Murmurava o mar tão revoltado
As ondas agitadas se desfaziam
Nos rochedos já cansados de tanta
espera,
Eu olhava esta revolta e em silêncio
Escutava o barulho que ensurdecia,
Meu coração tremia em desalento
Pela revolta que deste mar assistia,
Entrestecida, em revoltado momento
Sentindo meu coração, assustado
.
Na turbulência das águas revoltadas
Deixo que meu coração fale sozinho,
E na saudade deste mar apaixonado
Onde outrora me entregaste teu carinho
Em areais, agora desaparecidos
Apenas rochedos murmuram baixinho,
Nesta revolta onde somos tão parecidos
Só o mar pode ser meu concelheiro
Indicando ao meu coração, o caminho.
***
Cidália Ferreira









