sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Não desapareces do meu sentimento

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Sabes, não desapareces do meu sentimento
E muito menos, do meu grandioso coração
Pode a chuva afastar-me, nalgum momento
Mas, jamais te apaga, da minha doce ilusão
*
Intocável a amizade que a minha alma sente
O carinho, o respeito, gira à volta do mundo
Como se o mundo fosses tu constantemente
Porque na verdade, o sentimento é profundo
*
Jamais a chuva me impede de ir ao encontro
Mesmo, que a minha ausência seja contínua
O sentimento é intocável, e neste reencontro
Tens o lugar cativo na minha alma estrênua
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Cidália Ferreira 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

O meu paraíso nublado ...

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Velejei sobre as nuvens envolvida nos sonhos
Num barco de amor prometido
Fui até ao paraíso, deixei-me levar
Ultrapassei limites, rasquei sentimentos
Mostrei ao meu coração ressentido
Que até os sonhos podem ser medonhos
Se deles, eu não me deixar acordar.
*
Esvoaçam borboletas no meu sorriso
Que ainda permanece adormecido,
Sentem-se as aves tão próximas
Que enfeitam o meu paraíso nublado,
E na turbulência do ar deslocado
Apareces no meu sonho imaculado
Amparando o meu barco, se for preciso
*
As nuvens que permanecem nos pensamentos
São as mensageiras do amor fraterno
Que me guardam sonhos, e segredos intensos
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Cidália Ferreira

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Sonhos perdidos na inocência ...

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Águas cristalinas no meu sonho de menina
Onde tantas vezes me perdia por inocência
Carregava no peito um sonho que não tinha
Fazia da ilusão a minha pura transparência
*
Observava tempo sem fim, e deambulando
Assim, no meu pensamento e sem maldade
Deixava fluir o meu desejo que ia passando
E me levava, ao tempo da minha mocidade
*
São as lembranças da vida que me ensinam
Silenciam o meu coração, mas do que ficou
São sonhos que não voltam, mas alimentam
*
Numa intensa saudade que me faz reviver
Sorrio em soslaio para o tempo que passou
Sentindo as águas caírem, com olhos de ver
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Cidália Ferreira 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Olho as montanhas, sem cor

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Acinzentado, é o meu pensamento
Envolvido na chuva que dá tréguas,
E a neblina envolta
Das árvores despidas,
Fizeram as despedidas
Nos meus pensamentos à solta,
Sinto-me a deambular
Na frescura que anda no ar,
Onde regressa a saudade
Da melodia feita em liberdade
Que me acompanha a cada momento
*
Olho as montanhas, sem cor
A neblina desceu à terra,
Cheira a molhado
Tudo está almejando o sol
Acompanhado
De uma brisa suave,
Mas, de pensamento envergonhado
Deambulando sozinho
Sem o arco-íris do amor
Que me acompanhe no caminho
Para encontrar um lugar, de ameno calor
****
Cidália Ferreira.

domingo, 1 de dezembro de 2019

Existem apetências de uma vida inteira...

Imagem [ Maria Ladeira ]
****
Tapete envelhecido voa pela calçada
Enquanto a brisa suave vai soprando
Beija um rosto feliz, que imaginando
O quanto  pela natureza é apaixonada
*
Pelo húmido chão, amontadas folhas
Que ficam  esperando, um outro final
Onde morrem, num devasto temporal
E alguém lhe fará merecidas recolhas
*
E num suave e venturoso dia, passeia
Uma alma que capta tudo ao seu redor
Tudo faz, com um verdadeiro glamour
É a voz do coração que nos presenteia
*
E nos pequenos momentos instigantes
Existem apetências de uma vida inteira
Enquanto num passeio, Maria Ladeira
Nos documenta, imagens, mirabolantes
****
Cidália Ferreira 

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Afeição aos silêncios.

