quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Gostaria tanto de vos dizer...


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Gostaria tanto de vos dizer obrigada,
Mas, gostaria de saber
Se estamos todos por cá,
Neste meio social, e gigantesco
Que atravessa oceanos
E tantos outros Países,
Onde todos interagimos,
Tão carinhosamente,
Uns ficam para sempre
Outros se vão...
Uns foram mas não esqueceram
Outros fui conhecendo pessoalmente,
Gostaria, e quero, agradecer
Por mais um ano comigo,
Seguir em frente,  para o ano vindouro
Porque o Coisas de uma Vida
Será sempre grato a todo o vosso carinho
Por tudo, e tudo e tudo...Muito obrigada.
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Cidália Ferreira.

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Nesta época, de amargo, e doce sentimento

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Nesta época, de amargo, e doce sentimento
Estão pessoas que nos aquecem à distância
Nos mimam, com palavras, em afastamento
Nos adoçam a boca, delicia em abundância
*
Tivesse eu que caracterizar alguém, de bolo
A iguaria, que me adoça a alma e o coração
O chocolate acalma o coração... mas rebolo
Por saber que distancia não impede ligação
*
Dizer, que existe, no topo do bolo uma cereja
Que me faz lembrar, a ternura do teu carinho
Quando amargo é passado, o presente almeja
*
Nesta época, são os sentimentos mais nobres
Que despertam, e se cruzam no meu caminho
Como de palavras doces, a minha alma cobres
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Cidália Ferreira



Continuação de uma semana repleta de saúde e paz. 

domingo, 27 de dezembro de 2020

Não há frio que gele um coração...

 
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Branca, é a geada que se forma
Que nos oferece noites frias
Que embeleza campos e jardins
Encanta os olhares mais conservantes,
Em cada passeio, um novo olhar
E em cada dia a geada se disforma
*
Ervas verdejantes e folhas crocantes
Uma beleza que encanta
Não há frio que gele um coração
Quando se respira ao ar puro
Não há confinamento que retire
A alegria pelos campos, como dantes
*
Branca, a geada, nos campos com cor
Que transforma pensamentos
Deixando a pele arrepiada, e a sensação
De uma grande falta de liberdade
Mas não havendo multidão em volta
Sinto que a natureza me oferece amor!
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Cidália Ferreira


quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

É outra vez, Natal

 

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É Natal outra vez, pelo mundo fora
Um mundo doentio
Desconfortante
Onde o perigo espreita, constantemente,
Um mundo que parou, sem hora
E nos ofereceu um presente amargo
Que nos confinou,
Separou uniões... e ficou o vazio
Mas haja força, fé e esperança
Lutaremos unidos, por um mundo melhor
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Se alguém aprendeu alguma coisa com o que está a acontecer
Sejamos sinceros, humildes. Respeitem, sem maldade humana
Sejamos os donos da liberdade, quando o melhor nos aparecer
Um ano passou, hábitos de vida mudaram, é natal esta semana

Gostaria de vos desejar um feliz Natal pessoalmente. Não o podendo fazer, resta-me desejar-vos muita saúde. Um Natal tranquilo sem sobressaltos...extensivo aos vossos familiares e amigos. Que todos tenhamos a noção de que o perigo nos prossegue e espreita em cada esquina.



Vou estar ausente dos blogues até dia 27. As férias de Natal chegaram e com elas, os meus netos para tomar conta. Sejam todos muito felizes. "Saúde e Paz, o resto o Universo traz"

"PS: Estou preocupada com uma amiga Blogueira do outro lado do Atlântico. Alguém sabe alguma coisa da, Carmen Lucia Lopez , do Blogue Prazer de escrever?"

Até breve: Cidália Ferreira 

domingo, 20 de dezembro de 2020

Ternurentos momentos se trocavam.

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O tempo que passou não volta mais
O carinho da inocência é a saudade
E os beijos recebidos, sem maldade
Foram os que se deram, tão naturais
*
Não há criança que não se acarinhe
Que não troque entre si a inocência
Que espalhe amor, com a paciência
A sua voz doce não se desencaminhe
*
Ternurentos momentos se trocavam
Como as pétalas aveludadas da flor
Em criança tudo é puro tudo é amor
Não brincam o que dantes brincavam
*
O tempo passou e não mais voltará
Nem as caricias mais doces d'ilusão
De um tempo, que outrora a emoção
Era a inocência. O que agora faltará
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Cidália Ferreira 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Se, o outro lado for a distância que nos separa

