terça-feira, 12 de novembro de 2019

Jamais, o poetizando será esquecimento

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Agradecendo, o livro por mim trabalhado
Numa longa caminhada, e muita vontade
Fica a alegria de um coração atrapalhado
Quando faltavam as palavras na realidade
*
Foram semanas de paixão e muita ilusão
Foram as amizades que cresceram em mim
Foram tantos os poemas escritos em alusão
Que dariam, para tantas  músicas, sem fim
*
Será sempre pouco e num agradecimento
Dizer, o que o meu coração sentiu, ao ler
Jamais, o poetizando, será esquecimento
Porque a alegria me deu, e me fez crescer
*
Se eu pudesse mandava um abraço virtual
Mandava as bênçãos à nossa leal mentora
Mandava, carinhos, saúde, e força mental
Agradecendo à LoudesDuarte, e à Editora.
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Cidália Ferreira.

Escolhi para destacar este poema, porque que me fez reflectir, enquanto o escrevia.  Agradeço a amabilidade e o empenho por tão agradável presente. Oxalá possamos, todos juntos e mais alguns, continuar com o Poetizando.

A imagem pode conter: flor e planta

Para agradecer o livro, ainda que virtual, envio-lhe um ramo de flores com todo o carinho juntamente de um grande Abreijo.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Uma lenda das adegas

Resultado de imagem para castanhas e jeropiga"
São Martinho das castanhas
Que no Outono nos consola
São tão boas, assadinhas
E comidas bem quentinhas,
E para, ajudar à festa
Venha um copinho cá prá gente
Para empurrar, mas não sempre,
Não é água, nem é sumo
Nem coisa que se pereça
É jeropiga, presumo
Que de quente nos faz rir
A forma que se manifesta
E dá-nos volta à cabeça
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Meu rico são Marinho
Uma lenda das adegas
Vamos lá provar o vinho
Mito que sempre carregas
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Cidália Ferreira 

Um feliz dia de São Martinho, para todos os visitantes, leitores e comentadores, deste meu cantinho, que também é vosso.

domingo, 10 de novembro de 2019

Se tentasse dar asas à minha alma quando vagueia

Se, eu, tentasse escrever uma carta pelo pensamento
O que me corre nas veias como o sangue que circula
Fizesse dela, o meu tão desejado, e melhor alimento
Daria meu coração, a um sentimento que se articula
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Uma carta escrita pelo instinto duma eterna saudade
Onde tantas coisas são redigidas em silêncio e magia
Sentimentos dum turbilhão e coisas de pura verdade
Onde, tantas vezes o olhos silenciam a minha utopia
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Se tentasse dar asas à minha alma quando vagueia
Se, escrevesse, versos e prosas de um amor ausente
Talvez o meu coração se  libertasse do que o rodeia
E as palavras, fossem a estimulação  mais presente
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Cidália Ferreira 

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

A Culpa foi do cigarro... Um dia com várias "caras"

Existem dias nublados, cinzentos, chuvosos, tristes, mas que os mesmos nos obrigam, por razões óbvias a sair de casa. Hoje, a minha pessoa, foi dar uma volta até ao Porto. Gosto do Porto. Das gentes do Porto. Desportivamente falando não...mas isso são outros quinhentos.  