A afeição aos silêncios das folhas d'outono
Como à ausência da chuva, em dias felizes
Quando as névoas se abrem, e o sol é dono
Volto a contemplar a natureza sem deslizes
*
Tudo é belo, quando é observado de coração
Quando se imutam dias cinzentos em brilho
Quando tudo em volta, é motivo de emoção
É quando me sinto feliz com o que partilho
*
E no regresso aos dias de sol... posso sorrir
Transformar os dias nalguma tranquilidade 
E se pensar, que o melhor ainda pode surgir
Então, os silêncios serão a minha felicidade
****
Cidália Ferreira.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

A densidade do tempo entristece meu olhar

***
Caminhos em agitação envelhecem no tempo
Mostram tapetes coloridos ao abandono
Folhas que vão caindo, envelhecidas
Muros sem rumo por caminhos sem saída
São as agruras de um tempo em movimento
*
Todas as cores fazem parte do novo contraste
Como o silêncio faz parte da minha vida
Quando procuro no espaço, a solidão
Dando voz ao meu emudecido coração
Pelos caminhos, que esperam pelo devaste
*
A densidade do tempo entristece meu olhar
Sinto-me perdida, em pensamentos vãos
Nem viva alma se encontra para companhia
Mergulho nas profundezas da poesia
Soltando a agitação que me faz deambular
****
Cidália Ferreira

domingo, 24 de novembro de 2019

As nossas mãos selam os compromissos

****
O tempo é magia em nossos pensamentos
As nossas mãos  selam os compromissos
Mesmo, que a distância seja afastamento
Mas que não sejam os sonhos submissos
*
A magia do teu olhar. Meu olhar carente
Que te segue, em sonho sonhado outrora
Seria divino, se déssemos as mãos, agora
A magia nos unisse... são coisas da mente
*
Sinto o perfume das pétalas, no teu olhar
Nas tuas mãos o carinho, a cumplicidade
Mesmo que as pétalas estejam a desfolhar
*
Selam-se sentimentos nutridos de pureza
Escrevem-se palavras de cálida afinidade
Numa magia, de sentimentos e franqueza
****
Cidália Ferreira

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Quando os nossos desejos se fundem ...

****
Cintilantes estrelas, aos montes, por amor
Iluminam-se os nossos caminhos cruzados
Fazem-nos vibrar, num frenesim de calor
Que nos deixa, sempre mais, apaixonados
*
Noite escura, transformada em claridade
Onde todos os nossos desejos se fundem
Nos entregamos num olhar de afinidade
E os sentimentos jamais nos confundem
*
Na claridade d'uma noite estrelada, rimos
Quando os nossos olhares são maliciosos
Nossos peitos relaxam quando decidimos
Que juntos, somos um só, mas ambiciosos
****
Cidália Ferreira.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Sussurros ao entardecer ...

"Foto tirada por; Luísa Martins"
Esvoaçam gaivotas lá longe, com voz
Esperam o entardecer da melancolia
Um refúgio, algures, descansado
Esperam o pôr do sol, como nós
Enquanto respiramos o amor da maresia
*
Também nós, num sereno entardecer
Observamos das ondas, o murmúrio
Num silêncio, por nós, apaixonado
Que nos faz namorar até ao amanhecer
Num recanto, deste tão calmo refúgio
*
A ondulação, o deleite do nosso olhar
A brisa suave que nos sussurra aos ouvidos
É o encanto, que nos alimenta a alma
Sentir as gaivotas que grasnam pelo ar
E nós, ali ficamos, gratos e enternecidos
****
Cidália Ferreira

domingo, 17 de novembro de 2019

Pensamentos que voam ...

