domingo, 10 de dezembro de 2017

O meu medo...

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Ouço o zunido do vento que não olha a meios
Ouço os barulhos estranhos, folhas que voam
Olho e entristeço, medo dos ventos que soam
Levando consigo as folhas, deixando receios
*
Sente-se nas vidraças a chuva sem orientação
Exagerado medo, de enfrentar tal tempestade
Olham meus olhos, apavorados, sem vontade
De assistir...momentos entristecido da estação
*
Nunca estarei preparada para enfrentar o medo
Talvez o meu medo, seja  de mim, a coisa pior
Talvez as folhas na sua dança, sejam o melhor
Mas que se afaste este temporal e seu degredo.
****
Cidália Ferreira.

Feliz Domingo.

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Bom dia. 
Hoje, não me encontro na poesia...Talvez o medo esteja instalado dentro de mim, e por isso, desejo-vos a todos um excelente Domingo. Muita Paz... Serenidade e muita saúde para todos.

FELIZ DOMINGO

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Cala-me esta voz que te sussurra

Foto de Cidália Ferreira.
Cala-me, esta voz que prenuncio,
Calam-me as palavras, os desejos
Os sentimentos que escondo
Os olhares que denuncio
Nos meus pensamentos vãos,
Cala-me esta voz que te sussurra
Palavras atrevidas em doçura
E no silêncio da vida desejada
Amar-te é prioridade, é felicidade
É a voz silenciada em lealdade
.
Não importa o que recebo em troca
Conheces a minha voz como ninguém
A intensidade, o puder que tem
Mas só tu a consegues calar,
Voz meiga, desejo intenso
Quando as palavras não consigo decifrar
É no teu beijo, que sempre penso,
Lê nos meus lábios sussurros de amor
Desejos que escondem meus dedos
Cala-me esta voz, com teu beijo, com fervor.
***
Cidália Ferreira.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Felicidade incompleta.

Se esta minha  felicidade fosse completa
Abraçaria o meu mundo com intensidade
Gritaria aos quatro cantos d'meu universo
Mostraria a vontade em felicidade repleta
Concorreria...com as mensagens em verso
Mostrando em desagrado alguma saudade
.
Se a felicidade fossem  sorrisos e flores
E o sol fosse os beijos que me consolam
Traduziam, o quando extasiada eu estou
Por poder abraçar de novo meus amores
Ainda que não possa abraçar quem ficou
Fica a promessa, nas palavras que voam
****
 Cidália Ferreira 

domingo, 3 de dezembro de 2017

Sentes o febril do meu corpo que arde

Foto de Cidália Ferreira.
Nas águas que banham meus desejos
Onde os deposito em segredo
Ficam as marcas dos nossos abraços
E o perfume dos beijos
Que em segredo queremos dar,
Ilumina-me os sentimentos
Este sol que ofusca e aquece
Quando meus olhos entrelaçam nos teus
E o teu sorriso me ofereces
.
Sentes o febril do meu corpo que arde
Não de dor, mas sim de paixão
Sentimos o desejo na aproximação
Nas águas que nos banham aos dois
É o toque, o desejo, a paixão, a carência
É a alegria dos nossos corações
Saber que te tenho e que nunca é tarde
Para as mais lindas declarações,
Porque o teu amor, é a minha apetência.
***
Cidália Ferreira. 

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Nesta noite gélida.

Nesta noite gélida, meu pensamento vagueou no frio
E pelas estrelas, que em noite escura me iluminavam
Quando meu pensamento vislumbrou uma luz no rio
Era o farol que me seguia, e meus medos amainavam
.
São as luzes, vindas da fortaleza de todo o meu amor
Qual farol, onde meu pensamento aconchegado, sorri
Na escuridão da noite, numa aragem gélida e sem cor
Vagueei pela imensidão das águas por onde me perdi
.
Existem faróis no meu caminho em reservado destino
Existe em mim, amor, quando um sentimento é o hino
Que me guia e acalenta a voz do meu solitário coração
.
Nesta noite gélida, esperei pela estrela guia, imaginava
Vagueando pelo rio, iluminado, a manhã se avizinhava
Mas o meu pensamento adormeceu em triste saturação.
****
Cidália Ferreira.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Queria, nas minhas longas caminhadas