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Deambula meu coração pelo mar, apaixonado
Ao cair da noite, ao pôr-do-sol, o mar colorido
Onde deixo os pensamentos irem ao outro lado
*
Se, o outro lado for a distância que nos separa
Mesmo sentido o calor do teu enorme coração
Existe a chama que a tua ausência me declara
*
A ausência feita de recordação aos teus beijos
Que nunca senti, nos meus lábios tão sedentos
Ou talvez sim, nos sonhos, dos nossos desejos
*
Somos dois seres, que uma vida um dia, uniu
Com os defeitos, como sol na noite iluminada
É o destino duma vida que nunca nos mentiu
*
Se duvidas houvessem, algo me diz, que ama
O pôr-do-sol, o colorido do mar, e o teu amor
Um misto de emoções, os corações em chama
*
Deambulam meus pensamentos por telepatia
Que te cheguem ao coração para te acarinhar
E te oferecer toda o meu carinho por simpatia
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Cidália Ferreira

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Memórias que mexem...

By: Luisa Martins

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Paredes de pedra, e estórias antigas
Se guardam, no seu interior
Tantas e saudosas, outras vidas
Que a memória guarda e não apaga,
Uma lareira oferecia o calor
E contos tradicionais em seu redor,
Os sorrisos, o calor humano
A importância que se dava
Dos trapinhos recebidos, aos tamancos
Sentados, na manta, no chão
Porque nem sempre chegavam os bancos
*
Recuei à antiguidade, e outros tempos
Imaginado o cheiro da lareira acesa
Enchi o coração ao recordar passatempos
Com o sorriso cheio de delicadeza.
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Cidália Ferreira

domingo, 13 de dezembro de 2020

Nos labirintos da minha alma.

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Lua, que entras nos labirintos da minha alma
Iluminas o meu ser, e alimentas o meu olhar
Que te escondes pelas dificuldades da calma
E refletes toda a beleza na imensidão do mar
*
Noite serena, estrelas cintilantes. Era alegria
Era uma outra realidade, uma outra quimera
E o ameno do tempo transformado em magia
Dentro dos labirintos, da desejada primavera
*
Oh lua... que brilhas nas noites mais intensas
Beija-me o sentimento que invade meu rosto
Acompanha-me nesta noite luzidia, amorosa
*
Faz-me redopiar pelas varandas mais atentas
Traz-me a liberdade de volta para meu gosto
E entra na minha alma, ilumina e sê calorosa
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Cidália Ferreira

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Quero sentir que pertenço à liberdade.

'imagem da net'

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Adormeço num sonho de esperança
Volto atrás no tempo, da inocência
Paro no meio da natureza, e brinco
Olho a beleza da árvore que me guia
Sinto-me outra vez aquela criança
Que brincava sem medo, era magia
Onde o futuro era de adolescência
*
Neste sonho, onde quero permanecer
Quero libertar parte da ansiedade
Quero sentir, a aragem fresca, no rosto
Esquecer que a vida é um pesadelo
Que se apodera antes de adormecer
Quero, sentir, o esvoaçar do cabelo
Sentir que ainda pertenço à liberdade
*
Numa liberdade, o sonho de expressão
Onde me deixo guiar pelo esplendor
Não quero acordar deste momento
Não quero voltar à realidade dos dias
Porque toda ela pode ser desilusão
As coisas boas podem ser fugidias
Na realidade do sonho, e do trovador.
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Cidália Ferreira

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Amo a vida na sua forma de ser...

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Amo a vida, na sua forma de ser
Do que me dá e do que me retira
Do destino, se diz, não é mentira
Vivo a vida como ela se dispuser
*
Existem as energias contagiantes
Como as tristezas que me cegam
Existem vidas, que me segredam
E me levam a reflexões gigantes
*
A vida é uma gota de mil emoções
O momento abençoado, dos fortes
Quando me faltam as recordações
*
Não quero deixar a vida esvaecer
Em mil pedaços feitos de recortes
Amo a vida, e continuarei a viver
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Cidália Ferreira

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Estrada da vida


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Numa estrada sem ter fim
Um coração sem forças
Uma dor sem noção
Numa nuvem que some
E leva, uma vida, assim
*
E num sopro sem aviso
Como pássaros no ar
Que esvoaçam sem ter rumo
Dizendo adeus sem dizer
E some, sem improviso
*
É tão cinzenta a estrada
Que leva a vida sem destino
Deixa a saudade no peito
As lágrimas alagando
Qualquer rosto que se desaba
*
Nesta estrada, que é a vida
As promessas e os sonhos
Afundam numa só lágrima
O coração sofre de dor
Com uma vida, numa partida
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Cidália Ferreira

domingo, 6 de dezembro de 2020

Sonhos, e uma família desfeita.


