11 de setembro de 2022

Um presente que viaja ao passado...



Fomos para a terra, vindimar
Estavam as videiras carregadas
Uvas maduras, encanto no olhar
Depressa começaram a ser cortadas
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Cachos brancos e cachos tintos
Alegria... sempre boa disposição
E jamais ficaríamos famintos
Porque, quase servia de refeição


Os baldes cheios enchiam os sacos
E mais umas videiras vazias
Acusar cansaço era para fracos
Diziam os antigos, palavras sábias
.
Ao finalizar o trabalho, com alegria
A que todos nos propusemos
No trator se carregou, ainda era dia
No lagar se descarregou como pudemos
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Agora... já pisado... bem se diz
Quanto mais se trabalha mais se tem
Dores no corpo, e não é de aprendiz
Mas com o tempo ficará tudo bem.

Uma passagem verídica e presente, que me faz sempre viajar ao passado. Assim foi o meu dia 9 ... Bom Domingo
_____Cidália Ferreira.

10 de setembro de 2022

Enquanto as ondas dormem no mar

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Ouço...a agitação das ondas, além
Algures, vincada aos meus sonhos
Sinto a brisa tocar nos meus olhos
O sonho agitado, de tanto que tem
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Noite agitada, pelo silencioso sono
Enquanto as ondas dormem no mar
Acordo... e com um sorriso no olhar
Adormeço, para que volte o outono
.
Já se sente, na melancolia dos dias
E dos sonhos agitados com o vento
Fazem sumir, folhas velhas, vadias
.
E no mergulhar de um sonho sereno
Mesmo, que o silêncio, seja sedento
Sinto...a agitação do mar, em pleno.
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Cidália Ferreira

7 de setembro de 2022

O barulho agradável, relaxante,

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As primeiras chuvas são tão desejadas,
São aquelas que deixam exalação
O cheiro a terra molhada,
O barulho agradável, relaxante,
Um alimento para a terra sequiosa
Que se deseja, com calma, mas abundante,
Cada minuto que cai é abençoada
Pelo nosso desejoso coração,
E para que a natureza seja mais formosa
São as primeiras chuvas, tão desejadas...

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Cidália Ferreira

4 de setembro de 2022

Soltam-se raios de sol pelas fendas da manhã

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Passam densas nuvens, no alto da montanha
O sol rompe, e com a força da sua prontidão
Soltam-se raios de sol pelas fendas da manhã
Que se espalham pelo universo sem desilusão
*
São passageiras, mas nas manhãs atribuladas
Adensam-se e formam as angustias do desejo
Será só o nevoeiro das montanhas orvalhadas
Ou outras nuvens, que se formam em lampejo
*
Do alto da montanha onde a vista é emotiva
Sente-se na brisa, em mistos, de temperaturas
É uma sensação que desconforta a perspetiva
*
Podem, as emoções, serem donas das verdades
Serem o medo, ou a coragem, nas desventuras
Destas nuvens densas que mostram inverdades
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Cidália Ferreira

2 de setembro de 2022

De repente, existem nós que se soltam...

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A existência é feita de muitas razões
Inexplicáveis... por vezes
Quando, sem surpresas, dá voltas
Nos leva pelos caminhos de contradições,
De repente, existem nós que se soltam
Páginas que se repetem
E vidas, cheias, de tantas vozes
*
É da existência que se vivem as dores
Que se dorme e acorda, mas atenuam
Porque há razões que desconhecem pudores
*
As contradições aparecem sem querer
Mas nada, que as almas não esperem
E nos momentos mais melancólicos
Sente-se um mundo ruidoso a sofrer
Parece mentira, mas são caóticos
Os caminhos feitos de qualquer forma
É a existência da vida... não desesperem!
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Cidália Ferreira