Foto de Cidália Ferreira.
Queria, nas minhas longas caminhadas
Poder escolher o passadiço, a companhia
Os locais, os recantos, na praia
Escolher as horas que me inspiram
As estórias que gostava de partilhar
Mas nunca sozinha,
E nos meus momentos de solidão
Nas manhãs frescas, e sorridentes
Conturbadas marés, insistentes
Como longo é o caminho que me leva
Aos recantos da inspiração
Por onde as ondas parecem caminhar
.
Queria, nas minhas longas caminhadas
Saborear o orvalho das manhãs
Sentir a brisa, do iodo do mar
De mãos dadas, contigo, com a vida,
Caminhar sem destino, vaguear
Mas o entardecer me fascina,
Existe um sol distante de mim
Enquanto o caminho se faz o sol me ilumina,
Belos são os momentos, inspiradores
Caminhando, pela manhã, mas ao entardecer
Fica a saudade dum caminho sem fim
E eu, deslumbro o imaginário até ao anoitecer.
***
Cidália Ferreira.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Quando todo o mundo dorme...

Quando todo o mundo dorme, existe em mim solidão
Uma dor que me atormenta, nesta noite fria, chuvosa
Luzes que se acendem, outras se apagam e o coração
Arranja forma de descontrair deste noite tempestuosa
.
Quando todo o mundo dorme, olho a lua, apaixonada
Espelham as águas, serenadas, em noite de lua cheia
As estrelas desaparecem no meu sorriso, e encantada
Nesta solidão da noite me debruço na melhor plateia
.
As luzes que ainda permanecem acesas iluminam-me
As águas espelhadas, reflexos de beleza, inspiram-me
Enquanto o silêncio é arte, que meu coração agradece
.
Rabiscos, em noite de lua cheia, saem de meus dedos
Escrevendo o que pensam e libertando belos segredos
Quanto todo mundo dorme a minha alma engrandece.
****
Cidália Ferreira

sábado, 25 de novembro de 2017

Silencio o meu olhar, ao anoitecer

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Silencio o meu olhar, ao anoitecer
Quando deambulo pelo mar 
Onde o sol me permitiu observar 
Contemplando o seu desvanecer,
Serenas, as águas, outrora agitadas
Por onde meu olhar navegou 
E me fez acreditar na sua essência 
Onde mergulha minha solitária alma
E sobre meu olhar entristecido
Que este silêncio tão bem guarda.
Fica a doçura da tua calma
.
Quantas vezes num olhar silenciado
Uma lágrima, um sufoco
E um coração magoado
E nestas palavras exclamadas 
Está uma certeza, um amor
Nas águas turbas, agitadas
Neste fim um pouco louco,
O sol se esconde ao entardecer,
Na profundidade do meu olhar
E todas as palavras, ditas, sem cor
As deixo, nas serenas águas deste mar
***
Cidália Ferreira 

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Sopra o vento em deserto de areias movediças

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Sopra o vento em deserto de areias movediças
Brilha o sol, a alvura  nos areais abandonados
Passam nuvens  dançantes, em marés mortiças
Onde outras tempestades afastam enamorados
.
Sendo a única  planta que sobrevive ao agreste
Raios de sol protegem dum destino aventurado
Que um deserto carrega num momento nordeste
Ficando por vezes o mais belo deserto marcado
.
Voam areias em sentido desnorte e em desatino
Sopra um vento procurado pouso, tão repentino
Onde amontoam areias por pequenos caminhos
.
Toda a beleza  peculiar merece a contemplação
O céu azul celeste é reflexo de qualquer emoção
Quando o vento é a fúria de grandes remoinhos.
****
Cidália Ferreira 

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Posso ser a última navegante...

Posso ser a última navegante
Por vezes incompreendida
Posso ser solitária, desmedida
Apaixonada pela vida
Sem transparecer, ser amante
Que um mar deserto acolhe
.
Posso ser sensível, durona
Por vezes fria, silenciada
O segredo escondido, a flor
Que desfolho em alto mar
Ser o desejo, o amor
Por onde desejo navegar
.
Posso ser a última navegante
Ser onda que se forma e se desfaz
E em momentos ser incapaz
De evitar a lágrima de aflição,
Posso ser dura, instigante
Mas de transparente comoção.
***
Cidália Ferreira.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Banco vazio, cansado, sempre esperando

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Sobre um banco em abandono de estação
Caem as folhas de uma rotina em tristeza 
Coloridas, ressequidas, e sem a vegetação
Que todos querem, desta tão bela natureza
.
Banco vazio, cansado, sempre esperando 
Novas estórias, segredos, loucos amantes 
Que por ali passam, cansados, observando
O banco vazio, onde se sentam, delirantes
.
Quantas folhas esvoaçam, triste abandono
Quantas pessoas olham e anseiam da vida
Pelos  momentos, que a vegetação convida
.
Os beijos trocados neste banco sem dono.
As juras de amor feitas, e nada foi em vão
Neste banco vazio, onde outrora era verão
****
Cidália Ferreira 

domingo, 19 de novembro de 2017

Bom Domingo

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Tudo isto é tão pouco perante aquilo que vocês merecem. Mas hoje, é apenas isto...Desejo-vos um  Domingo, de felicidade plena, junto que quem vos é querido.