O Dia foi composto por tudo. Desde a chuva. A Falta de estacionamento. A confusão das linhas (da minha parte). As três boas acções que fiz. O choro procedimento da minha consulta que, para variar, desta vez foi uma hora e dez minutos antes. Isto porque fui mais cedo, não fosse o diabo tecê-las.
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A imagem pode conter: interioresPara descontrair vou contar-vos um pequeno percalço, que me fez rir com vontade. Mas se fosse comigo eu perdia o riso.  O Comboio esteve parado na estação 30 minutos.  Aberto e livre para quem quisesse ir entrando... Estava um sujeito de idade talvez a rondar os 35/40 anos. Conversando enquanto fumava, fora do comboio.  Quando resolve entrar, continua, desliga uma chamada e faz outra ( não vou falar do que se tratava, porque fiz que não ouvi) sentou-se em frente a mim... continuava... pelos vistos ia a um almoço...Entusiasmado com a conversa do outro lado, após desligar a chamada, pousa o telelé  no banco mais um carregador de bateria e sai do comboio para fumar o seu cigarrinho, quando o comboio já estava atrasado 3 minutos...Pois bem, acender acendeu, ia saber-lhe bem esse cigarrinho depois de uma animada conversa... só que não, a porta apitou, ia fechar. Enquanto o tentava apagar o comboio arrancou e o telemóvel viajou sozinho... A cara do Sujeito  "aterrorizado", ao ver o comboio seguir viagem com telemóvel enquanto as mensagem iam caindo. Claro deu-me uma crise de riso...A culpa seria do cigarro?
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Claro, depois o comboio ia enchendo, eu delicadamente peguei nele, dando voltas à cabeça o que iria acontecer ao encontro  telemóvel. Quando o revisor chegou a mim, algumas estações depois, fiz questão de entregar e dizendo o que aconteceu.  Ninguém sabia o itinerário do seu dono. Por acaso, o sujeito ligou para o seu telefone e já estava na mão do revisor, que, em combinação, o deixou numa estação para o poder ir levantar!
A culpa foi do cigarro? Tenho a certeza que enquanto se lembrar desta, quando entrar no comboio, ou não sai, ou sai e leva os seus pertences. Espero que tanto o Dono como o pertence tenham tido um final feliz.

Hoje deixo-vos este testemunho na primeira pessoa. Não consegui poetizar... Amanhã é outro dia.  Haja saúde e sejam felizes.

Cidália Ferreira.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

A melodia do Outono.

Ondulam as águas espelhadas de amor
Rodeadas de árvores d'mera despedida
Um começo de outono, de isento calor
Caem as folhas roupagem de uma vida
*
Abrem-se caminhos por breves instantes
Caminhos trilhados, misteriosa natureza
Preservando momentos mais instigantes
E tantas vezes, se abraçam, com firmeza
*
Caem folhas sobre as águas espelhadas
As cores, o cheiro e o fresco da estação
A melodia, uma brisa, folhas matizadas
Esperando a natureza noutra vegetação
*
Atravessam-se as pontes, sinais do tempo
Os tempos que despem qualquer arvoredo
Não fosse o meu olhar singelo mas atento
Ficaria meu coração apenso num segredo
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Cidália Ferreira

domingo, 3 de novembro de 2019

Quisesse eu, expor meu corpo envergonhado

Quisesse eu, ser a tua musa escondida
Ser segura, mulher sensual
Que te tirasse a concentração
Ser a noite escura e divertida
Ser a tua musa, mulher fatal
Na noite onde se solta a liberdade
Onde existe a regra de plena sedução
*
Quisesse eu, expor meu corpo envergonhado
Mostrar que no meu rosto existe amor
E no meu corpo o desejo,
Deixar-me vaguear por qualquer lado
Libertar-me deste intenso calor
Proteger-me de qualquer tempestade
Mas esperar pelo sussurrado beijo
*
Soubesse eu, que vinhas, sem te pedir
Apreciasses do meu corpo, os recantos
Talvez as tuas mãos me fizessem sorrir
E os teu carinhos fossem doces encantos
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Cidália Ferreira

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Ouvi nas ondas revoltas palavras cruas

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Adormeci na inocência do meu sonho
Fui ao cais, do amor que me esqueceu
Senti as ondas num reboliço medonho
Sonhei com um amor que não era meu
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Ouvi nas ondas revoltas palavras cruas
Dentro de sonhos em que a tristeza dói
Senti falta de afeição nas palavras tuas
Como uma saudade que na alma corrói
*
Até a brisa afaga um destino de revolta
E num abandono, sonho ir mar adentro
Em despojo dum sentimento sem volta
*
Adormeci, vendo a lua passar por além
Acordei por instantes não me concentro
Numa inocência, onde não sou ninguém
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Cidália Ferreira