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Olhos vidrados, cansados,
tão pesarosos
Lágrimas de saudade que
libertam por ti
Por tudo o que me fizeste
ser, e ansiosos
Derramam os sentimentos, que já admiti
*
Fico na dúvida... mas
numa profunda dor
Arrepiam-me tuas palavras
saídas d'alma
Mesmo sabendo que são
meras de pudor
As lágrimas são
palavras isentas de calma
*
Olhar lavado, e vagueando
pela incerteza
Apaixonado pelo sentimento
do desígnio
Vivendo em sentido, e
exausta estranheza
*
Olhos negros, e saudosos...triste realidade
Quando, as palavras, são o
veraz declínio
Deixando na alma, o vazio,
da dignidade.
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Cidália Ferreira