Carrego nos meus pensamentos, o peso
De não me salvaguardar desta loucura
Querer gritar tantas vezes. Enlouqueço
De não me libertar de vez da amargura
*
A leste, dos meus pensamentos, voam
Todos os desejos difíceis de efectivar
No meu peito existem ecos que soam
Onde meu coração vive sem se revelar
*
Voam pássaros, sobre os raios solares
Num bailado onde o carinho é visível
Marcam presença por eternos olhares
*
Pode um deserto fazer meditar a mente
E as ventanias levarem as más energias
Mas nunca...o meu sentimento, carente
****
Cidália Ferreira

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Sou o desejo dum tempo que não existe

Sou o vento que passa, tão atrevido
A agitação revolta dentro do peito
Sou o ramo seco, já sem sentido
Que cai desamparado em chão molhado
E se fica na solidão, já sem jeito
*
Sou a folha que voa tão sozinha
Pelos recantos dos pequenos nadas
Sou a neblina da chuva, qual morrinha
Que se sente num tempo tão deprimente
Entre os espaços das solitárias estradas
*
Sou o desejo dum tempo que não existe
Sou o outono desnudo da natureza
O sentimento das folhas caídas, tão triste
Como o vento que passa e me magoa
Sou a razão, desta envelhecida fraqueza
****
Cidália Ferreira.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Jamais, o poetizando será esquecimento

****
Agradecendo, o livro por mim trabalhado
Numa longa caminhada, e muita vontade
Fica a alegria de um coração atrapalhado
Quando faltavam as palavras na realidade
*
Foram semanas de paixão e muita ilusão
Foram as amizades que cresceram em mim
Foram tantos os poemas escritos em alusão
Que dariam, para tantas  músicas, sem fim
*
Será sempre pouco e num agradecimento
Dizer, o que o meu coração sentiu, ao ler
Jamais, o poetizando, será esquecimento
Porque a alegria me deu, e me fez crescer
*
Se eu pudesse mandava um abraço virtual
Mandava as bênçãos à nossa leal mentora
Mandava, carinhos, saúde, e força mental
Agradecendo à LoudesDuarte, e à Editora.
****
Cidália Ferreira.

Escolhi para destacar este poema, porque que me fez reflectir, enquanto o escrevia.  Agradeço a amabilidade e o empenho por tão agradável presente. Oxalá possamos, todos juntos e mais alguns, continuar com o Poetizando.

A imagem pode conter: flor e planta

Para agradecer o livro, ainda que virtual, envio-lhe um ramo de flores com todo o carinho juntamente de um grande Abreijo.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Uma lenda das adegas

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São Martinho das castanhas
Que no Outono nos consola
São tão boas, assadinhas
E comidas bem quentinhas,
E para, ajudar à festa
Venha um copinho cá prá gente
Para empurrar, mas não sempre,
Não é água, nem é sumo
Nem coisa que se pereça
É jeropiga, presumo
Que de quente nos faz rir
A forma que se manifesta
E dá-nos volta à cabeça
*
Meu rico são Marinho
Uma lenda das adegas
Vamos lá provar o vinho
Mito que sempre carregas
****
Cidália Ferreira 

Um feliz dia de São Martinho, para todos os visitantes, leitores e comentadores, deste meu cantinho, que também é vosso.

domingo, 10 de novembro de 2019

Se tentasse dar asas à minha alma quando vagueia

Se, eu, tentasse escrever uma carta pelo pensamento
O que me corre nas veias como o sangue que circula
Fizesse dela, o meu tão desejado, e melhor alimento
Daria meu coração, a um sentimento que se articula
*
Uma carta escrita pelo instinto duma eterna saudade
Onde tantas coisas são redigidas em silêncio e magia
Sentimentos dum turbilhão e coisas de pura verdade
Onde, tantas vezes o olhos silenciam a minha utopia
*
Se tentasse dar asas à minha alma quando vagueia
Se, escrevesse, versos e prosas de um amor ausente
Talvez o meu coração se  libertasse do que o rodeia
E as palavras, fossem a estimulação  mais presente
****
Cidália Ferreira 

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

A Culpa foi do cigarro... Um dia com várias "caras"

Existem dias nublados, cinzentos, chuvosos, tristes, mas que os mesmos nos obrigam, por razões óbvias a sair de casa. Hoje, a minha pessoa, foi dar uma volta até ao Porto. Gosto do Porto. Das gentes do Porto. Desportivamente falando não...mas isso são outros quinhentos.  

