras, belas, sensuais
Cobre-me meu amor de carinhos teus
Atende aos meus insanos delírios banais
E não me digas que não, por favor
.
Quero sentir nos teus beijos suaves
Arrepios constantes, doces, cálidos,
Sente meu amor, a minha voracidade
O ritmo, a fragrância, a ternura
Que cada poro que transpira de verdade
.
Quando despida de preconceito, entrego
Desnudado, corpo meu, em liberdade
Isento de qualquer outra maldade,
Cobre-me de pérolas e teus beijos quentes
Olha-me, meu amor, e diz-me o que sentes.
***
Cidália Ferreira.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

São os raios de sol, pureza da terra, em esplendor

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Sendo única, em cumplicidade com a terra agreste
Destacada pela fresta, secura estrema, da natureza
Mesmo sendo tratada com gentileza, flor silvestre 
Não deixa de causar dor profunda, qual estranheza
.
São os raios de sol, pureza da terra, em esplendor 
É a chuva, tão desejada, que teima em não chegar
São as pétalas de flor, fonte de vida, mas castrador
Num ermo, onde não existe humidade. Triste olhar
.
São as fissuras a causa de tanta ansiedade humana 
É a água, o desejo, em oração sentida. Necessidade
Das fortes chuvadas em ermos que um olhar emana 
.
Sendo única em iminência, com partículas de secura
Beleza tão desejada, como a chuva, com assiduidade
Deixando a humanidade deprimente e na amargura.
****
Cidália Ferreira 

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Nesta noite em que a chuva deixou de cair

Foto de Cidália Ferreira.
A noite chega, sempre, de mansinho
Como chega a inspiração ao poeta
Que se fecha, reflecte, qual o caminho 
Que deve seguir para melhor meditar,
A noite chega, e os momentos de encantar 
São o silêncio onde se escutam  murmúrios, 
O brilho da noite, beleza do momento
O  silêncio em que observo calmamente
Mesmo que a noite me traga tristeza
.
Nesta noite em que a chuva deixou de cair
O brilho da lua encantou meu coração
A tua chegada seria a minha serenidade,
Mas a noite chegou de mansinho, e sozinha
Elevo o meu imaginário ao além
Olho o horizonte, recordo um alguém,
Meu olhos enchem-se, lágrimas, emoção
Nesta noite que me trouxe alguma saudade,
Onde em silêncio, me debruço, para reflectir.
***
Cidália Ferreira. 

sábado, 4 de novembro de 2017

Em cada dia que nasce, és o meu raio de luz

Das lembranças que me acompanham na vida
Existem algumas,  de que não quero esquecer
Existem aquelas que me fazem feliz, atrevida
E com pensamentos mais ousados, estremecer
.
Em cada  dia que nasce, és o meu raio de luz
Quando anoitece, agradeço-te  pelo momento
Cada sonho que tenho é teu nome que conduz
Minhas lembranças, tão ricas, no sentimento 
.
Em cada  momento do meu  sorriso, desperto
As emoções  que meu coração  quer esconder
Porque existe um sol no  meu  sorriso aberto 
.
Das lembranças que ainda guardo, eu recordo
Momentos de pura ilusão e podem reacender 
Ao fazeres parte da felicidade quando acordo.
****
Cidália Ferreira.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Na eminencia de poderes partir sem mim,

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Na eminencia de um dia poder ver - te partir
Como as nuvens que chegam carregadas
Onde a brisa é saudade, é mensagem,
São as folhas das páginas, já escritas
Esvoaçam pensamentos, lágrimas esquisitas
Quais nuvens que chegam, parece que choram,
.
Peço-te que não vás, para parte inserta
Imploro, que fiques neste cantinho pequeno
Que é meu coração, mas grande, por tanto sofrer,
Peço-te, como peço aos céus que me protejam
Que não vás, a tua partida faz doer
Como a saudade, que em meu peito aperta,
.
Na eminencia de poderes partir sem mim,
Deixa-me o teu coração para emoldurar
As tuas palavras de carinho para recordar
O som da tua voz que jamais irei esquecer
Porque existem momentos assim
Em que a saudade, antes de partires, faz enlouquecer.
***
Cidália Ferreira.