Estarei em Família...

Beijinhos mil...

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Gosto de ti...e das tuas palavras exemplificativas.

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O dia levantou-se, comigo, sorriso nos lábios
Quis olhar o sol antes de nascer
Mas denso era o nevoeiro
Frio, de fazer estremecer
Tempo apenas para os mais sábios
Eu prefiro o tempo soalheiro
.
O dia nasceu senti saudades de te falar
De acariciar-te, com quem acaricia uma flor
De mostrar-te o meu sorriso
Que sente, que o teu calor
Me é na verdade, tão preciso
Como o sol, quando resolve encantar
.
O dia nasceu, eu preciso pedir perdão
Pelas névoas que passaram, tão negras
Não são de chuva, nem de vento
São apenas desabafos sem maturação
Desconhecimento infeliz das regras
Mas que uma mudança, quero e tento
.
O dia levantou-se, calmo e sereno, comigo
Esperei o nevoeiro passar, vi o sol sorrir
Aprendi, e barrei as coisas negativas
Porque o mais importante é viver contigo
As flores mais belas, somos tu e eu, a florir
Gosto de ti...e das tuas palavras exemplificativas.
***
Cidália Ferreira.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Serenam as águas, quando meu desabafo liberto

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Na turbulência de um tempo que nunca desejei
Onde minha alma sofre de um passado, destino
Não será de arrependimento, e jamais rastejarei
Porque, existem momentos, em que eu desatino
.
Todas as lágrimas que já secaram por saturação
Deixaram um vazio de uma revolta sem retorno
Refugiei-me no meu mundo ilusório, uma opção
Que arranjei para refletir de todo este transtorno
.
Serenam as águas, quando meu desabafo liberto
Onde surgem as palavras do meu coração aberto
Quando existem momentos de pura  necessidade
.
Tudo será um passado, se o meu coração refletir
Tudo é perdoado, porque se não, estaria a mentir
  Mas de momento, sinto mágoa e muita ansiedade.
****
Cidália Ferreira

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Tenho medo do improvável

Foto de Cidália Ferreira.
Tenho medo...
Tenho medo do improvável
Dos dias nublados, ventosos,
Tenho medo da multidão
Do vazio
Das tempestades, da solidão,
Tenho medo, medo de te perder
Medo do meu acordar
De fazer sofrer meu coração,
Medo no nada, da desconfiança
Medo da minha  própria sombra,
.
Tenho medo das tempestades do mar
Do anoitecer
Medo, de poder ficar sozinha
E da tua pessoa, eu precisar,
Tenho medo de não ver o sol nascer
De ver teu lugar ficar vazio,
Tenho medo das coisas estranhas, anormais
Que não voltes mais
Tenho medo, medo da ingratidão
De ficar sem ti...e não me conseguir erguer,
Tenho medo...
***
Cidália Ferreira.

domingo, 12 de novembro de 2017

Noite atribulada

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Dia atribulado na realidade d'meu viver
Onde não consigo ser diferente, do nada
Fico sufocada ao ver o sol desaparecer 
E volto à tristeza nesta noite atribulada
.
Silenciosos ramos secos e entristecidos
Silenciosa noite onde quero sobreviver
Momentos que jamais serão esquecidos
E meu pensamento espera poder-te ver
.
Na noite atribulada e lágrimas sentidas
Sonho de tristeza e alguma turbulência
Nesta noite terrivelmente mal dormida
Onde foi notável tua dolorosa ausência
****
Cidália Ferreira

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Olha-me, meu amor, e diz-me o que sentes.

