sexta-feira, 20 de julho de 2018

No silêncio do meu olhar...


O meu olhar desesperado mas sereno
Desejando o sol nascer
Lá longe por detrás das montanhas,
Saio pela aurora, penso que nada sou
E sozinha não sei viver
Acordo, e em todas as manhãs
Viajo num comboio de recordações
O difícil é esquecer-te
E tirar-te de todas as minhas emoções
*
Não consegues compreender um coração
O meu, que vive e se divide
Que ama, e simplesmente se contenta
A olhar o sol mesmo em dias nublados
Com momentos amargurados,
Nos sonhos onde vagueiam meus olhos
Quase lacrimejando
Existe uma saudade tão forte, que me tolhe,
Compreenderá, quem tiver o poder de amar
*
E no silêncio onde me perco, olhando
Esperando o mais belo amanhecer
Agradecendo pequenos nadas, pensando
A vida só faz sentido, se a souber reconhecer.
****
Cidália Ferreira.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Alma adormecida sem rumo.

Faço do meu  sonho, um modo de vida
Que quero preservar  até chegar ao fim
Ao fim dos  meus dias e enquanto viva
E que nada me impeça de eu ser assim 
*
Sou tudo ou nada, sou a força do tempo
Num espelho de água parada sem rumo
A escuridão do sonho e em contratempo
Sou a alma adormecida que me assumo
*
Faço do meu corpo um tópico da paixão
Que deseja entre a fantasia e a realidade
Acordar no silêncio, a desejosa reflexão 
*
Faço da minha ilusão doces lembranças
Das promessas feitas  em casta lealdade
Onde sozinha vagueio noutras andanças
****
Cidália Ferreira.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

A pureza de um abraço, era a carícia (Poetizando e Encantando)

Recordo ainda, os tempos de criança
Onde tudo era a verdadeira inocência
Sorrisos rasgados, alegria na essência
Onde existia um  futuro de esperança
.
Brincadeiras, pureza, tudo era magia
Não existia nas brincadeiras, malícia
A pureza de um abraço, era a carícia
E na partilha existia especial energia
.
Os abraços são os ternos sentimentos
A inocência, o melhor dos momentos
Em que uma criança se sente querida
.
Pudesse eu, mudar algo, neste mundo
Nem que fosse apenas um só segundo
Faria dele, um jardim, em flor sentida
***
Cidália Ferreira.

Chegámos à quadragésima quarta [44ª] edição do Poetizando e Encantando, no blogue Filosofando na Vida. Esta semana com uma tarefa muito difícil, mas, como o importante é participar. Espero que tenham gostado do que leram.


Um excelente Domingo para todos, os que por aqui passam!

sábado, 14 de julho de 2018

Deambulando, no meu silêncio.

O sol vai nascendo devagarinho
Dento do meu coração permanece
Mas falta algo, que não sei dizer
E mesmo que as nuvens apareçam
O meu coração irá agradecer
Os raios, que enaltecem o meu ser,
E os ramos, abanados pelo vento
Onde o canto dos pássaros é lamento
E eu, deambulando no meu silêncio
Pelo longo e árduo caminho.
*
E, devagarinho vou caminhando
Escrevendo coisas da mente
Olhando o horizonte e pensando
Nas palavras escritas, e mormente
Não seria eu, se não fosse sincera
Se não me saísse do fundo da alma
Este verdadeiro sentimento, que me calma
Com os raios de sol, que continuo olhando
Onde a emoção e a recordação
Estão no meu coração...que te espera.
***
Cidália Ferreira.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Queria ser a água corrente do teu desejo

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Queria ser a água corrente do teu desejo
A cascata, pureza sombria, transparente
A frescura de teu olhar, e tão comovente
Queria ser o lago cristalino onde versejo
*
Queria, ser os salpicos e sentir a emoção
Ser o verso que rima no teu pensamento
Ser a carta fechada e num só sentimento
Queria, por instantes, abrir meu coração
*
Queria sentir o barulho da água e vibrar
Vaguear, através das mais belas cortinas
Que me fizessem tranquilizar, e admirar
*
Queria ser o aroma da sombra e candura
E vaguear pelas mais volumosas colinas
Onde pudesse revelar-te a minha loucura
****
Cidália Ferreira

terça-feira, 10 de julho de 2018

Coração em desalento.

Adormecida numa quimera cinzenta
Flutuando nas nuvens, que chegam
Quase pintadas de nada
De um outono antecipado
Onde tudo é levado pelo vento
Numa corrida contra o tempo,
Embalada nos sonhos que quero viver
E acreditar que o fim da tormenta
Pode, algum dia chegar
Sinto o coração isolado, sonolento
Num desalento sem fim
*
Imagino-me vagueando nas nuvens
Esperando encontrar um refúgio
Que queira saber de mim,
Não importa se faz sol
Ou se chove e ninguém sabe
Mas o meu coração ainda o sente,
Podem até chover tempestades
Mas no meio das minhas verdades
Um sentimento, uma agitação
Apenas as borboletas, vão e voltam
E acariciam, o meu isolado coração.
***
Cidália Ferreira.

domingo, 8 de julho de 2018

Silenciosamente a sós, no meu destino. [Poetizando e encantando]

Refugio-me, na imensidão do tempo
Nos lugares mais frescos e sombrios
Aves esvoaçando em ternos assobios
Qual música, ou prosa, em destempo
*
Encostada numa meditação constante
Fazendo da viola, a minha companhia
Onde sozinha tento encontrar a poesia
O detalhe, entre a vogal e a consoante
*
Sentir-me- ei agradecida pela natureza
Pelo silêncio da  frescura, qual riqueza
Oferecidos em todos os meus momentos
*
Não serei capaz de tocar, mas imagino
Silenciosamente a sós, no meu destino
Onde deixo vaguear meus sentimentos
****
Cidália Ferreira.


Chegámos à quadragésima terceira [43ª ] edição do Poetizando e Encantando, no blogue Filosofando na Vida. Cada semana é um novo desafio, e eu sinto-me orgulhosa por poder de forma modesta participar. Espero que gostem.

Tenham um bom fim de semana.