16 de maio de 2014

Degraus...



Degraus…
Com sua aparência cansada,
São como vida vivida,
Momentos que fazem pensar,
Os corações sonhadores...
Viver momentos passados,
São escadas da própria vida,
Dos sonhos que queria ter,
Vão caindo lentamente,
Ao ritmo do meu coração...
Fraquejei… mas não desisto,
Quero algum dia perder-me,
Nestes degraus envelhecidos,
Deixar meus segredos escondidos,
Sentar-me ali contigo,
E partilhar sentimentos...
Não faço mal a ninguém,
Apenas vivo…
Neste meu canto sozinha
Rodeada de fantasia,
Sentada na escadaria,
Esperando, por um alguém,
Que me traga mais alegria.
*****
Cidália Ferreira

15 de maio de 2014

Olhares cruzados

Cruzei-me com teu olhar em meu querer
Vontades que um coração mole proclama
Que bom seria se esse olhar eu pudesse ver
É vontade do querer de uma mente insana

Cruzamos olhares num destinado caminho
Saudosos, serenos, que nos deixam saudades
Olho em volta , nada vejo, mas com carinho
Digo-te que meu olhar é portador de lealdades

Se me olhares nos olhos diz-me se fores capaz
Que nossos olhos dizem tanto, transmitem paz
Não precisam de falar, para saber que o sentem

Um olhar que quando se cruza com o teu, chora
Sentimento mais bonito que em meu coração mora
São olhares leais, os nossos corações não mentem.
*****
Cidália Ferreira.

14 de maio de 2014

Desenhei-nos junto ao mar....

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Desenhei -nos junto ao mar
Em areia molhada, sem pressa,
Das ondas, com espuma abençoada,
Que nos faziam conquista...
Dois corações, duas almas,
Unidas pelo carinho,
Em mar deserto de ansiedade,
longínquo em agitação serena,
Sua ondulação dançante,
Melodia cintilante ,
Que nos toca ao coração,
 Juntos esperamos as ondas,
Que trazem recordação, desejo,
Libertação…saudade,
Como  águas que brilham,
Pelos reflexos do teu sorriso...
Dois corações acarinhados...
Em maré serena, perfumada maresia,
 Pensamentos que divagam,
Em ondas de ilusões, 
E pura fantasia!
*****
Cidália Ferreira. 

13 de maio de 2014

Chega a noite...

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Chega a noite, o pensamento permanece
Naquele lugar, onde deixei  recordação
Meu sentir,  gostar de quem não esquece
Trago minha alma em sentida agitação

Chega a noite,  tenho saudades de ti
Não te vejo, a lembrança sempre fica
Saudade do tempo, daquilo que não vivi
Arrependimento, só de pensar me excita

Chega a noite,  e a escuridão se apoderou
No meu ser agitado, que o ontem chorou
Neste recanto que é tão só meu, a solidão

Chega a noite, rolam tristezas e ansiedades
Naquele lugar florido, que deixou saudades
Do que não fiz, e que guardo no meu coração
*****
Cidália Ferreira

12 de maio de 2014

Olhei-te...

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Olhei-te...
Na minha frente imaginei
Cruzar o caminho contigo
Esperançosa…
Com a hora da chegada
Abraçada ao que não via
Mas que o carinho sentia
E o coração me sorria
Quando alegremente via
Tua simplicidade, tão bela...
Olhei-te...
E a sonhar  levei-te
Até ao meu imaginário
Num escondido improvisado
Onde corações palpitavam
Com vontade de se tocarem
Em fresca brisa, atrevida...
No olhar do meu sonhar
Um beijo era trocado
Seria nosso, o desejo
Se não fosse o acordar
Entre escombros arejados
De um beijo dado a fugir
Em momentos delirantes
Fica para recordar
Na imaginação do meu sonhar
Que beijei com meu olhar..
*****

Cidália Ferreira