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Sozinha, na linha da vida. É
meu destino
Serve, para testar minha
fraquejada força
Perco-me no tempo, o pranto
em desatino
É um facto da vida, que
também destroça
*
São desgostos desafiados
pelas quimeras
São as lágrimas,
derramadas pela solidão
São as palavras vorazes, mas
tão severas
Que formam nó na
garganta. Pura ilusão
*
Silenciam-se as palavras
no pensamento
Silencio-me por te amar, e
nunca desistir
Mesmo que o sentido não
seja argumento
*
Mil pensamentos me passam
pela cabeça
Gostar de ti, é preciso,
para me distinguir
Nesta linha da vida, há quem
me conheça
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Cidália Ferreira



