terça-feira, 30 de junho de 2020

Quero de volta o meu silêncio...

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Quero de volta aquele meu silêncio
Onde apenas o ruído dos meus dias
Era meu companheiro, mas fictício
Onde vagueava por outras fantasias
*
Dias, angustias, mas num mesclado
E com carinho abria a minha janela
Num sopro matinal em som rasurado
Via as tuas mensagens. Vida tão bela
*
Quero olhar a lua sozinha, e escrever
O livro da minha vida para continuar
Mas, preciso do silêncio, para reviver
*
Quero de volta, as estrelas da solidão
Quero o meu recanto para me atenuar
E ser iluminada, pela lua, sem ilusão
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Cidália Ferreira
🌹

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Existem cansaços que atenuam


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Domingo. Calor. Praia. Mar, e meditação
Também dia da família, alegria
Conversas, e sorrisos de ocasião
E esforços que se transformam em magia
*
Existem cansaços que atenuam
Quando o peito se enche de orgulho
Existem tempos que não mudam
O meu jeito de ser, onde mergulho.
*
Pode este cansaço em mim vencer
Posso andar perdida no tempo
Mas enquanto o coração me obedecer
Não abdico dos meus por nenhum momento
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Cidália Ferreira 
🌼🌼

domingo, 28 de junho de 2020

Preciso ...

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Preciso escrever o que meu coração dita
Preciso soltar, todas as minhas teimosias
Preciso do abraço apertado na tua escrita
Preciso de tudo o que são meras fantasias
*
Preciso de viver, e amar no meu segredo
Preciso chorar para que a alma se liberte
Preciso da presença, do afago sem medo
Preciso de escrever, mas sinto-me inerte
*
Sinto-me um turbilhão, à deriva no mar
Sinto, que não consigo falar, nesta hora
Sinto-me absorta, pelo momento cismar
*
Sei, que escrevo o que não devo, porém
Espero...que o triste lamento vá embora
E eu consiga falar sem magoar ninguém
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Cidália Ferreira

sábado, 27 de junho de 2020

O tempo corre e não espera por mim.

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O tempo corre e não espera por mim
Não me devolve o passado
Não me deixa ficar no presente
E corre feito bola de fogo,
Um fogo que não será bem assim
Quando o sentimento se sente magoado
O coração emudece, não mente
Falta a força, de uma vida, em desafogo
*
O sol nasce numa quimera de instantes
E toda a minha força se esvai
Mas quando olho em meu redor
Existe natureza em minha companhia
Que alimenta o sentimento de inconstantes
E me devolve algo que me atrai
Que me faz agarrar a vida com fervor
Porque, existirá sempre, um outro novo dia.
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Cidália Ferreira

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Sinto em mim uma força interior

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Sinto em mim uma força interior
Que me eleva o sentido ao limite
Sinto que absorvo este esplendor
Que o mar na sua força transmite
*
É neste mistério que me deixo ir
E, nas ondas revoltas me inspiro
Absorvo a maresia e adoro sentir
Quão bem fazem quando admiro
*
Deambulo serenamente, imagino
Quantas vidas aqui se renovaram
A força das ondas o mero destino
Onde sinto que vidas se elevaram
*
Fecho os olhos, ouço o murmurar
Sinto os salpicos na tez perfumada
Recarrego a energia no meu olhar
Onde fiquei tantas horas encantada
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Cidália Ferreira.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

São sinais do tempo, de tormenta

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Numa vida vivida com pressa
Todos os sonhos queremos alcançar
Queremos subir, sobressair
Queremos viver intensamente
Numa vida cheia de correrias
Onde os sorrisos parecem brilhantes
Nunca notando que nos foge o tempo
*
Somos, por vezes, tão desatentos
A quem pode precisar de nós
Ignorando tantas vezes o tormento
Deixando que o cinzento sufoque
Quem não consegue partilhar
Deixando que a mente doente
Seja o final infeliz dos nós na alma
*
São sinais do tempo, de tormenta
A displicência da vida amarga
Que se esconde num mero sorriso
É querer chegar, e não conseguir
Subir os degraus sem saída
O sentido de elidir a própria vida.
Num silêncio que ninguém entende.
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Cidália Ferreira.

