sexta-feira, 31 de março de 2017

Entre os silencios de uma natureza tão calma

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Entre os silencios de uma natureza tão calma
Onde meros pensamentos atravessam a ponte
Não há distância que defina o meu horizonte
Enquanto olhar em verdadeiro estado d'alma
.
Serenam as águas, silenciam-se os momentos
Olham-se as árvores, contempla-se a destreza
Das águas que correm sem qualquer ligeireza
No silêncio, o balsamo de nossos sentimentos 
.
Em cada margem que avisto, um carinho meu
Em cada ramo, um pensamento, qual renascer
Como o sol que espreita ligeiro, ao amanhecer
E nos dá vida, porque meu sentimento é o teu
****
Cidália Ferreira.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Cada pétala minha, a ti pertence.

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Como desfolhar pétalas de um malmequer
Se não sais do nobre meu pensamento,
São como as raízes que alastram meu corpo
Incondicionalmente permanecem
Do amor que te sinto no momento,
Não será um desfolhar qualquer
Mas são pétalas perfumadas que se vão
E me ficam gravadas no coração,
.
Como desfolhar o malmequer se o guardo
No cofre onde a chave te pertence
Posso abri-lo, olha-lho com carinho
Deixar falar a voz do meu silêncio, 
Desfolhar, recordar cada pedaço nosso
Seguir as coordenadas do caminho
Sem perder o cheiro do perfume
Pois cada pétala minha, a ti pertence.
***
Cidália Ferreira.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Na incerteza de um caminho melhor.

Na incerteza de um caminho melhor
Vagueiam tristes  meus pensamentos
Tudo parece tão cinzento, pormenor
Que meus  olhos vêm sem tormentos
.
Nada mais certo tenho neste olhar
Quando espero a vida sem certezas
Nada mais importante  que  chegar
Ao teu coração e eliminar tristezas
.
Na incerteza, vagueia meu coração
Por longos caminhos, pura emoção
Mas que passam e não voltam mais
.
Nada mais certo tenho nesta espera
Quando  na razão, o coração impera
E meus sentimentos continuam leais
****
Cidália Ferreira.

sábado, 25 de março de 2017

Eras parte do meu sonhar, acordada .

Eras parte do meu sonhar, acordada 
Quando olhava as paredes do quarto vazio
Imaginava-te, deslumbrava minha mente
Esboçava um sorriso desejoso
Enquanto lá fora, a chuva caía,
Sonhava acordada, o teu corpo beijava
Minhas mãos tocavam-te, um arrepio
Era felicidade na ponta dos dedos,
Eras tu, o causador de meu sonho tão frio
.
Meus lábios sussurravam docemente
Queriam ser, donos da nossa verdade
Queriam beijar-te sem ter medos,
E neste sonho duma noite mal dormida
Sentia a frieza do quarto vazio
E apenas a cumplicidade, 
De um sonho que não existia,
Mas ficaste preso ao meu corpo somente
Porque eras parte do meu sonho, irreal
***
Cidália Ferreira.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Numa observação para lá de uma vidraça

Foto de Cidália Ferreira.
(Imagem minha ) 
Quando em viagem se sente a melancolia
Dos dias revoltados em tristes momentos
Seguem viagem, inseguros pensamentos
Deixando que a tristeza olhe em rebeldia
.
O meu pensamento olhava, triste imagem
Apenas o vidro separava as ondas do mar
Queria poder sentir no meu coração, o ar
Vindo daquela sombra em bela miragem 
.
A viagem seguia, a chuva teimava em cair
O meu olhar na escuridão tentava abstrair 
São tantas, as tristezas que viajam comigo
.
Numa observação para lá de uma vidraça
A chuva, o vento, soprando em desgraça 
E nesta viagem triste, melancólica...Sigo 
****
Cidália Ferreira.

terça-feira, 21 de março de 2017

Quem me dera...

Quem me dera saber escrever
Umas linhas em poesia
Contaria a tanta gente
O que meu coração presente,
Sofre de noite e de dia
Por quem ama e não esquece,
Porque sendo ou não poeta
Toda pessoa merece
Uma vida com alegria
Sem ter que fingir a dor
Que na realidade sente
.
Mas como não sei escrever
Aqui fica a minha dor
Fingir eu não sou capaz
Porque meu chora coração,
Refugio-me na saudade
Escrevo palavras em vão
Que não serão em demasia,
Caem lágrimas de ansiedade
Voando em liberdade,
São partículas do meu amor
Que saem, com se fosse poesia
***
Cidália Ferreira

segunda-feira, 20 de março de 2017

Meu olhar atravessa margens do infinito

No silêncio das águas  deixo meu olhar
Por tão bela  paisagem onde me refugio
Sinto o murmúrio das águas a orvalhar
E sobre a minha  alma serás meu elogio
.
E no meu silêncio um céu tão carregado
De tantos, pequenos nadas, não importa
Teu coração será meu segredo guardado
E o teu silêncio, não me fechará a porta
.
Meu olhar atravessa margens do infinito
São as águas, testemunhas do meu grito
Onde  liberto as mágoas do meu coração
.
No meu silêncio deambulam sentimentos
 O meu coração emociona-se, são lamentos
De quem no silêncio te olha, com emoção.
****
Cidália Ferreira