sexta-feira, 23 de junho de 2017

Quero voltar a sorrir, sem lembranças,

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Eu quero esquecer momentos cruéis
Fazer de conta que um dia sonhei,
Quero voltar a ver o azul do céu
Que se esconde por de trás das nuvens de fumo
Que fustigou o sonho de muitas vidas,
Quero ultrapassar este triste pesadelo 
Quero sentir neste meu respirar
Que já não existem vidas desprovidas 
.
Quero voltar a sorrir, sem lembranças,
Quero sentir que ninguém mais sofre
Quero deixar esta aflição, que me consome
E abrir meus braços, abraçar o mundo,
Esperar que as nuvens sejam passageiras
Que se instale a paz em redor de um povo,
Quero neste meu sentir tão profundo
Voltar a sorrir, sem lembranças alheias.
***
Cidália Ferreira

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Não é poesia, é apenas o meu coração "revoltado", e triste.

A  vida é tão curta e tão injusta, não adianta cinismos nem guerras uns com os outros. Não adianta, porque a Natureza encarrega-se de ceifar vidas injustamente num abrir e fechar de olhos. Ceifa o rico e o pobre, o invejoso e o inocente. Ceifa tudo o que encontra. Portugal está de luto. Os Portugueses estão em choque. Eu estou em choque. O Fogo continua a não dar tréguas. Continuam a evacuar aldeias para prevenção e muito bem, ainda que, muitos não queiram sair. O Calor é muito. Acredito que faltem as forças a quem luta para evitar que hajam mais mortes.  [ Clique ]

Este blogue não se faz apenas de poesia. Não consigo ficar indiferente a esta tragédia que virou catástrofe. Ninguém consegue. Não tenho mais palavras, porque a emoção toma conta de mim. Veja os [ linkes. ] ... Vou dar o meu contributo. Se todos contribuir-mos com pouco que seja, podemos sempre fazer a diferença. São muitas e muitas aldeias à espera de ajuda. Também sabemos que o povo Português é solidário.  
Não é poesia,  é apenas o meu coração "revoltado", e triste. O Verão começou hoje e já estou cansada 'dele'.

Cidália Ferreira- Vejam os linkes. Obrigada.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Sofreram horrores apenas em segundos

Foto de Paulo Ferreira.
Como  pode  alguém  assim sobreviver
Quando é forçado a não fazer escolhas
Fogem...desorientados para não sofrer
Mas ficam isolados de fogo e fagulhas
.
Sofreram horrores apenas em segundos
Nem tiveram tempo de pedir o socorro
Sei que a aflição deixa-nos moribundos
Mas capaz de soletrar a palavra, morro
.
Inexplicável é a perda, qual sofrimento
É a aflição, de se sentir o corpo a arder
É o querer fugir e não sair do tormento
É morrer lentamente e não se defender
.
São as vidas que se perdem sem retorno
São as famílias com marcas para a vida
É a tristeza de um povo...em transtorno
O terror e amargura, e gente desprovida
.
( Ps: O Fogo ainda lavra)
Foto de Antonio Pinto.
Existem várias linhas de apoio para ajudar.. Se todos contribuirmos, com pouco que seja, pode fazer a diferença. O meu abraço solidário.
.
Cidália Ferreira.

domingo, 18 de junho de 2017

"Bom Domingo" Muita força para as familias enlutadas.

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Desejo-vos um excelente Domingo junto de quem mais amam.

A minha solidariedade pelas vitimas no Fogo de Pedrogão Grande. (62) mortos, em actualização). Uma dor muito grande. Muita força para as Famílias enlutadas...Muita força para quem luta contra as chamas. Não há palavras que possam atenuar esta dor... A Maior tragédia de sempre em Portugal :(

Foto de Nuno Filipe.


Paz às suas almas.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Neste caminho longo sinto-me retraída.

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Perco-me em pensamentos insistentes
Por caminhos árduos sem destino nem saída,
Acompanham-me fortes ventos, agrestes
Nuvens escuras, carregadas. Duvidosas,
O meu coração não disfarça a carência
Nem o cansaço da tua ausência,
Neste caminho longo sinto-me retraída.
.
O sol afasta-se, talvez se esconda de mim
Tento segui-lo, não o consigo alcançar,
Difícil é, livrar-me desta agonia sem fim
Que faz o meu caminho espinhoso e longo,
Perco-me em pensamentos sem fundamento
Onde a queda pode ser o ensinamento
Mas caminharei, até te conseguir encontrar.
***
Cidália Ferreira.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Sinto-me a envelhecer...

Sinto-me a envelhecer como folhas que secam
Como as aves, que se cansaram, foram embora 
Com a promessa de um dia voltarem. Celebram
Todas as vidas que  já foram vividas, sem hora 
.
A vida é como a musica  que gostamos ouvir 
Uns dias pode ser dança, outros, ser  tristeza
Mas nunca, da vida, podemos porém, desistir 
Porque as tristezas, completam-se, de justeza
.
Quando for velhinha, e já não souber escrever
Talvez a minha alma tenha decorado a música 
Para envelhecer com sabedoria e até me prover
De momentos, onde por vezes, sou enigmática.
****
Cidália Ferreira.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Juntos passeávamos naquele mar deserto

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Juntos passeávamos naquele mar deserto
Pelo areal, deixávamos brincadeiras,
Nas ondas desfeitas, os na beijos boca
Que desejávamos em cada momento 
E nos levavam a perder as estribeiras,
Em cada momento o teu toque sensual
Provocavam-me arrepios de calor incerto 
E nos levava aos nossos momentos de amor
.
As ondas acalmavam ao sentir nosso olhar,
O sol na despedida beijava o mar
Tu, olhavas-me, com a tanta ternura 
Tocavas meu corpo que te mostrava desejo,
E neste lugar de serenas paixões
Jurávamos amor, eterna loucura,
Esperávamos serenamente o anoitecer
E obedecíamos, aos desejos dos nossos corações.
***
Cidália Ferreira.