sábado, 24 de setembro de 2016

Passaram sete anos ...

 "24 de Setembro de 2009 pelas-18H25 m" 
Passaram 7 anos, desde então, parece que nunca mais fui a mesma! Aprendi muita coisa, passei por muita coisa, e claro, fiquei velha para arranjar trabalho. Confesso que me cansei de andar à procura e ouvir sempre a mesma conversa, (a idade...). A vontade de sair e de me arranjar é nula. Ouvir no seio familiar certas palavras, doem, doem tanto que dão revolta... quase sempre quando saio, é por favor...

Por vezes interrogo-me, o que fiquei eu a fazer por cá? Estou cansada, talvez desiludida com muita coisa. "Apesar de agradecer todos os dias pelo facto de estar viva e "perfeita-dentro da possibilidade" e porque penso nos meus filhos e netas". Mas, penso também que, já pouca utilidade tenho, para a nossa sociedade.

Existem fases da vida, em que a escuridão toma conta na minha alma e a tristeza domina o meu coração. Neste momento, olho o espelho, e não gosto daquela imagem. É apenas uma questão de tempo. 

Desabafo, apenas desabafo. AQUI
Bom fim de semana, repleto de paz. 

Cidália Ferreira.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Ele chegou sorrindo, olhei, era o Outono

Resultado de imagem para imagens praia e outono
São dias quentes em decrescente beleza
As noites longas, as manhãs orvalhadas
Folhas cansadas são coisas da natureza 
Caiem lentamente tão belas amareladas 
.
Dias de tristes  tempestades e ventanias
Sol que se afasta de tudo tão lentamente
Dá lugar às chuvas, neura dos meus dias
Quando o sol se despede constantemente
.
Ele chegou e se instalou, qual  majestade 
Que tem lugar cativo em  tão altivo trono
Dá-nos momentos mistos de  diversidade  
Ele chegou  sorrindo, olhei, era o Outono
****
Cidália Ferreira 

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

São meus sonhos, momentos saudosos.

Não te toquei, mas meus olhos sim
Olharam-te por inteiro com restrição,
A meu lado sentia-te sensual
Minhas mãos apreensivas, quietas
Tinham a tentação de percorrer tuas curvas,
Minha mente obcecada, carente
Procurava nas entrelinhas da escuridão
O carinho que muitas vezes rejeitas
Como num mero sonho de tentação,
.
Não te toquei mas apeteces-me
Como me apetece dar-te um beijo
Sussurrar-te palavras de perdão
Dar meu corpo perfumado aos teu lábios
E abraçar este sentimento de desejo
Que é o mais desejado dos sábios,
Neste sonho que apertou meu coração
Deixou uma tristeza em meu rosto
E a vontade de abraçar-te contra mim,
.
Meu desejo é nunca te perder
Poder dar-te momentos calorosos
Mergulhar contigo num sonho de prazer
Entregar-te meu corpo por inteiro
Sentir teu toque, de amor primeiro,
São os meus sonhos, momentos saudosos.
***
Cidália Ferreira.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

A lua apareceu e tomou conta da noite fria

A noite era ainda criança mas esta ansiedade
Apertava dolorosamente meu peito sufocado
Nem as estrelas que pareciam solidariedade 
Consolavam meu coração, parecia magoado  
.
A lua apareceu e tomou conta da noite fria
Limpou-me as lágrimas e fiquei em silêncio
Olhei as  estrelas com a devoção  de um dia
Me encontrar com a verdade que presencio 
.
No sossego da noite vagueiam pensamentos
Caem lágrimas e silênciam-se os  tormentos 
Dentro de meu peito em  chamas de tristeza
.
A lua iluminava o meu caminho que a seguir 
Mostrava a noite calma. Haverei de conseguir
Superar esta ansiedade, que é minha fraqueza
****
Cidália Ferreira.

sábado, 17 de setembro de 2016

Vagueavas em meu corpo, doce desejo

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Vagueavas em meu corpo, doce desejo
Por entre sentimentos contidos
Absorvias como pingos de amor
Meu corpo de mulher imperfeita
Ficando atraído pelos sentidos
Cheirando meu corpo a perfume
Qual melodia com cor,
Sussurravas as palavras mais doces
Onde deixavas escapar teus anseios,
Até os nossos corpos em uníssono
Escutarem a voz do coração
E se deixam embalar pelos beijos,
.
Vagueavam pelo meu silêncio
Todas as palavras que me escreveste
Foram deixadas no meu cantinho
Aquele, que nunca esqueceste,
São as glórias do nosso caminho,
Nas orlas de meu corpo faminto
Onde me exponho com sensualidade
Esperando ser teu sonho, ou realidade
Sussurramos as palavras mais lindas
Que para sempre serão infindas,
São coisas que nos fazem sonhar
E nos deixam com vontade de amar
***
Cidália Ferreira

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Iluminam meu coração os reflexos do teu olhar

Os dias fecham-se deixando a alma em tristeza
A  chuva mostra-se, traz consigo  a melancolia
Nas entrelinhas ficam sentimentos de incerteza
Como gotas que escorrem pelas ruas da agonia
.
Aragem fria, sensação de meu corpo tremendo
Adivinha o afastamento  dos dias de felicidade
Pela vidraça observo o silêncio. Está chovendo
São gotas que me lavam a alma em serenidade
.
Iluminam meu coração os reflexos do teu olhar
Lembranças que me deixaste, como luz do luar 
És a luz que me protege das nuvens carregadas
.
Cai a chuva remexendo os sentimentos de alma
Melancolia e tristeza em afastamento de calma 
Pela vidraça, recordo as coisas desassossegadas. 
****
Cidália Ferreira 

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Em passos lentos, desassossegados

Em passos lentos, desassossegados
Numa procura de desejo constante
Ficam pegadas, um rasto de mim
Pelo no areal molhado, quase no fim
Procurando momentos que ficaram para trás,
Olhando o ontem, pensando no hoje
Lembrando que o amanhã não será assim,
Nesta procura olho o horizonte
Apenas as nuvens em tempo distante
Nos abraçam memórias do passado
Deixando a sensação da saudade...
.
Nestas pegadas há uma certeza
Que este encontro tão desejado
Ficará para sempre gravado
Nas memórias de quem caminha,
Cai o dia, apenas o silêncio
Se faz sentir entre pensamentos
Onde a brisa são fragmentos
Das ondas que acalmam o mar,
As gaivotas testemunham momentos
Desta caminhada onde há esperança
De um dia nos podermos encontrar.
***
Cidália Ferreira,