segunda-feira, 8 de junho de 2015

Procurava no borbulhar da ondulação.

Procurava, no  borbulhar da ondulação
Pedaços de  carinho que um dia recebi
Mas que  se apagaram, foi  mera ilusão
De  uma  aragem passageira vinda de ti
.
A  lua esconde-se atrás das tempestades
Vê  passar as nuvens carregadas e tristes 
Brilhas para mim quando sentes saudades
E num sorriso que  me laçaste, sumistes 
.
Aprecio o brilhar  das águas  que dançam
Meus olhos tristes olham  não se cansam 
De  imaginar momentos, pura fragilidade
.
Recordo grandes momentos que me doem
E meus  pensamentos que só  me corroem
Tristes recordações...para mim é crueldade. 
***
Cidália Ferreira

domingo, 7 de junho de 2015

Procurei nas páginas esquecidas.

Procurei nas páginas esquecidas
Já escritas e arrumadas 
Pelo teu nome
Que a tempestade levou,
Encontrei um canto em branco
Onde podia escrever
Pedaços dos meus desejos
De te sufocar com beijos
E provar do teu prazer,
Por entre todas as escritas
Antigas mas verdadeiras,
Mas a janela fechou
Deixando uma fresta aberta
Para poder respirar,
E na minha janela deserta
Imagino à minha beira
Teus sorrisos, carinhos, desejos
Em momentos de lealdade,
Nesta página já esquecida
Onde a esperança é amarrotada
E se sente esmorecida.
***
Cidália Ferreira

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Regresso ao local onde deixei meu pensamento.

Regresso ao local onde deixei o meu pensamento
Pela areia molhada com brilhos de raios dourados
Caminho serenamente sem desfrutar do momento
Que meu coração anseia, como beijos açucarados

Flutuam os pensamentos em ondas que se afastam
Acalmam no seu esplendor, como o dia que acabou
Sussurros feitos às ondas, são momentos que calam
Meu coração  insatisfeito que procura o que deixou

Nas caminhadas incertas ficam marcadas na areia
Pegadas de um sentimento, procurando a verdade
Mas que as ondas levaram, meu coração devaneia

Olhar o horizonte e ver pedaços do nosso carinho
Perdidos na incerteza, mas que deixou na saudade
Que alimenta o meu eu e me faz seguir o caminho
***
Cidália Ferreira

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Sinto que morri por dentro.

Sinto que morri por dentro
Que perdi todo o encanto
Não me consigo reerguer 
Desta dor que me domina 
Que me atirou para um canto
Ficado sim... sem querer.
.
Sinto-me como uma árvore
Ao deixar cair suas folhas
Velhas, ressequidas, cansadas
De quando e vez são pisadas
Porque farão suas escolhas.
.
Franqueando pouco a pouco
Pela mágoa e desilusão
Que solto o grito mais louco
De dentro do meu coração
Que outrora foi encanto, agora
Sinto que morri por dentro
***
Cidália Ferreira.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Mágoa de um sol que se esconde de mim.

Mágoa, de um sol que se esconde de mim
Que aparece, tão tristemente e desaparece 
Quais ondas dispersas molhando-me assim
Salpicando meu rosto que alguém esquece
.
Pelo areal deserto, sem destino, à procura
De um pedaço de mim, que alguém levou
Choram meus olhos em coração de tortura
Sussurrando às ondas que tristemente amou
.
O sol foi-se embora deixou-me a tristeza
E meu coração em momento de fraqueza
Imaginando, que  amanhã sinta  teu odor

Ondas tristes, banham meus pés descalços
Nunca se cansam de ultrapassar percalços 
E na mágoa, um sol que se foi, ficou a dor
****
Cidália Ferreira.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Feliz dia mundial da Criança

Hoje...Dia mundial da criança
De olhar para o lado, ter confiança
Não só hoje, mas sempre
Pensar, reflectir, ter esperança 
Que o amanhã seja diferente
Que todas as crianças sejam iguais
Sem preconceito de raça ou cor
Sem explorar, violar, nem maltratar
Como tantas crianças que sofrem,às mãos
Dos seus próprios progenitores,
É preciso mudar e respeitar
A inocência de tantas crianças
Que lutam para viver
São maltratadas
Deixam de ter alegria no rosto
Simplesmente vivem para sofrer,
São as crianças que sofrem hoje
Que viverão os traumas do amanhã.
É preciso mudar com perseverança...
Viva o dia Mundial da Criança.
***
Cidália Ferreira.

Olho a lua enquanto espero.

Olho a lua enquanto espero
Em praia de ondas revoltas
Com meu coração de esperança
Que espera, e não se cansa,
E enquanto tu não chegas
Vou apreciando as ondas
Que parecem sussurrar
Ao meu coração de criança
Com seu lindo borbulhar,
Sinto salpicos no rosto
Respiro fundo seu cheiro
Enquanto me lembro de ti,
Do momentos, das promessas
Das palavras mais perversas  
Das zangas, meras conversas
Que fazem chorar meus olhos,
Olho a lua e tu não chegas
Meu coração entristece 
Por não ver, quem não esquece
***
Cidália Ferreira.