sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

A vida é um redopio ...


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Relembro palavras que o meu coração guarda
Arrumo-as na mente, que jamais se esquecerá
O bem que me fizeste e ensinaste, e resguarda
E jamais o sentimento do meu peito se abalará
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Palavras são  jóias, quando ditas com carinho
São o crescer na vida de alguém, que precisou
Quando os desabafos se cruzavam no caminho
E faziam reviver da vida, de quem dela chorou
*
A vida é um redopio, de sentimentos tão belos
Mesmo que o silêncio seja uma arte, do querer
E a saudade seja saudável e aromada de anelos
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Olhar de soslaio, sentindo o meu coração sorrir
Saber que existes na minha vida, sem eu sofrer
São lembranças, que o meu coração quer nutrir
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Cidália Ferreira

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Quando a saudade aumenta...

Quando o trabalho é muito
A responsabilidade chama
O tempo passa e escassa
O tempo não espera e passa
O entusiasmo inflama
O corpo não aguenta
A poesia acalma
Mas, não foge da minha alma
O coração medita e chora
Mas a saudade só aumenta
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Nunca esqueço quem me lê
Em palavras e trocadilhos
E os sentimentos por trilhos
Numa união intocável
Onde o coração obedece
Mas o cansado se apodera
E as palavras se fecham
Não é desculpa com isto
Cada um de vós merece
O carinho, genuíno e louvável 

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Cidália Ferreira

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

ÀS VEZES...

Às vezes pareço que ando no paraíso
Um paraíso que me eleva o pensamento
Que me alimenta o ego
Que me deixa um sorriso no olhar
Quando observo o brotar das flores
Quando nem sequer é primavera,
Às vezes, parece que tudo é argumento
Para deambular na natureza
Numa breve passagem, onde o sol brilha
E me vai alimentando nesta quimera
*
Às vezes, vejo nas flores, os amores
Como vejo os raios de sol,
As pétalas vermelhas que exalam
O mais íntegro aroma, a gentileza
O verde das ervas sacudidas pela brisa,
O calor prematuro, arrancando sorrisos
Numa natureza sem poluição
Onde, cada olhar meu tanto precisa
Que me aceitem como sou, e quero ser
Que é dar de mim, o pouco, sem retribuição
*
Às vezes, por aí, um abraço é tão pouco
Mas palavras são o conforto
Para quem vive só, num mundo louco
Quando encontro o desprezo em absorto  

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Cidália Ferreira

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Candura e entusiasmo de andar em liberdade

Foto pessoal... Neta- Maria.

O areal é o paraíso de quem por lá deambula
A cama, onde a água se recolhe na esperança
De acolher sorrisos e brincadeiras de criança
Num exímio entardecer onde paz se procura
*
Uma brisa inspiradora, acalmia do momento
Mar sereno, adormecido,  a brisa da maresia
As pegadas apressadas, brincadeira da maria
Enchem de orgulho os olhares de sentimento
*
Céu desenhado pelos dedinhos tão delicados
Candura e entusiasmo de andar em liberdade
Sob os olhares atentos, pacientes e aplicados
*
O areal bem propício a todas as brincadeiras
Grandes, ou Pequenos, ali deixam a saudade
De voltar, e ter as ondas como companheiras
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Cidália Ferreira

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Não peco por gostar de ti...

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Não peco por gostar de ti, tal como és
Tal como, o mundo, te trouxe até mim
Num dia intenso, sol, outra primavera
Sem densidade, envolto ao olhar revés
Gostar de ti nas ausências. Porque sim
Porque sinto meu coração na quimera
*
Não peco em gostar de ti... é saudável
Traz-me o devaneio à mente. Desvario
Porque me dedico às coisas por inteiro
Mas confesso que no momento estável
A saudade instala-se e tem destinatário
Porque, tens sempre, um lugar primeiro
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Cidália Ferreira

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Quando vens o teu silêncio é notado

Sou o sentimento envolto do silêncio
Sou, a saudade transformada
Sou a ave que voa sem destino
Sou o coração derretido como a água
Sou o que quiser, e quando apaixonada
Me envolvo na minha solidão
Sou os dias que passam a correr
Sou como sou, num honesto coração
*
Quantas gotas saem, saudade que sinto
Quantas vezes te espero, a sofrer
Quantas vezes olho para o vazio
Quantas vezes te disse que não minto
Quantas vezes te vejo sem te ver
Quantas! São tantas as vezes que não vens
E quando vens o teu silêncio é notado
*
Olho pela janela, o céu está nublado
Sinto a saudade bater-me no peito
Sinto, que te afastaste do meu leito
Num silêncio, que me tem magoado.
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Cidália Ferreira

sábado, 8 de fevereiro de 2020

Pensamento relaxante...

Debaixo para cima e assim surge a beleza
O encanto, d'um refrescante dia solarengo
O perfume que brota a saudável natureza 
Quando nela me encanto, alegre e vivendo
*
Ramagens com estórias, em folhas caídas
Dando lugar a outro verde noutro encanto
Gerações que passaram de vidas já vividas
E por vezes, deixaram pessoas num pranto
*
Reparo o céu tão límpido de sol cintilante
A brisa natural de uma serra cheia de tudo
Imagino, o silêncio em volta, mas contudo
Permito, que o pensamento, seja relaxante
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Cidália Ferreira