quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Tropeços em desamor

Um livro cheio de tudo, e de nada
Cheio de vidas duras entorpecidas
Memórias duma alma apaixonada
Mas que ficam de tudo esquecidas
*
Prosas com virgulas e pontos finais
Sentimento, duma saudade que dói
E na escrita das prosas tão radicais
Ficam sonhos que a mente constrói
*
Voam as folhas, levando o carinho
Deixando-me esta sensação de dor
Mas olho o livro revejo o caminho
Da vida, nos tropeços, do desamor
****
Cidália Ferreira.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Gélidos campos...

Resultado de imagem para imagens ermo silencioso
Rompe o sol, acompanhado de frio intenso
Desejo eu, outro tempo, mais ameno
Desejo a primavera como nunca desejei
A fragrância das flores, a beleza, a magia
O chilrear dos pássaros nos arvoredos
Quando o sol rompe sem enredos
É a saudade dos dias de primavera
O cansaço do frio, dia após dia
Porque me gela, do coração, a alegria
*
Mesmo caminhando em gélidos pensamentos
Onde a brisa me bloqueia a inspiração
Olho os campos, cobertos, de frios mantos
Sinto no peito, o arrepio, a saudade
A pressa da breve passagem do tempo
Para que cheguem novos sentimentos
E as flores brotem em liberdade
Nesta saudade que me invade o coração
Caminhando pelos mais gélidos campos.
***
Cidália Ferreira.
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Bom Domingo...

sábado, 12 de janeiro de 2019

Obrigada, palavra tão simples

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Obrigada. Uma palavra que parece banal
E cada vez mais ausente de muitas bocas
Ouvem-se palavras, mas as cabeças ocas
Não são capazes, de distinguir esse final
*
Obrigada. Palavra que devemos proferir
A cada gesto oferecido mas sem interesse
Se a cada um, o nosso gesto se oferecesse
Tudo seria mágico, como os rostos a sorrir
*
Obrigada a todos, que me estendem a mão
Que me fazem crescer e acreditam em mim
São as flores, e os espinhos do meu jardim
A quem eu devo, a minha cândida gratidão
****
Cidália Ferreira.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Alma desinquietada...

No silêncio dos dias nublados pelo frio
Anda a minha mente frágil desinquieta
Rolam as lágrimas de solidão no vazio
Num luar, que entra, na alma do Poeta
*
Tento esconder o meu silêncio, da vida
Sorrio, mas quando me apetece chorar
Escondo meus sentimentos... dura lida
Quando os ruídos me invadem o olhar
*
Neblina gelada e cinzenta, manhã triste
Em que o sol não nasce, na imaginação
O frio, entra, instala-se no meu coração
*
Ouço uns sons...silêncios que não quero
A minha alma desinquieta-se, desespero
Desejando-te ao nascer do sol, e sumiste
.***
Cidália Ferreira.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Refúgio da minha faceta

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Quero, escrever o poema sem imagem
Mas os versos não me saem da mente
Não sei, se do medo, ou se é coragem
Ou se é um receio meu simplesmente
*
Quero escrever sem lápis nem caneta
Apenas os dedos entrelaçados e ágeis
Rabiscam no refúgio da minha faceta
As minhas expressões, as mais frágeis
*
Saber que lêem, e em cada fragilidade
Se identificam nas frases mais serenas
Levando um pouco da minha realidade
*
Até a lágrima que desliza em meu rosto
É como as palavras frágeis mas amenas
Numa imagem que descrevo pelo gosto
****
Cidália Ferreira

domingo, 6 de janeiro de 2019

Queria subir ao céu, através do tempo.

Queria chegar ao tempo pela escadaria
Contar degraus, e sorrir
Queria, sem canseira contar as horas
Vê-las chegar e partir
Como as ondas dum mar revolto
Quando se transforma em calmaria
*
Queria subir ao céu, através do tempo
Encontrar em cada sentimento
Pedaços de palavras ou prosas
Sentir as águas serenas murmurarem
Exalarem o perfume das rosas
E deixar o tempo passar sem pressa
*
Queria, subir a escadaria, tocar no céu
Receber aquela inebriante mensagem
Sentir a tua presença, em leve aragem
Sem tempo, no tempo que me condiciona
Mas isto, é um sentimento tão meu
Que tantas vezes me silencia, e emociona.
***
Cidália Ferreira.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Nasce o Ano, como as flores na primavera.

Nasce o ano, como as flores na primavera
Nasce o sol, brilhando em cada jardim
Nascem os sonhos coloridos
Dentro de cada coração entristecido,
Nascem as esperanças, e as ilusões
Nascem novos horizontes em quimeras
Como nasce o amor nos corações
E os olhares de cumplicidade sincera
*
Nasce o ano, e tantos dias pela frente
Renascem os sentimentos sinceros
Permanecem nos nossos corações, a união
Num olhar positivo o sol resplandece
As flores espalham fragrância e esplendor
Deixando aromatizado o ambiente
Num jardim de sonhos onde não se esquece
Que o amor renasce, como qualquer flor.
***
Cidália Ferreira.

Que o Ano de 2019 seja, O ANO, de todos nós...