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Dispo meu corpo de qualquer preconceito 
Dispo meu pensamento das agruras
Dispo-me sem pudor de qualquer defeito,
Meu corpo, teu alimento, teu desejo
Como pérolas que satisfazem as loucuras
.
Cobre-me de pérolas, desejos meus
Cobre-me de palavras, belas, sensuais
Cobre-me meu amor de carinhos teus
Atende aos meus insanos delírios banais
E não me digas que não, por favor
.
Quero sentir nos teus beijos suaves
Arrepios constantes, doces, cálidos,
Sente meu amor, a minha voracidade
O ritmo, a fragrância, a ternura
Que cada poro que transpira de verdade
.
Quando despida de preconceito, entrego
Desnudado, corpo meu, em liberdade
Isento de qualquer outra maldade,
Cobre-me de pérolas e teus beijos quentes
Olha-me, meu amor, e diz-me o que sentes.
***
Cidália Ferreira.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

São os raios de sol, pureza da terra, em esplendor

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Sendo única, em cumplicidade com a terra agreste
Destacada pela fresta, secura estrema, da natureza
Mesmo sendo tratada com gentileza, flor silvestre 
Não deixa de causar dor profunda, qual estranheza
.
São os raios de sol, pureza da terra, em esplendor 
É a chuva, tão desejada, que teima em não chegar
São as pétalas de flor, fonte de vida, mas castrador
Num ermo, onde não existe humidade. Triste olhar
.
São as fissuras a causa de tanta ansiedade humana 
É a água, o desejo, em oração sentida. Necessidade
Das fortes chuvadas em ermos que um olhar emana 
.
Sendo única em iminência, com partículas de secura
Beleza tão desejada, como a chuva, com assiduidade
Deixando a humanidade deprimente e na amargura.
****
Cidália Ferreira 

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Nesta noite em que a chuva deixou de cair

Foto de Cidália Ferreira.
A noite chega, sempre, de mansinho
Como chega a inspiração ao poeta
Que se fecha, reflecte, qual o caminho 
Que deve seguir para melhor meditar,
A noite chega, e os momentos de encantar 
São o silêncio onde se escutam  murmúrios, 
O brilho da noite, beleza do momento
O  silêncio em que observo calmamente
Mesmo que a noite me traga tristeza
.
Nesta noite em que a chuva deixou de cair
O brilho da lua encantou meu coração
A tua chegada seria a minha serenidade,
Mas a noite chegou de mansinho, e sozinha
Elevo o meu imaginário ao além
Olho o horizonte, recordo um alguém,
Meu olhos enchem-se, lágrimas, emoção
Nesta noite que me trouxe alguma saudade,
Onde em silêncio, me debruço, para reflectir.
***
Cidália Ferreira. 

sábado, 4 de novembro de 2017

Em cada dia que nasce, és o meu raio de luz

Das lembranças que me acompanham na vida
Existem algumas,  de que não quero esquecer
Existem aquelas que me fazem feliz, atrevida
E com pensamentos mais ousados, estremecer
.
Em cada  dia que nasce, és o meu raio de luz
Quando anoitece, agradeço-te  pelo momento
Cada sonho que tenho é teu nome que conduz
Minhas lembranças, tão ricas, no sentimento 
.
Em cada  momento do meu  sorriso, desperto
As emoções  que meu coração  quer esconder
Porque existe um sol no  meu  sorriso aberto 
.
Das lembranças que ainda guardo, eu recordo
Momentos de pura ilusão e podem reacender 
Ao fazeres parte da felicidade quando acordo.
****
Cidália Ferreira.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Na eminencia de poderes partir sem mim,

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Na eminencia de um dia poder ver - te partir
Como as nuvens que chegam carregadas
Onde a brisa é saudade, é mensagem,
São as folhas das páginas, já escritas
Esvoaçam pensamentos, lágrimas esquisitas
Quais nuvens que chegam, parece que choram,
.
Peço-te que não vás, para parte inserta
Imploro, que fiques neste cantinho pequeno
Que é meu coração, mas grande, por tanto sofrer,
Peço-te, como peço aos céus que me protejam
Que não vás, a tua partida faz doer
Como a saudade, que em meu peito aperta,
.
Na eminencia de poderes partir sem mim,
Deixa-me o teu coração para emoldurar
As tuas palavras de carinho para recordar
O som da tua voz que jamais irei esquecer
Porque existem momentos assim
Em que a saudade, antes de partires, faz enlouquecer.
***
Cidália Ferreira.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Que cheguem as ondas em calma brandura

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Que cheguem  as ondas em calma brandura
Na manhã que chegou com denso nevoeiro 
E chegues, ao meu pensamento, porventura 
Em tempo que ainda se encontra  soalheiro
.
Que cheguem os ventos, te tragam de volta 
E junto, os salpicos da perfumada  maresia 
Onde os meus sentimentos se sentem à solta
Apenas porque ainda te espero, com cortesia
.
Que chegues de mansinho, qual mar sereno 
Que me beijes o rosto  com um sopro ameno
Onde teu  abraço é meu desejo em cadência
.
E nestes breves momentos da minha solidão
Meus  pensamentos vagueiam em exactidão
Esperando o momento da nossa irreverência 
****
Cidália Ferreira.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Desassossegado sossego...