O Dia foi composto por tudo. Desde a chuva. A Falta de estacionamento. A confusão das linhas (da minha parte). As três boas acções que fiz. O choro procedimento da minha consulta que, para variar, desta vez foi uma hora e dez minutos antes. Isto porque fui mais cedo, não fosse o diabo tecê-las.
.
A imagem pode conter: interioresPara descontrair vou contar-vos um pequeno percalço, que me fez rir com vontade. Mas se fosse comigo eu perdia o riso.  O Comboio esteve parado na estação 30 minutos.  Aberto e livre para quem quisesse ir entrando... Estava um sujeito de idade talvez a rondar os 35/40 anos. Conversando enquanto fumava, fora do comboio.  Quando resolve entrar, continua, desliga uma chamada e faz outra ( não vou falar do que se tratava, porque fiz que não ouvi) sentou-se em frente a mim... continuava... pelos vistos ia a um almoço...Entusiasmado com a conversa do outro lado, após desligar a chamada, pousa o telelé  no banco mais um carregador de bateria e sai do comboio para fumar o seu cigarrinho, quando o comboio já estava atrasado 3 minutos...Pois bem, acender acendeu, ia saber-lhe bem esse cigarrinho depois de uma animada conversa... só que não, a porta apitou, ia fechar. Enquanto o tentava apagar o comboio arrancou e o telemóvel viajou sozinho... A cara do Sujeito  "aterrorizado", ao ver o comboio seguir viagem com telemóvel enquanto as mensagem iam caindo. Claro deu-me uma crise de riso...A culpa seria do cigarro?
.
Claro, depois o comboio ia enchendo, eu delicadamente peguei nele, dando voltas à cabeça o que iria acontecer ao encontro  telemóvel. Quando o revisor chegou a mim, algumas estações depois, fiz questão de entregar e dizendo o que aconteceu.  Ninguém sabia o itinerário do seu dono. Por acaso, o sujeito ligou para o seu telefone e já estava na mão do revisor, que, em combinação, o deixou numa estação para o poder ir levantar!
A culpa foi do cigarro? Tenho a certeza que enquanto se lembrar desta, quando entrar no comboio, ou não sai, ou sai e leva os seus pertences. Espero que tanto o Dono como o pertence tenham tido um final feliz.

Hoje deixo-vos este testemunho na primeira pessoa. Não consegui poetizar... Amanhã é outro dia.  Haja saúde e sejam felizes.

Cidália Ferreira.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

A melodia do Outono.

Ondulam as águas espelhadas de amor
Rodeadas de árvores d'mera despedida
Um começo de outono, de isento calor
Caem as folhas roupagem de uma vida
*
Abrem-se caminhos por breves instantes
Caminhos trilhados, misteriosa natureza
Preservando momentos mais instigantes
E tantas vezes, se abraçam, com firmeza
*
Caem folhas sobre as águas espelhadas
As cores, o cheiro e o fresco da estação
A melodia, uma brisa, folhas matizadas
Esperando a natureza noutra vegetação
*
Atravessam-se as pontes, sinais do tempo
Os tempos que despem qualquer arvoredo
Não fosse o meu olhar singelo mas atento
Ficaria meu coração apenso num segredo
****
Cidália Ferreira

domingo, 3 de novembro de 2019

Quisesse eu, expor meu corpo envergonhado

Quisesse eu, ser a tua musa escondida
Ser segura, mulher sensual
Que te tirasse a concentração
Ser a noite escura e divertida
Ser a tua musa, mulher fatal
Na noite onde se solta a liberdade
Onde existe a regra de plena sedução
*
Quisesse eu, expor meu corpo envergonhado
Mostrar que no meu rosto existe amor
E no meu corpo o desejo,
Deixar-me vaguear por qualquer lado
Libertar-me deste intenso calor
Proteger-me de qualquer tempestade
Mas esperar pelo sussurrado beijo
*
Soubesse eu, que vinhas, sem te pedir
Apreciasses do meu corpo, os recantos
Talvez as tuas mãos me fizessem sorrir
E os teu carinhos fossem doces encantos
****
Cidália Ferreira

