domingo, 22 de janeiro de 2017

Gela meu pensamento em sonho e delírio

Gela meu pensamento em  sonho e delírio 
Quando em tempestades se soltam desejos
Gelam os meus sentimentos, qual martírio
Neste mar  revolto onde  deixo os ensejos 
.
Correm nuvens negras em grande sintonia
Como brisa fria que se isola em meu rosto
 Cai gélida a chuva no momento de agonia 
Deixando meu corpo tão triste de desgosto
.
Gela meu corpo, delirio, sonho ou silusão
As águas espelham sentimentos tão tristes
Onde tantas vezes chego a uma conclusão 
Que tristemente ultrapasso os meus limites
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Cidália Ferreira

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Onde existe uma verdade. É a minha vida, uma sentença.

Foto de Cidália Ferreira.

Não havia frio, não havia perfeição
Não apareceram as aves para me consolarem,
Não havia sol, ainda, apenas uma frescura
Do silencioso amanhecer em meu corpo
Despido de nadas, ou talvez muitos,
Não havia ninguém para alegrar meu coração
Onde neste lugar te esperava por loucura
.
O sol acabara de nascer, meu olhar enterneceu
Ainda que fossem apenas uns raios espreitando
Meu corpo recebia-os como alguém que conheceu
E na memória do meu corpo as coisas foram ficando
.
Não havia frio, porque imaginava tua presença
Imaginava-nos rodeados, de flores silvestres, perfumadas
Ainda que o momento me faça lembrar com saudade
Aquela, que só tu sabes, porque sou a lealdade
Sou um corpo despido onde tudo é transparecia
Como notas musicais e poesias orvalhadas
Onde existe uma verdade. É a minha vida, uma sentença.
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Cidália Ferreira

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Neste murmurar a tua chegada é a recompensa

Foto de Cidália Ferreira.
Murmuram as ondas  naquele mar silencioso
Que me inspira, me leva a meras  divagações
Correm as  nuvens carregadas de recordações
Onde meu  sentimento é grande e tão saudoso
.
Na brancura da espuma que agita o momento
Sinto a brisa gélida no meu rosto, que espera
Com muito gosto porque a diferença tempera
Mesmo que os momentos sejam o isolamento
.
Murmuram as ondas que depressa se desfazem
Onde meu olhar se prende às areias, e reluzem
Por pensar que a minha espera pode ser intensa
.
Nesta espera entreguei meu coração ao destino
Senti um esvoaço, qual mensagem em desatino
  Neste murmurar a tua chegada é a recompensa  
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Cidália Ferreira.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Coisas de uma vida. Saudade...

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Caminho, procurando atenuar a saudade
Os passos são meu alento que não causam cansaço 
Iluminas meu dia quando apareces de mansinho
São tuas palavras, o elixir, mas na verdade
A saudade permanece no meu peito que guarda
Sempre os melhore momentos que traçam o nosso caminho
.
Dá-me um sinal de ti, atenua a minha dor
Estás no meu coração noite e dia, qual flor,
.
Uma palavra tua, de carinho, me reconforta, são
Momentos de solidão onde tantas vezes anseio  
As verdadeiras palavras, podem doer, nada importa
.
Volta ao meu cantinho, tira-me deste tormento
Ilusão da minha mente que te espera com amor
Dou a vida, se preciso, para a tua protecção, 
Amando, de forma estranha. Coisas do meu coração.
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Cidália Ferreira 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Ao entardecer...

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Quando ao entardecer  remexo sentimentos
Que me levam a vaguear por encruzilhadas
Soltam-se em pura  liberdade os momentos
Em que recordo as manhãs tão orvalhadas  
.
Ao entardecer esperava-nos um banco vago
Onde tantas vezes sobre as nossas emoções
Deixávamos os lábios se tocarem em afago
Mas o sol desapareceu e deixou recordações
.
Na esperança do sol voltar, num amanhecer
As árvores são o alento para não esmorecer 
Onde cada ramo são memórias de uma vida
.
Passe o tempo que passar, a saudade aumenta
Olho o banco vazio, o passado me atormenta 
Mas neste entardecer,  tua falta é tão sentida.
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Cidália Ferreira

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Nos dias cinzentos em que o sol não abre

Foto de Cidália Ferreira.
Nos dias cinzentos em que o sol não abre
Nem o meu sorriso se manifesta,
Apenas lembranças, palavras banais 
Aquelas, que fazem falta ouvir
Para que meu coração consiga sorrir
Em dias que amanhecem nublados 
Onde és o meu sol, e muito mais, 
.
Nos dias cinzentos em que te espero
Porque ao meu sentir fazes falta
Tal como o sol para me aquecer
Que não aparece quando mais preciso,
Cresce em meu corpo uma revolta
Por não conseguir fortalecer
A cumplicidade existente à nossa volta,
.
Nos dias cinzentos em que a tristeza chega
Estão meus olhos cansados de esperar
Talvez lacrimejados pelas lembranças
De outrora, que me traziam esperanças 
De coração cheio, quantos sentimentos, 
Era o sol que iluminava o meu ser
Agora, o cinzento do dia me desassossega.
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Cidália Ferreira 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Vives no meu olhar, que tanto ama em segredo

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Alcançam mistérios e sentimentos em silêncio
Meus olhos, que te  oferecem pequenos nadas
São os gestos do olhar, reflexões apaixonadas 
Que se escondem  nas palavras que pronuncio
.
São tantas as palavras que te quero murmurar
Mesmo que entendas meus  gestos, nada chega
Ao desejo que sufoco, mas que me  aconchega 
Saber que ainda existes em mim, vai perdurar 
.
Vives no meu olhar, que tanto ama em segredo
Esvoaçam aves, mensageiras de tantos desejos
É brisa que acalma o mar revolto, doces beijos
Alguns dados no silêncio do meu olhar, a medo
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Cidália Ferreira.