O tempo passa, meu pensamento não sossega
As folhas caem ressequidas,
Lá longe, as nuvens passam, desaparecem
O sol nem sempre brilha em mim,
Este tempo incerto desassossega o meu eu
Faz calor, eu sinto frio
Um frio no desassossego da minha mente,
O tempo passa, tu não vens
Ainda te espero, como quem espera a chuva
Como quem espera o impossível
Numa tarde de outono, imaginária, docemente, 
.
Neste meu desassossegado sossego, onde guardo
As recordações que me fazem sonhar
Onde tantas vezes as olhos, lacrimejando, 
Mas meu olhar distante, vagueia
Por entre folhas ressequidas onde penso
Que seria de mim, sem teu apoio
Imaginação minha, por tanto amar,
Neste desassossego, infindável, constrangedor
Onde vives dentro de mim, apenso 
Mesmo que tempestades surjam de vez em quando
Existe, em meu desassossegado pensamento, amor.
***
Cidália Ferreira.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Sou apenas o sonho, que me desencaminho.

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Sou apenas,  um pequeno sonho, que vive 
Com as ilusões à flor da pele, e por magia
Atravesso o infinito procuro o que não tive
Abraço-me ao imaginário que me contagia
.
Sou a sombra do caminho que te persegue  
O carinho escondido que nunca te mostrei 
Sou o sonho imaginário de quem  consegue
Caminhar no suspenso, até que te encontrei 
.
As nuvens carregadas nunca serão tormento
Os caminhos  bloqueados são aprendizagem
Em cada sonho que vivo, és o meu alimento
.
Sou o sonho deambulando em teu caminho 
Onde nos cruzamos  a meio de cada viagem
Sou apenas o sonho, que me desencaminho.
****
Cidália Ferreira.

domingo, 22 de outubro de 2017

Nestas águas navegamos lado a lado

Nestas águas perfumadas da nossa essência
Onde navegamos e nos olhamos serenamente
Trocamos sentimentos sem falarmos
Através do nosso olhar de inocência
Onde demonstramos uma intensa saudade,
Somos cumplicidade de uma vida
Onde tantas vezes nos entregamos à loucura
E nestas águas navegamos lado a lado
Acompanhados da carinhosa fragrância 
.
Este perfume que exala a flor de lotus 
Tem um sentido especial à nossa volta,
Alegram nossos dias, mesmo que haja revolta
Trazem recordações, sentimentos verdadeiros,
Podem passar as turbulências do momento
Podem as lágrimas escorrer, pouco importa
Podem as palavras, por vezes, amargar 
Mas se soubermos que estamos em sintonia
Não há nada que nos faça naufragar.
***
Cidália Ferreira.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Deixa que chuva abrande, e olha-me no rosto

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Meu amor, deixa que a minha alma te ajude
Deixa que meu coração, em mim, te recolha 
Que a chuva  não nos  machuque, nem mude
Teu sentimento por mim. Lágrima que molha
Meu amor, és estrela que brilha na escuridão
E que ilumina meus pensamentos no silêncio
Ao cair da noite sinto-me no meio da solidão
Porque te vejo partir, e desistir, em suplício  
.
Deixa que chuva abrande, e olha-me no rosto
Diz-me que não desistes das agruras teimosas
Deixa que te ajude a superar esse teu desgosto
.
O tempo, e tudo o resto  deixam-me obstinada
Onde tantas lágrimas me caem e são ruidosas  
Meu amor, deixa-me ajudar, nesta caminhada.
****
Cidália Ferreira.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Que a chuva chegue e abunde, e mate o ladrão.

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A chuva chegou, mansa, ao cair da noite
Onde é tão desejada, como nunca foi,
Seu barulho lá fora consolava os corações
De um povo que sofreu desilusões,
Olhando em volta, e apenas o negro
De um verde reduzido a cinzas
E o cheiro denso a terra queimada,
Porque tudo o resto, levou o inferno,
É abençoada num momento de pesar
Onde não existem soluções e vai continuar,
.
Lamentam-se, vidas perdidas precocemente 
Culpa, que ninguém quer assumir
Culpa-se a falta do tempo de Inverno
Que teima em não querer chegar
O tempo muda constantemente,
Ouviram-se gritos de puro desespero,
Teme-se que mais vidas se percam
Por erros humanos que não têm perdão,
Que esta tragédia nos faça reflectir
Que a chuva chegue e abunde, e mate o ladrão.
***
Cidália Ferreira

Foto de Maria De Fátima.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Portugal em chamas...