Adeus; Pedro Lima 🙏💙

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Esperei em segredo na fantasia do amor ...

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Esperei o tempo todo em lugar incerto
Em segredo, para limpar a minha alma
Que, de tanto amor que guarda, acalma
Mas fisicamente sinto-mo num deserto
*
Escorrem salpicos de lágrimas carentes
São tantas as saudades d'minha solidão
De outros tempos, onde o céu era ilusão
Os sentimentos eram puros, imponentes
*
Em céu nebuloso as mensagens alertam
Nas mãos o meu coração, frágil, sereno
Que emudece nas saudades que apertam
*
Esperei em segredo na fantasia do amor
Olhando o céu matizado, em tom ameno
Que rejubilou o meu sentimento sem dor
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Cidália Ferreira

domingo, 21 de junho de 2020

Protejam-se. Bom Domingo.


Há dias assim. Desejo que todos vós tenham um Domingo repleto de coisas boas.  Que a felicidade inunde o vosso/nosso coração.  Sejam felizes e protejam-se.
Com flores Feliz Domingo Bom Dia 76 | Bom dia com flores, Domingo ...

Cidália Ferreira.

Sonho fracassado ...

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Segui o instinto de mulher, amarga, madura
Fui andando, até ao anoitecer, desamparada
Num tempo, que surpreendeu a madrugada
*
Fui mulher amada em sonhos dum passado
Fui a aventureira das minhas fraquezas vãs
Fui tantas vezes pilar, dum caso fracassado
*
Fui ficando sozinha, entre sonhos, tão reais
Amei como nunca amei ninguém, mas sofri
Nunca deixei que tirassem de mim os ideais
*
Segui o luar, até ao horizonte que terminou
A brisa soprava, parecia magia desesperada
Era um presságio que em mim se apoderou
*
Ser mulher é ser a força vital, nunca desiste
Mesmo quando a luta se faz de palavras sãs
Seguir o caminho pode ser duro, e não triste
*
Segui o meu instinto com alguém no coração
O segredo bem guardado, que à lua transmiti
Numa madrugada, foram os sonhos, a ilusão
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Cidália Ferreira.

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Mergulhada nas águas do desejo.

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Mergulhada nas águas do desejo
Vestida, perfumada
Coberta de meras ilusões
De alma leve, e liberta
De tantas desilusões, e do nada
As promessas, de um ilusório beijo
Não passam de meras recordações
*
Existem as estrelas que me seguem
Outras, que deixo para trás
As escolhas são como lume
Que queimam por dentro e por fora
Quando vivo num tempo sagaz,
Existem queixas, os tempo correm
Deixando o inevitável ciúme
*
Quantos sonhos tenho guardados
Quantas cartas eu te escrevi
Umas lestes, ou ignoraste
Libertei-me, mergulhei, pensei
O quanto desejaria ter-te aqui,
Neste mergulho, sonhos abençoados
Mas que um dia, prometeste e faltaste.
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Cidália Ferreira

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Escrevo ao anoitecer, quando me visitas

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Tento escrever, para saber o meu futuro
E saber se me sabe responder a verdade
Quero viver na certeza, e com lealdade
Para saber se paro... ou se, me aventuro
*
Tento escrever palavras meigas, a quem
De tudo faz para que me sinta realizada
Mesmo, que nesta mudez não diga nada
Sei que todas as palavras vão mais além
*
Vão para além do inconcebível, tu sabes
E sabes, quão que me fazes bem à alma
Onde as lembranças em mim, são calma
*
Escrevo ao anoitecer, quando me visitas
Trazes contigo a meiguice, a companhia
E me enches o peito de orgulho e magia
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Cidália Ferreira