 A primeira musica de Sara com o Pai. Escutem a musica...

Poderia partilhar um poema feito pelo meu coração. Não consegui. Não consigo! Hoje acho que Portugal inteiro está em choque com a perda trágica, imediata, da Sara Carreira. Filha mais nova de Tony Carreira que todo o Mundo conhece tão bem.. Estou em choque, não quero acreditar, muito menos imaginar a dor destes Pais, Irmãos e restantes familiares.



“Não é sobre ser fã ou não. Não é sobre ser a Sara Carreira. Não é sobre ser a família Carreira. Não é sobre ser a Bárbara Bandeira, o Kasha ou o Ivo Lucas. É sobre a efemeridade da vida. É sobre a vida em si, a morte e o luto. É sobre dor. É sobre respeito e compaixão.

É sobre uma menina de 21 anos que tinha a vida toda pela frente à espera dela, que estava a começar a construir o futuro e que, de um momento para o outro, quando ontem festeja um aniversário após meses, hoje já não está cá. Uma pessoa exatamente como qualquer um de nós.

É sobre a dor de uns pais que perdem uma filha, sem pré-avisos, sem oportunidade de se despedir. É sobre a dor dos irmãos que sentem, com certeza, uma perda mais dura do que qualquer um possa imaginar sem passar por isso. É uma família de luto.

É a dor de uma amiga de 19 anos que vê a melhor amiga ter um acidente de carro e morrer à frente dela, por pouco não era ela. É a dor de amigos e colegas que perderam alguém que fazia parte da vida deles, que significa algo e era especial para eles.

É sobre um namorado que vai acordar de um acidente e perceber que ele sobreviveu e a namorada não. Imaginem encontrarem o vosso amor para o perderem num instante. Imaginem a culpa de quem vai ao volante cada vez mais um acidente de carro é fatal.

Não é sobre ser uma figura pública, é sobre acordarmos para a vida é não a deixarmos escapar.

É sobre respeitarmos a dor dos outros e termos compaixão. Sermos mais humanos, mais dotados de sentimentos bons. É sobre fazer mais e melhor, por nós, pelos nossos e pelos outros“   Texto retirado do facebook no qual subscrevo inteiramente 


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Uma Jovem com uma bagagem cheia de sonhos para mostrar ao mundo. Que já dava cartas no mundo da música, com uma voz meiga e doce. Mas, o destino trocou-lhe as voltas. Hoje chora-se a sua partida, prematura.

Até sempre Sara Carreira. Que Deus te dê o eterno descanso. Serás uma estrelinha a proteger os teus. 😢🙏🤍

sábado, 5 de dezembro de 2020

“ Liberdade hipócrita ”


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A liberdade parece uma palavra histórica
Se, todos pudéssemos ser felizes, e iguais
Mas todos vivemos de uma forma irónica
Numa liberdade, de falsos valores morais
*
Se, pudesse mudar o mundo, eu mudaria
Espalharia a honestidade enfeitada de cor
Pétalas de esperança, que o caminho seria
O jardim da bondade onde existisse amor
*
Nesta liberdade, onde nem todos comem
Os ricos sorriem, sarcásticos, sem noção
Existe tanta pobreza oculta, mas somem
Enquanto outros gozam. Triste satisfação
*
Liberdade que todos tentamos por direito
Existem diferenças, entre a noite, e o dia
Existe quem por tudo se sinta insatisfeito
Deixando que se percam laços de magia
*
Não se olha, para o lado cruel da pobreza
Atravessam-se momentos por dificuldade
Quantos corações desfeitos geram tristeza
Pelo renegado que nos roubou a liberdade.
***
Cidália Ferreira

Para quem não teve oportunidade de seguir este poema num blogue Amigo/a, MJP, no qual fui convidada a participar, fica aqui para poderem acompanhar. Voltando aos poucos, com muita calma, retribuir-vos-ei a visita. 

Bom fim de semana, prolongado.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Participação especial em:- "Liberdade aos 42"

 

Pode parecer estranho este post, mas, se seguirem o linke irão entender.  Estarei AQUI  com uma participação sobre Liberdade. Obrigada pelo Convite à amiga Blogueira MJP  do blogue; "Liberdade aos 42" .

Estou quase de volta. Obrigada a todos pelo carinho prestado aqui no blogue e não só. 

Abreijos - Cidália Ferreira.