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Ouvi nas ondas revoltas palavras cruas

****
Adormeci na inocência do meu sonho
Fui ao cais, do amor que me esqueceu
Senti as ondas num reboliço medonho
Sonhei com um amor que não era meu
*
Ouvi nas ondas revoltas palavras cruas
Dentro de sonhos em que a tristeza dói
Senti falta de afeição nas palavras tuas
Como uma saudade que na alma corrói
*
Até a brisa afaga um destino de revolta
E num abandono, sonho ir mar adentro
Em despojo dum sentimento sem volta
*
Adormeci, vendo a lua passar por além
Acordei por instantes não me concentro
Numa inocência, onde não sou ninguém
****
Cidália Ferreira

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

O Tempo caminha sozinho...

****
De costas voltadas ao meu destino
Entre meros e insanos pensamentos
Vidraças envelhecidas, estilhaçadas
Árvores, com velhas folhas, já caídas
Onde tudo me faz vaguear em desatino
*
Olho para além do meu horizonte
Não encontro as palavras certas
Para decifrar este sentimento
Que me causa estranheza constante
E tudo o que vejo aparece defronte
*
Há uma ponte que separa um caminho
De tudo, o que já fantasiei
Hoje, apenas lembranças existem
Nada mais é meu, tudo perdi
Hoje, apenas o tempo caminha sozinho
****
Cidália Ferreira.

sábado, 26 de outubro de 2019

A tristeza é instinto ...

****
Horas angustiantes...Triste solidão
Quando me deparo com tempestade
Olhar a rua e pensar, que foi ilusão
Inquietação, das coisas pela metade
*
Sinto o frio nas palavras do tempo
Sinto-me sozinha e deveras ansiosa
No meio d'uma chuva de tormento
Numa angustia, louca, e impetuosa
*
Triste sina...esta solidão sem sentido
Ver a chuva cair são tormentos meus
Quando preciso de um afago sustido
*
Nas horas vazias do tempo, eu sinto
Que falta me fazem os carinhos teus
Mas a chuva cai, a tristeza é instinto
****
Cidália Ferreira

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Pode existir outono sem melancolia

Podem existir cascatas de amor
Com salpicos de ternura e saudade
Não importa se é outono ou primavera
Ou se a solidão me invade
Quando mergulho nesta quimera
*
Podem existir momentos de dor
Uma dor que me acarinha a mente
Quando as palavras são puro elixir
E o coração, por momentos, carente
Numa saudade que não consegue mentir
*
Podem existir cascatas em meu redor
Onde pudesse encontrar meu porto de abrigo
Seres tu, a fonte, da minha imaginação
Dividiria o meu corpo, ali, contigo
Apenas para consolo da nossa ilusão
*
Pode existir outono sem melancolia
Se os teus dias forem de sol interno
Se as minha palavras forem o alimento
Os teus pensamentos deixarem de ser inferno
E as flores, forem o teu elixir mais intenso.
****
Cidália Ferreira 

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Sonho d'alma livre...

Sonho d'alma livre, mas tão preocupada
Com a natureza, que se desnuda em vão
Ventos nos sussurram em afagos e união
Motivo, pela nossa alma ser apaixonada
*
Um banco sozinho, que tão bem espera
Uma árvore desnuda dum amor sincero
Duas almas se juntam, e sem desespero
Porque sobretudo, há amor, que impera
*
Pode o mundo ser pequeno, e só nosso
Podes abraçar-me em terno sentimento
Ninguém porventura terá o argumento
De nos retirar este momento, poderoso
****
Cidália Ferreira.

domingo, 20 de outubro de 2019

Feliz Domingo...


Para todos as amigas e amigos deste cantinho desejo um Domingo Feliz. Seja com chuva ou com sol. O Dia somos nós que o fazemos. Sejam felizes...

