Vivemos amedrontados pela natureza
Pelos ruídos que nos invadem a alma
Os ventos sopram furiosos com clareza
Deixando-nos ansiosos... e sem calma
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As estradas transformadas na corrente
Os rios transbordados pela intempérie
Desespero de quem tanto sofre e sente
Das tormentas que chegaram em série
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Ninguém segura as fortes ventanias
Nem com promessas nem as orações
O medo já permanece há muitos dias
Haja coragem pois tudo isto são lições
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Ninguém está livre de tais tormentos
Ninguém merece perder os seus bens
E num cenário onde faltam alimentos
A solidariedade mostrada por imagens
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Cidália Ferreira
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