terça-feira, 16 de junho de 2020

Acordo abraçada pela nefasta melancolia

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Luto com todas as forças para aguentar
Para poder dividir-me de formas iguais
Para que me olhem, e sintam que amar
É para além de dar à luz, bastante mais
*
Pode o cansaço tomar conta do meu eu
As palavras ficarem retidas na garganta
Nem sempre este jeito faz parte do meu
Mas o amor tudo supera, e nada adianta
*
Acordo abraçada pela nefasta melancolia
Alma cansada, e feliz. Um misto de mim
Que tudo tento abraçar, parecendo magia
E esqueço-me, que a melancolia é assim
*
É dormir e acordar, mas nem sempre feliz
Desejar estar mergulhada no meu silêncio
Recordar as palavras que nem sempre diz
O coração cansado, que abraço, e silencio
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Cidália Ferreira

domingo, 14 de junho de 2020

No seu descanso...e até pró ano ...🍀

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Manjericos, em festas arruaceiras
São dos Santos Populares, portugueses
O Stº António, o das Raparigas solteiras
Casa ricos, pobres, e até os seus fregueses
*
Este ano não há festas...não há não
A culpa é, do Covid dezanove
Que se instalou, e nos roubou o chão
Deixando que o mundo se renove
*
Mas, haverá o pão nas sardinhas
As cervejas fresquinhas, e até o vinho 
Em cada canto haverão as vizinhas
Que cantam para alegrar o Santinho
*
Santo António, casamenteiro popular
No seu descanso...e até pró ano
Que não falte, a saúde, em cada lar
Porque a vida nos mudou o quotidiano!
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Cidália Ferreira___Bom fim de semana.

sábado, 13 de junho de 2020

Melancolia ...

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Nuvens carregadas, pensamentos mistos
Silêncio, ausência
Dor na alma
A solidão no auge da transparência
Água parada e sem imprevistos
Num padrão que me acalma
*
Escadas vazias, desgastas da vida
E uma árvore em embaraços
Um logradouro
Que outrora era de afectos, laços
De quem seguia uma viagem sentida
Agora, apenas um miradouro
*
Nuvens carregadas, densas águas
Sentimento vão
Melancolia
Onde sozinha desejo a solidão
Uma solidão sem mágoas
Mas que fazem renascer mais um dia.
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Cidália Ferreira.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Deambulando na frescura das manhãs...

28 caminhos mágicos que parecem saídos de contos de fada
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Palavras, poemas, sem rimas nem versos
Vagueiam-me na liberdade da mente, mas
Encontro árvores sem pássaros, nem cânticos
Para abençoar cada dia que nasce
Porque se vive da natureza, e da sua força
*
Vagueio nas palavras transformadas em magia
Em toda a liberdade que o meu olhar alcança
Quero sentir o perfume, fresco, das manhãs
Renovar as energias, que tanto preciso
E continuar a acreditar num amanhã melhor
*
É nas palavras que encontro a segurança
Quando nelas que acredito e dou valor
Vale a pena guardar as que me acrescentam
Para que vos possa continuar a escrever
Mesmo que sejam, versos rimados, ou brancos
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Cidália Ferreira

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Pele aveludada onde passeiam os sábios.

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Noite escura, ambiente calmo, e a fragrância
Corpos enlaçados, sonhos perdidos em beijos
Vozes que entoam, num labirinto de desejos
Onde as carícias são gestos...longa distância
*
Pele aveludada, deixando percorrer os lábios
Entre o medo e o receio, existe uma verdade
O sonho é a magia feita doçura, é a realidade
Desta noite calma aonde passeiam os sábios
*
Fragrância tropical, cálida, mas tão protetora
Que deixa qualquer dos sentidos, embriagado
Onde a qualquer momento me sinto sedutora
*
Noite escura na ilusão d'um coração solitário
Vagueando livremente num corpo aveludado
Dos meus sonhos que entrego ao destinatário
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Cidália Ferreira 