Uma pequena lembrança; Faz hoje 56 anos que fui baptizada...Brindemos,  então! :)

sábado, 19 de outubro de 2019

Abrigo-me, e protejo-me das tempestades

"imagem cedida por noname"
Procuro o mar em momentos deprimentes
No silêncio da multidão onde exista a paz
Onde me sente, e num diálogo, seja capaz
De receber as ondas de olhos tão carentes
*
O sol despede-se de todos, ao final do dia
O calor, despede-se por tempo indefinido
Não fosse meu amor pelo mar ser sentido
Não seria capaz, de me sentar em ousadia
*
Abrigo-me, e protejo-me das tempestades
Medito, inspiro, e por vezes a lágrima caí
Em modo silencioso, numa brisa se esvai
*
Atenta à calma das ondas, e suas vontades
Tento compensar as agrura do meu coração
Contemplando o horizonte... a doce ilusão
****
Cidália Ferreira

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Num olhar, onde possa existir felicidade...

****
Por vezes os olhos que transmitem alegria
Escondem segredos, amarguras e tristezas
Escondem o medo d'amar, são a nostalgia
Dentro dum mundo peculiar, sem certezas
*
E num olhar, onde possa existir felicidade
Haverá sempre o lugar da impiedosa fúria
Que me rouba, toda a minha sensibilidade
E me deixa sem força de lutar, em lamuria
*
Felicidade, raiva, medo, tristeza. Um misto
Em todas as minhas sensações, por te amar
Nunca te esqueças, mesmo assim, eu existo
Por mim, por ti e por nós. Nunca desanimar
****
Cidália Ferreira.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Um toque na alma, uma saudade tua

***
Leveza na alma, segurança, desejo
Um toque penetrante no meu coração
Um pensamento atrevido
Na sombra destas quatro paredes
Onde o silêncio impera
Enquanto a chuva se ouve lá fora
*
E nas palavras que ficam por dizer
O vento baralha os meus sentidos
A saudade chega de mansinho
Instala-se no peito, sente chover
A lágrima cai sobre o laço de ternura
E atenua esta minha loucura
*
Um toque na alma, uma saudade tua
Meu corpo sonhando, inquieto
E um arrepio na mente
Um sonho que me deixa emudecida
Onde desnudo o meu pensamento
E deixo que a alma se mostre nua.
***
Cidália Ferreira 

Imagem relacionada
Bom Domingo!

sábado, 12 de outubro de 2019

Soubesse eu, dos grãos de areia, o seu valor {Centenário em Poetizando e Encantando}

****
Soubesse eu fazer castelos de sentimentos
Como se fazem, castelos de areia, na mão
Seria ilusório, para quem procura em vão
A única verdade em robustos movimentos
*
Soubesse eu que noutro lado me recebiam
Como as ondas me recebem...com ternura
Talvez, conseguisse  cometer uma loucura
Passeava no meu castelo, sei que gostariam
*
Soubesse eu, dos grãos de areia, o seu valor
Faria tributo ao mar que tanto me encanta
E deixaria, o pensamento vaguear por amor
*
E se, o vaguear fossem rimas do poetizando
Levava meu castelo, sei que tanto abrilhanta
O centenário em trovas, que vão encantando
****
Cidália Ferreira



Que comece a festa tão esperada por todos nós. Quando comecei nesta aventura jamais imaginaria no resultado que dava. Tornou-se um vicio, mas um vicio bom. Cada qual à sua maneira mas sempre em grande estilo. Agradeço de coração à Professora, Poetisa e Amiga, Lourdes Duarte, porque nos desafiou...esse desafio também nos ajudou a "crescer" ...Parabéns a todos nós pela Centésima (100) edição... Obrigada pela felicidade que Me/nos proporciona. O Poetizando e Encantando aconselha-se aos quatro cantos do Mundo.
Palavras para quê? Obrigada pelo presentinho.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Sinto falta das palavras, apenas as tuas. [Do Blogue - Com Amor]