Foto de Cidália Ferreira.
Foto tirada da parte de fora da minha porta.
Foto de Lena Nogueira.
Foto de Lena Nogueira.
Foto de Lena Nogueira.
Não queria estar a escrever isto, muito menos mostrar imagens que, para quem as vive de perto são verdadeiros momentos de terror. Mais uma vez escrevo de coração triste, abatido, cheio de "raiva", por existir ao cimo da terra gente capaz de tais barbaridades. Não chove à meses. As matas estão ressequidas. Existem poços onde a água é escassa e outros já secos. Ontem estiveram 34 graus na minha zona, ventos fortes, mais pareciam de tempestade. Estamos no Outono.  Por estes dias prevê-se chuva em todo o País, mas não creio que venha a tempo de salvar alguma coisa. Mais pessoas mortas por causa do fogo, casas ardidas, fábricas...Enfim uma catástrofe de mão humana.

Os Bombeiros estão esgotados, não chegam para as centenas de fogos que ainda existem  neste momento. 
Estas imagens que mostro foram bem perto de mim...

UM BEM HAJA PARA OS BOMBEIROS, GUERREIROS DA PAZ QUE LUTAM ESTE MOMENTO CONTRA AS CHAMAS.  "enquanto os assassinos andam à solta a gozarem o prato"
Foto de Cidália Ferreira.
Esta imagem foi uma realidade de ontem em Portugal: Vieira de Leiria.

Hoje é isto, a tristeza que sinto não me deixa escrever mais nada

Cidália Ferreira.

sábado, 14 de outubro de 2017

Carrego no meu olhar a lágrima mais retraída

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Carrego no meu olhar, um amor incondicional
Como o carrego, no meu  coração, e não minto
Quanto digo que daria a vida de modo racional
Por ti, que vives em mim, mas sempre distinto
.
Carrego no meu  olhar a lágrima mais retraída 
Que se perde em palavras e agruras do destino 
Quando me escorre  na alma leva-me à recaída
Restando-me mendigar o teu amor, clandestino
.
Olho-te com meu olhar sufocado pelo desprezo  
E meu coração  num reboliço, que menosprezo 
Por sentir, que o sol dá lugar aos dias cinzentos
.
Carrego-te no meu coração para todo o sempre
Mesmo que não te olhe, mas quem gosta, sente
Quando se precisa dum ombro, sem julgamentos
****
Cidália Ferreira

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Sinto arrepio dos ventos que me ofuscam

Sinto arrepio dos ventos que me ofuscam
Das tempestades que se aproximam
Como águas agitadas em mar longínquo
Que vão e vêm num sopro do pensamento,
Quero tréguas de vento que me sufoca
Quero encontrar o caminho, destino maldito
Quero vislumbrar-te no meu horizonte
E andar sem destino, qual lágrima que escorre
Percorrendo meu rosto que se sente aflito,
.
Sinto o arrepio do meu corpo cansado
Lutando contra a corrente, desanimado,
Este nevoeiro dilacera meu coração
Faz-me soltar a lágrima de aflição
O mesmo que te levou, incerteza do porquê,
Corri, fui atrás de ti, implorei aos ventos
Que voltasses, mesmo depois dos tormentos,
Fracassados momentos para esquecer
E esperar, que os ventos levem o nevoeiro.
***
Cidália Ferreira

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Não existe alegria quando tudo é cinzento

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Se tu soubesses como sofro neste momento
Quando observo à minha volta, ressequido
Já não existe cor, tudo será  um tormento 
Quando o meu  coração se sente, excluído
.
Não há nada  que te possa trazer de volta
Quando tua ausência, noto, tão marcante 
Sinto na tristeza, a minha própria revolta
Sinto falta d'outrora, tudo tão significante
.
Não existe alegria quando tudo é cinzento
Quando  tua falta, eu noto, no meu alento 
Neste momento tão seco, quanta ignoração
.
Se tu soubesses encontrar a minha tristeza 
E descobrisses, o que guardo em delicadeza
Saberias entender as coisas do meu coração.
.
****
Cidália Ferreira

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Sou prisioneira do meu insano pensamento

