10 de novembro de 2015

O vento passa e tristemente olho a ruela

Enquanto sinto na janela, o vento soprar
Recordo teu  retrato, entristeço o coração
Penso, a minha presença não te irá faltar
Mesmo sendo  desejo, loucura ou ilusão

Da minha janela as histórias que recordo
No seu interior, as paredes que não falam
De tantos momentos, de segredos, acordo
Enquanto olho de saudade lágrimas rolam

Sinto que  foges do  meu sonho de outrora
Sinto tanta falta do teu carinho,do passado
Sinto-te voar como o vento que faz lá fora

São tantas saudades deixadas nesta janela
Sinto de momento o coração amargurado
O vento passa, e tristemente  olho a ruela.
****
Cidália Ferreira 

8 de novembro de 2015

O sol brilhou, sorriu para mim.

O sol brilhou, sorriu para mim
Sorriu para as despidas árvores
E para um vento sussurrante 
Levando folhas coloridas
Pintadas em tom de outono
Mas sorriu com um frenesim,
Esplendoroso, tão saudoso
Que se entranha nos olhares
De quem sente a sua falta,
O Sol brilhou, sorriu assim
Como mensagem recebida
Saudade que já doía 
E o coração se aborrecia,
Tudo brilhou em meu redor
E em teu olhar que não vejo
Mas sinto que tem o desejo
De sentir o sol brilhar,
Meu coração quer-te dar
Em desejo, o meu beijo
Ficou repleto de esperança
Neste sol de perseverança 
Que chegou e sorriu para mim.
***
Cidália Ferreira

6 de novembro de 2015

Noite escura, caminho longínquo...

Noite escura, caminho longínquo, sem saída
Em que submeti o meu coração esperançoso
Nesta escuridão onde me sinto descontraída
Qual lua dourada, que te imagina grandioso

Olho a lua dourada, e espero-te  pela noitinha
Nuances bordam a lua de um sentimento puro
Na escuridão de um sossegado ermo, sozinha
Pensando na beleza do teu rosto, que procuro

Noite escura, só a lua, o silêncio faz-se ouvir
Não há estrelas para que possam fazem sentir
A tua ausência quando meu coração te espera

Sozinha caminho  em direcção ao teu mundo 
Iluminada pela lua, para  mim amor profundo
Neste caminho longínquo tua presença impera
**** 
Cidália Ferreira

4 de novembro de 2015

Tento subir...

Tento subir, degrau em degrau
Para alguém poder encontrar
Não encontro nem o vejo passar
Nem o sol me quer visitar
Não me aquece, sinto-o fugir,
Tento romper a imensidão
Do nevoeiro denso, tenho olhar
O céu não consigo alcançar 
Nem o seu azul a brilhar,
Espaçadamente quero subir
Subir a escada da vida
Mas o nevoeiro fica serrado
Não me deixa ir mais além
Impedindo que encontre alguém
Tento subir, tenho alcançar-te
Tento estar ao nível que pedes
Fazes de mim pessoa de bem
Desenvolves a minha pequenez
Tento subir depois e talvez
O tempo alise e eu possa ver
O sol a brilhar, tudo a fluir
E no cimo da escada, o teu sorrir.
***
Cidália Ferreira 

2 de novembro de 2015

Cai sem reparar nos danos de quem chora...

Cai sem reparar que provoca tantos danos
É tão turbulenta que destrói toda a beleza
Entristece os corações, sentem-se insanos
Escurece o caminhar por entre a natureza

Cai tristemente, enquanto  ali te esperava
Tão sozinha que  apenas a chuva se ouvia
Meu coração previa, ali não te encontrava
Apenas o vazio que  tristemente eu sentia

Cai a chuva, tu não vens, sabes que existo
Dentro de mim estás vivo, e não te resisto
Fico esperando mesmo com a tempestade

Cai sem reparar nos danos de quem chora
Tanta chuva, que ansiamos que vá embora
E possas vir encontrar-me, tenho saudade
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Cidália Ferreira