****
As nuvens pairam no céu em dia tristonho
As águas correm no rio num só sentido
Os sentimentos afloram, saem palavras em vão
Palavras, que não precisam ser sumptuosas
Mas gosto, porque a solidão não é só minha
Mas eu vagueio, tristonha, tão sozinha
E muitas vezes perco-me em palavras nuas
*
Não preciso de muito para me contentar
Olho à minha volta, apenas a natureza
E as orlas de um jardim que parece sozinho
Sinto-me desorientada, perdida
Sinto falta de tantas coisas, mesmo banais
Acredito que a vida não seja um mar de rosas
Mas sinto falta das palavras... apenas as tuas.
****
Cidália Ferreira.
.
Este pequeno poema é a minha participação baseado na frase como fio condutor " Não preciso de palavras sumptuosas....Apenas das tuas...."  com o Blogue "Com Amor" da Amiga Marta Vinhais

domingo, 6 de outubro de 2019

Eterna saudade... eterna verdade ... .[Poetizando e Encantando]

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A alma do/a Poeta é feita de verdades, ilusões e desilusões. Faz-nos sonhar...chorar...sorrir...Por vezes é duro, ou simplesmente um gosto em recuar até à meninice e adolescência. Embrenhar em recordações boas e menos boas. A infância. Onde tudo era tão pouco, pobre, mas não faltava a humildade. Fui menina de campo, trabalhando desde tenra idade. Fui criada parte do tempo, ainda sem luz eléctrica. Sem água de torneira. A agua nem sempre estava perto Não haviam aqueles mimos que, hoje até são demais. Existiam muito mais crianças, e muito mais brincadeiras de bairro, saudáveis e sem perigo.

Lembranças de quem ia para a estrada contar os carros, as cores e decorar as matriculas, por serem tão raros. Hoje, temos o planeta poluído, simplesmente por tantas modernices... etc...
Esta casa, podia ser uma das ultimas, onde vivi a minha adolescência. Onde se trabalhava muito, mas onde nunca faltava nada do que era importante para a alimentação.

Esta casa, poderia ser, aquela casa que fomos estrear. Onde a Minha Mãe viveu, trabalhou, lutou como muitos Homens não lutam, durante vinte anos! Casou sete filhos, e no final, decidiu partir sem nos avisar...

Actualmente, a tal casa, está lá, rodeada de silva e ervas bravias... Passar lá é o mesmo que sentir uma nuvem escura no meu coração.

Hoje, nada mais consigo fazer, que isto. As recordações fazem parte da minha vida. Da minha eterna saudade.

Cidália Ferreira.


O Poetizando faz-se se sonhos, encantos e desencantos. Faz-se de boas memórias. Faz-se de alegrias e tristezas...Faz-se da saudade. Mas faz-se! Hoje, foi o melhor que consegui, mas fiz-lo com gosto. Por vezes a saudade traz  alguma nostalgia. Obrigada Amiga, Loudes Duarte, pelo convite! 

Um abraço especial para si, Lourdes Duarte, e as suas Manas...  🕊

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Desabafos da alma...

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****
Quero redigir um poema mas sem imagem
Apenas com uns desabafos  da minha alma
Com a tristeza que me machuca por dentro
Me deixa estática, sem reacção, sem calma
E me corrói a inspiração não me concentro
Por me sentir magoada, desta libertinagem
*
Nunca brinquem com qualquer sentimento
Quando desconhecem de todo, um passado
Crucificam sem saber de nada, mas em vão
Tentam destruir a vida alheia, e tudo errado
Fazem juízos de valor... mas nunca saberão
Porque meu coração não dá consentimento!
****
Cidália Ferreira.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

25 anos de orgulho...