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Sou prisioneira do meu insano pensamento
Sem saber porque me sinto à deriva
Na procura de teu cheiro que cativa
Meu coração que emudece, por saber
Que no jardim onde as flores são silvestres 
Qual perfume das palavras que me ofereces 
Porque jamais o sentimento morrerá,
Sinto-me prisioneira desta insana loucura
Onde meu desejo é embarcar nesta aventura
Mas não estás, foste embora. Que tormento 
.
E no momento em que dou voz ao coração
É meu caminho intenso e tão duro
Por onde ando, apenas eu te procuro,
Pelos campos, prevalecem os amores
E as fragrâncias que nos são peculiares,
Tens o brilho e a beleza das flores
Porque só tua presença me faz sentir feliz,
É o teu sorriso, o meu perfume, e talvez
O elixir que alimenta minha alma,
Sou prisioneira do meu insano pensamento.
***
Cidália Ferreira.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Procuro no meu silêncio o teu cheiro, a maresia

Procuro o meu porto seguro, longe do meu olhar
São tantas as marés, que me impedem de seguir
Nesta longa  caminhada procuro não mergulhar
Em sentimentos vãos onde não consigo usufruir
.
Cai a noite, sigo viagem procurando meu farol
As estrelas não tardam em fazer-me companhia
Enquanto no meu coração existir um pôr do sol
Jamais terei receio, de ajudar, quem me acolhia
.
Mas durante a caminhada neste, longo paredão 
Vislumbro um mar tão calmo, sereno, não é fim
Mesmo que a noite caia deixo a minha gratidão
.
Procuro no meu  silêncio o teu  cheiro a maresia
No horizonte  as águas serenam e dentro de mim
Faz-se noite, eu sozinha, vagueando em fantasia.
****
Cidália Ferreira.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Longe ia meu pensamento ao amanhecer

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Longe ia meu pensamento tão triste
Sob as nuvens que aparecem turbulentas
Uma aragem que parecia insistir
Nesta tristeza que me invade o coração,
Longe vai meu desejo, em querer
Encontrar-te, abraçar-te sem limites
Entre tantas as palavras que desejava ouvir
Apenas sinto de ti, o afastamento
Como as nuvens que passam no momento
E emudecem meu coração, que não mente,
.
Longe ia meu pensamento ao amanhecer
Como tão desejadas eram as palavras
Longe te sentia como aragem que passava
Sem deixar rasto nem sinal de ti,
Mas ficam as marcas da tua ausência
Entre as nuvens que teimam em aparecer
Deixando meu sentimento a padecer
Pela ausência de tantos carinhos teus,
São momentos, desejos descontrolados
Que não passam de sonhos desencontrados
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Cidália Ferreira.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Sinto que o imaginário me presenteou

Sinto que o imaginário me presenteou
No dia, em que  apareceste, tão lindo
Sinto que o meu coração se apaixonou
Pelo ser que me protege e vai fluindo 
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Sinto um excesso de carinho a chegar
Sinto que és a força que tanto preciso 
Sinto-me embebecida por poder olhar
Ver-te chegar sem qualquer improviso 
.
Mas haverá sempre o caminho a seguir
E um destino, que nos envolve, a fluir
Como o sol que se esconde, da neblina
.
E neste solitário caminho, a esperança
Nasce a todas as manhãs, qual criança
É o imaginário, um sol que me ilumina.
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Cidália Ferreira

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Ainda existe vida, em degraus cansados

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Ainda existe sol em meu solitário coração
E degraus para subir, sem limites, 
Existem folhas que caem suavemente
Quando em seu tempo e lentamente
Me brindam, com suaves e ternas cores
E me enleva o pensamento à reflexão,
Entre degraus e palavras não ditas
Ficam meus pensamentos num consolo
Por querer deixar, nas folhas, palavras escritas,
.
Ainda existe vida, em degraus cansados 
Perdidos em noites e manhãs. Enevoados
Onde tantas vezes ali passam outros ventos
Ventos, que sopram por vezes em demasia
Fazem dançar as folhas em jeito de poesia, 
Ainda existe sol em meu coração, que vive
Consolando o olhar, e sem outros tormentos
Me faz querer viver tudo aquilo que não tive 
Nestes degraus...onde o meu pensamento é livre.
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Cidália Ferreira. 

