20 de dezembro de 2020

Ternurentos momentos se trocavam.

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O tempo que passou não volta mais
O carinho da inocência é a saudade
E os beijos recebidos, sem maldade
Foram os que se deram, tão naturais
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Não há criança que não se acarinhe
Que não troque entre si a inocência
Que espalhe amor, com a paciência
A sua voz doce não se desencaminhe
*
Ternurentos momentos se trocavam
Como as pétalas aveludadas da flor
Em criança tudo é puro tudo é amor
Não brincam o que dantes brincavam
*
O tempo passou e não mais voltará
Nem as caricias mais doces d'ilusão
De um tempo, que outrora a emoção
Era a inocência. O que agora faltará
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Cidália Ferreira 

17 de dezembro de 2020

Se, o outro lado for a distância que nos separa

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Deambula meu coração pelo mar, apaixonado
Ao cair da noite, ao pôr-do-sol, o mar colorido
Onde deixo os pensamentos irem ao outro lado
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Se, o outro lado for a distância que nos separa
Mesmo sentido o calor do teu enorme coração
Existe a chama que a tua ausência me declara
*
A ausência feita de recordação aos teus beijos
Que nunca senti, nos meus lábios tão sedentos
Ou talvez sim, nos sonhos, dos nossos desejos
*
Somos dois seres, que uma vida um dia, uniu
Com os defeitos, como sol na noite iluminada
É o destino duma vida que nunca nos mentiu
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Se duvidas houvessem, algo me diz, que ama
O pôr-do-sol, o colorido do mar, e o teu amor
Um misto de emoções, os corações em chama
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Deambulam meus pensamentos por telepatia
Que te cheguem ao coração para te acarinhar
E te oferecer toda o meu carinho por simpatia
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Cidália Ferreira

15 de dezembro de 2020

Memórias que mexem...

By: Luisa Martins

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Paredes de pedra, e estórias antigas
Se guardam, no seu interior
Tantas e saudosas, outras vidas
Que a memória guarda e não apaga,
Uma lareira oferecia o calor
E contos tradicionais em seu redor,
Os sorrisos, o calor humano
A importância que se dava
Dos trapinhos recebidos, aos tamancos
Sentados, na manta, no chão
Porque nem sempre chegavam os bancos
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Recuei à antiguidade, e outros tempos
Imaginado o cheiro da lareira acesa
Enchi o coração ao recordar passatempos
Com o sorriso cheio de delicadeza.
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Cidália Ferreira

13 de dezembro de 2020

Nos labirintos da minha alma.

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Lua, que entras nos labirintos da minha alma
Iluminas o meu ser, e alimentas o meu olhar
Que te escondes pelas dificuldades da calma
E refletes toda a beleza na imensidão do mar
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Noite serena, estrelas cintilantes. Era alegria
Era uma outra realidade, uma outra quimera
E o ameno do tempo transformado em magia
Dentro dos labirintos, da desejada primavera
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Oh lua... que brilhas nas noites mais intensas
Beija-me o sentimento que invade meu rosto
Acompanha-me nesta noite luzidia, amorosa
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Faz-me redopiar pelas varandas mais atentas
Traz-me a liberdade de volta para meu gosto
E entra na minha alma, ilumina e sê calorosa
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Cidália Ferreira

11 de dezembro de 2020

Quero sentir que pertenço à liberdade.

'imagem da net'

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Adormeço num sonho de esperança
Volto atrás no tempo, da inocência
Paro no meio da natureza, e brinco
Olho a beleza da árvore que me guia
Sinto-me outra vez aquela criança
Que brincava sem medo, era magia
Onde o futuro era de adolescência
*
Neste sonho, onde quero permanecer
Quero libertar parte da ansiedade
Quero sentir, a aragem fresca, no rosto
Esquecer que a vida é um pesadelo
Que se apodera antes de adormecer
Quero, sentir, o esvoaçar do cabelo
Sentir que ainda pertenço à liberdade
*
Numa liberdade, o sonho de expressão
Onde me deixo guiar pelo esplendor
Não quero acordar deste momento
Não quero voltar à realidade dos dias
Porque toda ela pode ser desilusão
As coisas boas podem ser fugidias
Na realidade do sonho, e do trovador.
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Cidália Ferreira