7 de junho de 2020

Preciso olhar nos olhos de alguém

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Mostro o meu lado mais sensível
O olhar tão distante
Entristecido
Galante
Que esconde não sei o quê
Nem porquê,
Talvez uma lágrima
Na transparência
Escondida na inocência
Me rasgue no sentido irreversível
*
Mostro no sentimento mais puro
O olhar, que sorri
Que chora
O que faz qualquer sinal
Dando a supor, que estou aqui
Me manifesto com o olhar
Onde
Tantas vezes me escondo
Das agruras que tentam magoar,
Preciso aliviar o olhar sem demora
*
Preciso secar as lágrimas escondidas
Do sorriso que me roubaram
De abrir o meu coração
Manter a respiração,
Preciso de olhar nos olhos
De alguém,
De alguém, que não existe
Talvez a mente se sinta bem
Neste meu olhar
Que pertence a todos, e a ninguém!
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Cidália Ferreira

6 de junho de 2020

Estória esculpida no meu coração

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Descrevo-te, como uma estória do meu passado
Quando a solidão, eram paredes vazias, da vida
Eram silenciadas por palavras tuas. Mas ousado
Ficaste marcado no meu livro de vida, já vivida
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Silenciosamente, apareceste-me e foste entrando
Foste ficando na minha vida qual livro de estante
Foste escrevendo comigo, a estória do entretanto
Assim marcaste a minha vida...e pareces distante
*
Descrevo-te como uma jóia rara que tanto estimo
Como o pilar de todas as horas, passado, presente
Que me protegia em momentos, era do teu íntimo
*
Cada página virada, tem uma nova vida e emoção
É um turbilhão de sentimentos, e que, eternamente
Ficas na minha estória, esculpido, no meu coração
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Cidália Ferreira

4 de junho de 2020

A esperança pode renascer no amanhã

"Imagem de Ana lobo"
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Tudo muda, tudo se modifica
O que ontem foi um turbilhão de momentos
Hoje é, uma luta constante
Um atropelo de gente sem noção
Que respiram como se este mundo
Estivesse, em movimento,
O mundo está meio suspenso
Seco, acabado, e triste
Mas a esperança pode renascer
Se cada um se fizer obedecer,
Porque nem uma semente desiste
*
A esperança pode renascer no amanhã
Quando tudo perece ter morrido
Nascem flores que perecem distantes
Explanado o que é da natureza
Abrindo uma brecha em cada coração
Reforçando a esperança que possa existir,
Pode um árido momento em manifesto
Ter o poder de florir com emoção
Para que o mundo possa recomeçar
Conciso, e muito devagar
Tudo muda, é preciso nunca desistir!
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Cidália Ferreira 

3 de junho de 2020

Areia molhada, e um silêncio no coração.

[Imagem de Luísa Martins]
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Serenamente numa contemplação do imaginário
Onde se soltam as ondas tão calmas, já desfeitas
Sente-se uma brisa marinha, a beleza do cenário
Que assossega a alma de quem as sente, deleitas
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Areia molhada, pegadas, um silêncio no coração
Alegria no olhar captando a beleza do horizonte
Não existe magia maior, que o sentir da emoção
E observar o pôr-do-sol, que algures se desponte
*
Serenamente e conversando com o companheiro
Mesmo que não te responda, mostra a felicidade
E, na importância que faz, a verdadeira lealdade
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Praia deserta de gente, mas um mar conselheiro
E um certo alívio na mente, para reatar a labuta
Numa vida marcada pela diferença, em permuta
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Cidália Ferreira

2 de junho de 2020

Queria ter o poder da bonança

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Queria ser outra vez criança
Que outrora cresceu
Sem mimos, sem beijos
Sem afectos
Sem brinquedos, sem estórias
Sem coisas banais
Apenas vivendo memórias
Sem que nunca houvesse fome
*
Queria ver as crianças, d'agora
A brincar pelos quintais
Bairros cheios
Brincadeiras originais
O jogo da macaca, do lenço
Até a corda saltava, era alegria
E o jogo das escondidas
Enquanto fosse de dia
*
As roupas sujas de felicidade
As desavenças
A união que nos fazia crescer
Os ralhetes, o respeito
As brincadeiras sem maldade
Onde tantas crianças juntas
Sorriam... choravam
Mas sempre crianças ao seu jeito
*
Queria ser outra vez Criança
Recuar no tempo, na aprendizagem
Queria ter o poder da bonança
Para, As proteger, da libertinagem
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Cidália Ferreira