Às vezes pareço que ando
no paraíso
Um paraíso que me eleva o
pensamento
Que me alimenta o ego
Que me deixa um sorriso no
olhar
Quando observo o brotar das
flores
Quando nem sequer é
primavera,
Às vezes, parece que tudo é
argumento
Para deambular na natureza
Numa breve passagem, onde o
sol brilha
E me vai alimentando nesta
quimera
*
Às vezes, vejo nas flores,
os amores
Como vejo os raios de sol,
As pétalas vermelhas que
exalam
O mais íntegro aroma, a
gentileza
O verde das ervas sacudidas
pela brisa,
O calor prematuro,
arrancando sorrisos
Numa natureza sem poluição
Onde, cada olhar meu tanto precisa
Que me aceitem como sou, e
quero ser
Que é dar de mim, o
pouco, sem retribuição
*
Às vezes, por aí, um
abraço é tão pouco
Mas palavras são o conforto
Para quem vive só, num
mundo louco
Quando encontro o desprezo
em absorto
****
Cidália Ferreira









