19 de junho de 2014

Espreito pela janela.


Espreito pela janela
Triste, ansiosa
De coração a palpitar
Já sente saudade
De um sorriso, teu
Que me faça alegrar...
Meus olhos lacrimejam
Ao olhar, não vêem ninguém passar
Triste, fico a pensar
Neste meu espaço deserto
Onde a melodia é a solidão
Que faz tremer meu coração....
Nesta tão longa espera
Abro a janela para trás
Debruço-me com paixão
E espero o tempo passar
Mas algo terá acontecido
Para não te ver chegar
Debruçada…
Caem lágrimas de recordação
Ao esperar na janela.

****

Cidália Ferreira

18 de junho de 2014

Procurar o amor que nasceu entre pedras.


Procurar o amor que nasceu entre pedras
Natureza raiando, e uma solidão constante
Num turbilhão de emoções, ficaram esperas
Vagueando pela mente de um amor cativante

Sozinha, olhava o horizonte ao cair do dia
Batiam ondas agitadas no seu murmurando
Não te encontrei, entristecida pelo que sentia
Fiquei nas pedras, como em poesia, pensando

Melodias passageiras que me deixam saudade
Dos meus momentos ternurentos, uma verdade
O sentir do teu carinho, despertava meu coração

Foram estes instantes, de pequenos momentos
Em que dividíamos todos os bons sentimentos
Brincávamos, nos nossos momentos de solidão.

*****
Cidália Ferreira

17 de junho de 2014

No silêncio...


No silêncio da minha alma
Que espera a noite cair
Folheio o álbum
Das nossas fotografias
Cai a lágrima da saudade
No coração um sufoco
Que finge andar feliz
Transformou-se no tormento
Em que senti
A tua brisa a passar.
Ao abrir minha janela
Sinto que fiquei só
No frio da solidão
Neste silencio tão triste
Apenas vejo as estrelas
Na esperança da mensagem
Que me traga ao coração
A alegria, que um dia o vento levou
Durante a sua passagem
No silêncio da minha alma!
****
Cidália Ferreira

16 de junho de 2014

São pegadas.



Pintei teu rosto numa linda tela
Que guardo junto ao meu peito
Julgava-me eu, uma Cinderela
Por ter-te pintado ao meu jeito

Rabiscava nela como em poesia
Palavras pedidas de compaixão
Não ser apagada a minha alegria
E tudo o que me resta no coração

Uma tela com adornos de beleza
Melodias escritas no seu esplendor
Deixaste teu rasto pela natureza
São pegadas, despedidas de amor.
***

Cidália Ferreira.

15 de junho de 2014

Voltei aquele lugar..

Voltei aquele lugar
Procurei o teu sorriso, não encontro
Nem o cheiro que deixaste
Foste, nem sequer me avisaste
Que nesta praia deserta 
Longa era a caminhada
Com pedras no teu caminho
Levaste na tua bagagem
O meu sorriso, e vontade de viver
Vou esperar-te à beira mar
No meio da solidão, onde recordo
O nosso jeito de brincar
O tempo passa, e tu não chegas
Vou adormecer nas ondas
Esperando toda a verdade
Quero sorrir e não consigo
Comigo tenho a saudade
Volta, devolve-me o meu sorriso
Que te deixo em liberdade.
***
Cidália Ferreira



Excelente Domingo para todos.