A imagem pode conter: 1 pessoa
Foto pessoal, proibida a partilha
Tão pequenina e tão fofinha
Era/é, a nossa jé'carida
Mas foram anos passados,
Hoje está bem crescida
Com novos planos marcados
*
Quem diria que um dia
Te via festejar vinte cinco
És bela, tens ousadia
És também menina da tia
E sabes bem que não minto
*
Do dia ainda me lembro
Estávamos de parabéns
Ao teu pai dei meu apoio
Fomos ver o Quim Barreiros
À festa de Recardães
*
Hoje, nos teus vinte cinco anos
Teríamos que festejar
Enquanto tu estás solteira
Porque depois vais casar
E acaba-se a brincadeira
 😁
.
( brincadeira) 


       Desejo - te um feliz aniversário.
                   Que a felicidade resida sempre no teu coração
Ontem... Hoje...Amanhã e  Sempre... ADORO -TE.

Da tia que se sente orgulhosa: Cidália Ferreira. 

domingo, 29 de setembro de 2019

Vida ...

***
A vida é uma linha recta ou com curvas
E um relógio, que corre contra o tempo
A aflição que espreita a cada momento
A desilusão invasiva em aragens turvas
*
É ser ou não ser, querer viver...ou não
É parar no meio do nada, mas pensar
Se vale a pena a mágoa no meu olhar
Se passo sozinha ao lado da multidão
*
É olhar... e ver que já não existe a luz
Nem um tempo contado, o de outrora
Saber, que para tudo há tempo e hora
Nesta vida difícil onde nada me seduz
****
Cidália Ferreira.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Prosa em doçuras.



Tudo o que fizer-mos pode ser poesia. Hoje peguei nos ovos, na farinha, no açúcar, chocolate, etc... misturei com carinho. Levei ao forno com tenrura, cozeu lentamente, e enfeitei,  para vos adoçar o olhar, quiçá se salivarem.  Não é da net, é mesmo real. Foi um lanche prometido a três meninas, desde que terminou o ano lectivo. Encontrei esta receita num blogue em comum, achei bastante fácil, dado à minha preguicite aguda para fazer bolos, e tomei a liberdade de "rapinar" a receita. Convém agradecer a receita deste saboroso bolo, aqui» Desabafos de Mãe  Muito bom e recomenda-se. BOLO ... Os Fhisalis são meus. 

Bom fim de semana. 

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

No deambular dos meus pensamentos

Resultado de imagem para bodas de carvalho
Rompe o sol, através da neblina
Rompe pelos espaços das folhas caídas
Daquela árvore tão solitária
Tão firme, tão antiga
Que nem o vento consegue derrubar
Além, ao fundo daquela colina
*
No deambular dos meus pensamentos
Olho o horizonte, medito
Sobre um desejo que guardo no peito
Como quem guarda um segredo
De algo que já foi dito
De repente se imutam lamentos
*
Sinto que o meu coração fraqueja
Quando a brisa me beija o rosto
E me deixa sem jeito
Mesmo deambulando sozinha
Sinto que o sol me acarinha
Por entre os espaços do meu sorriso.
***
Cidália Ferreira.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Um brinde à vida... 10 anos depois

A imagem pode conter: 1 pessoa, em pé, árvore e ar livre
2009
Entre uma foto e outra passaram 10 anos. 

A imagem pode conter: 1 pessoa, a sorrir
2019
Sim, faz hoje 10 anos que, por esta hora, andava meia fábrica a correr como baratas tontas, qual filme de terror, enquanto a minha pessoa andava numa luta contra as chamas de uma Sra máquina de lavar e aspirar, que queria "matar-me"! Mas, quem a matou fui eu!  A partir daquele dia nunca mais trabalhou... nem ela nem eu...Lol  
Hoje, 10 anos passados, muita coisa mudou na minha vida. Principalmente a sensibilidade a tudo o que me rodeia...Hoje, faço um brinde à vida. Pedindo pelo menos maia 10 anos. Não sei é quem me vai conseguir aturar! 

Não é ser lamechas...é ser grata por conseguir falar do assunto sem me fazer qualquer diferença. 

Cidália Ferreira. ;)