14 de dezembro de 2019

Não desapareces do meu sentimento

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Sabes, não desapareces do meu sentimento
E muito menos, do meu grandioso coração
Pode a chuva afastar-me, nalgum momento
Mas, jamais te apaga, da minha doce ilusão
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Intocável a amizade que a minha alma sente
O carinho, o respeito, gira à volta do mundo
Como se o mundo fosses tu constantemente
Porque na verdade, o sentimento é profundo
*
Jamais a chuva me impede de ir ao encontro
Mesmo, que a minha ausência seja contínua
O sentimento é intocável, e neste reencontro
Tens o lugar cativo na minha alma estrênua
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Cidália Ferreira 

11 de dezembro de 2019

O meu paraíso nublado ...

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Velejei sobre as nuvens envolvida nos sonhos
Num barco de amor prometido
Fui até ao paraíso, deixei-me levar
Ultrapassei limites, rasquei sentimentos
Mostrei ao meu coração ressentido
Que até os sonhos podem ser medonhos
Se deles, eu não me deixar acordar.
*
Esvoaçam borboletas no meu sorriso
Que ainda permanece adormecido,
Sentem-se as aves tão próximas
Que enfeitam o meu paraíso nublado,
E na turbulência do ar deslocado
Apareces no meu sonho imaculado
Amparando o meu barco, se for preciso
*
As nuvens que permanecem nos pensamentos
São as mensageiras do amor fraterno
Que me guardam sonhos, e segredos intensos
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Cidália Ferreira

6 de dezembro de 2019

Sonhos perdidos na inocência ...

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Águas cristalinas no meu sonho de menina
Onde tantas vezes me perdia por inocência
Carregava no peito um sonho que não tinha
Fazia da ilusão a minha pura transparência
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Observava tempo sem fim, e deambulando
Assim, no meu pensamento e sem maldade
Deixava fluir o meu desejo que ia passando
E me levava, ao tempo da minha mocidade
*
São as lembranças da vida que me ensinam
Silenciam o meu coração, mas do que ficou
São sonhos que não voltam, mas alimentam
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Numa intensa saudade que me faz reviver
Sorrio em soslaio para o tempo que passou
Sentindo as águas caírem, com olhos de ver
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Cidália Ferreira 

4 de dezembro de 2019

Olho as montanhas, sem cor

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Acinzentado, é o meu pensamento
Envolvido na chuva que dá tréguas,
E a neblina envolta
Das árvores despidas,
Fizeram as despedidas
Nos meus pensamentos à solta,
Sinto-me a deambular
Na frescura que anda no ar,
Onde regressa a saudade
Da melodia feita em liberdade
Que me acompanha a cada momento
*
Olho as montanhas, sem cor
A neblina desceu à terra,
Cheira a molhado
Tudo está almejando o sol
Acompanhado
De uma brisa suave,
Mas, de pensamento envergonhado
Deambulando sozinho
Sem o arco-íris do amor
Que me acompanhe no caminho
Para encontrar um lugar, de ameno calor
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Cidália Ferreira.

1 de dezembro de 2019

Existem apetências de uma vida inteira...

Imagem [ Maria Ladeira ]
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Tapete envelhecido voa pela calçada
Enquanto a brisa suave vai soprando
Beija um rosto feliz, que imaginando
O quanto  pela natureza é apaixonada
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Pelo húmido chão, amontadas folhas
Que ficam  esperando, um outro final
Onde morrem, num devasto temporal
E alguém lhe fará merecidas recolhas
*
E num suave e venturoso dia, passeia
Uma alma que capta tudo ao seu redor
Tudo faz, com um verdadeiro glamour
É a voz do coração que nos presenteia
*
E nos pequenos momentos instigantes
Existem apetências de uma vida inteira
Enquanto num passeio, Maria Ladeira
Nos documenta, imagens, mirabolantes
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Cidália Ferreira