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Sinto que subo e desço os degraus do
passado
Onde tantas vezes sentada, tentava
descansar
Olhando as estrelas, que a vida, me
tinha dado
*
Ainda hoje me recordo daquele lugar
primeiro
Onde toda a magia da vida se fazia
acontecer
Num tempo muito intenso mas tão
verdadeiro
*
E se as estrelas falassem talvez me
dissessem
Para onde foi, toda uma vida, tão
trabalhosa
Que para trás ficou sem que elas me
aviassem
*
Quantas vezes subo os degraus da minha
alma
Tento espreitar pela porta, chamada, o
coração
Não existe resposta que me transmita a
calma
*
Sinto-me numa nuvem densa, quase a
desabar
Pela saudade que o passado me traz, e
admito
Que viver de recordações não me vai
derrubar
*****
Cidália Ferreira