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Procura em teus sonhos, se esse for o momento

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Procura-me ao entardecer, se esse for teu desejo
Procura-me, entre lençóis brancos de puro linho
Entre suores de desejo e momentos, só um beijo
Atenua a saudade que meu corpo sente, sozinho
.
Procura em teus sonhos, se esse for o momento
Caminha até mim, mas por ardorosos caminhos
Sei que esse, é o teu, e meu desejoso sentimento
Quando trocamos imaginários e suaves beijinhos
.
Toca em  meu corpo, e sente  como se manifesta
Ao sentir que chegaste com teu cheiro, em festa 
E me deixas embriagada de tanto desejo, é amor 
.
Procura-me ao entardecer e faz-me sentir mulher
Nos momentos solitários se esta vida eu escolher
É porque sem ti, minha vida não tem mais valor.
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Cidália Ferreira 

domingo, 24 de setembro de 2017

Já passaram 8 anos. Nada acontece por acaso.


Já passaram 8 anos. Do meu acidente: (24 Setembro de 2009 - 18H25). Nada acontece por acaso. 


Se este dia não tivesse existido, certamente que não teria entrado na blogosfera muito menos no "mundo da poesia".Não tinha este blogue que, para mim é sagrado. Não teria "conhecido" pessoas fantásticas como vocês. Não saberia dar o verdadeiro valor às mais pequeninas coisas da viva. Não teria feito 2 livros. Este acidente podia não ter acontecido, podia, "mas não era a mesma coisa". Deixou-me marcas profundas, que jamais se apagam, mas, trouxe-me à vida muitas outras coisas boas. Hoje, é apenas isto. Nada acontece por acaso.


Feliz Domingo para todos: Cidália Ferreira.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Na mesa, flores, recordo a saudade

Foto de Cidália Ferreira.
Não via a hora da tua chegada, esperava
Embriagada de tanta ansiedade,
Saudade dos tempos cinzentos
Da chuva, do sol brilhante
Do cheiro da terra molhada,
Saudade, da intensidade dos momentos
Que passam, talvez não voltem mais,
A esperança alimenta-me a alma
Meu coração, numa espera angustiante
.
Esperava pela hora da tua chegada
Tão só, e tantos pensamentos vãos,
Soltam-se em desejo, palavras escolhidas
Para te enternecer à chegada,
Na mesa, lugares vazios, reservados
Esperando, por ti, por mim
Pela loucura do nosso vigor,
Na mesa, flores, recordo a saudade 
De quando te espero, de coração cheio de amor
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Cidália Ferreira.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Cada traço colorido, significa a saudade

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Emolduro cada palavra dita com sentido
No meu coração, com teu laço de carinho
São imensas as saudades, e não te olvido 
Quando penso, és parte do meu  caminho
.
Cada traço colorido, significa a saudade
Cada cor, qualidades do teu ser generoso
Sempre aclamando pela voz da lealdade
Mesmo sendo, meu imaginário perigoso 
.
Vou deixar-te meu coração onde estiveres
Mesmo sabendo, que partes, sem quereres
Quantas vezes, em ti, me quero embriagar
.
Emolduro os nossos sonhos, sentimentos
Palavras doces, amargas, são fragmentos
E toda a nossa vivência, no meu divagar.
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Cidália Ferreira

sábado, 16 de setembro de 2017

Anoiteceu, existem lembranças de ti.

Imagem relacionada
Anoiteceu, e existem lembranças de ti
Da tua voz, do teu sorriso,
Da tua força.  Existe o cheio do mar,
Existe musica na nossa forma de amar
No brilho do luar, as notas musicais,
Existe tanto de ti no meu coração
Nos meus momentos bagos de solidão,
Existe o perfume da noite, na maresia
E tanto de ti no meu imaginário louco
.
Anoiteceu, deambulo nas letras soltas
No teclado, meus dedos tremem de emoção
Talvez seja amor, qual musica tocada ao luar
Ao som das ondas envoltas de carinho,
Mas no ar, existem de ti, as lembranças
O puder da tua voz que me enlouquece
E me embriaga a calma. Anoiteceu,
Fazes parte do meu mundo de fantasia
Do meu louco frenesim, e da minha poesia.
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Cidália Ferreira

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Sinto no ar teu cheiro de meiguice e doçura

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Sinto no ar teu cheiro de meiguice e doçura
Sinto o calor dos  teus lábios em meu corpo
Sinto chegar, em silêncio, desejo  tão louco
Que me invade o pensamento, pura ternura
.
Percorres meu corpo e em sussurro sensual 
Estremeço em delírio... sentimento tão meu 
Enlouqueço, com a volúpia e desejo  do teu 
Neste deambular, é meu sentimento pontual
.
Sinto tua chegada num momento inebriante
Que me deixa desinquietada de tanto desejo
E neste meu deambular sinto chegar o beijo
Ao meu corpo, que se imagina, tua amante.
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Cidália Ferreira