segunda-feira, 8 de junho de 2020

As nuvens são castelos, onde desejo viver

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No azul do céu, revejo a cor, do teu olhar
Sinto que as emoções me afloram a mente
Sinto-me como uma flor, pura, irreverente
Numa alegria que se sente, pairando no ar
*
As nuvens são castelos, onde desejo viver
Onde desejo deixar o coração, repousando
Mesmo que pressinta a agitação passando
Ficarei contemplando a cor do meu querer
*
No azul celeste, onde as flores são dádivas
Os arco-íris, será, a esperança que me guia
Mesmo que me encontre só, com nostalgia
O azul do céu será sempre, de expectativas
*
Na cor do teu olhar recordando outras vidas
E na flor, aquela saudade...ainda permanece
Nunca, outro alguém o meu coração merece
Nem que o céu, seja o fim d'minhas dúvidas
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Cidália Ferreira

domingo, 7 de junho de 2020

Preciso olhar nos olhos de alguém

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Mostro o meu lado mais sensível
O olhar tão distante
Entristecido
Galante
Que esconde não sei o quê
Nem porquê,
Talvez uma lágrima
Na transparência
Escondida na inocência
Me rasgue no sentido irreversível
*
Mostro no sentimento mais puro
O olhar, que sorri
Que chora
O que faz qualquer sinal
Dando a supor, que estou aqui
Me manifesto com o olhar
Onde
Tantas vezes me escondo
Das agruras que tentam magoar,
Preciso aliviar o olhar sem demora
*
Preciso secar as lágrimas escondidas
Do sorriso que me roubaram
De abrir o meu coração
Manter a respiração,
Preciso de olhar nos olhos
De alguém,
De alguém, que não existe
Talvez a mente se sinta bem
Neste meu olhar
Que pertence a todos, e a ninguém!
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Cidália Ferreira

sábado, 6 de junho de 2020

Estória esculpida no meu coração

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Descrevo-te, como uma estória do meu passado
Quando a solidão, eram paredes vazias, da vida
Eram silenciadas por palavras tuas. Mas ousado
Ficaste marcado no meu livro de vida, já vivida
*
Silenciosamente, apareceste-me e foste entrando
Foste ficando na minha vida qual livro de estante
Foste escrevendo comigo, a estória do entretanto
Assim marcaste a minha vida...e pareces distante
*
Descrevo-te como uma jóia rara que tanto estimo
Como o pilar de todas as horas, passado, presente
Que me protegia em momentos, era do teu íntimo
*
Cada página virada, tem uma nova vida e emoção
É um turbilhão de sentimentos, e que, eternamente
Ficas na minha estória, esculpido, no meu coração
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Cidália Ferreira

quinta-feira, 4 de junho de 2020

A esperança pode renascer no amanhã

"Imagem de Ana lobo"
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Tudo muda, tudo se modifica
O que ontem foi um turbilhão de momentos
Hoje é, uma luta constante
Um atropelo de gente sem noção
Que respiram como se este mundo
Estivesse, em movimento,
O mundo está meio suspenso
Seco, acabado, e triste
Mas a esperança pode renascer
Se cada um se fizer obedecer,
Porque nem uma semente desiste
*
A esperança pode renascer no amanhã
Quando tudo perece ter morrido
Nascem flores que perecem distantes
Explanado o que é da natureza
Abrindo uma brecha em cada coração
Reforçando a esperança que possa existir,
Pode um árido momento em manifesto
Ter o poder de florir com emoção
Para que o mundo possa recomeçar
Conciso, e muito devagar
Tudo muda, é preciso nunca desistir!
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Cidália Ferreira 

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Areia molhada, e um silêncio no coração.

[Imagem de Luísa Martins]
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Serenamente numa contemplação do imaginário
Onde se soltam as ondas tão calmas, já desfeitas
Sente-se uma brisa marinha, a beleza do cenário
Que assossega a alma de quem as sente, deleitas
*
Areia molhada, pegadas, um silêncio no coração
Alegria no olhar captando a beleza do horizonte
Não existe magia maior, que o sentir da emoção
E observar o pôr-do-sol, que algures se desponte
*
Serenamente e conversando com o companheiro
Mesmo que não te responda, mostra a felicidade
E, na importância que faz, a verdadeira lealdade
*
Praia deserta de gente, mas um mar conselheiro
E um certo alívio na mente, para reatar a labuta
Numa vida marcada pela diferença, em permuta
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Cidália Ferreira

terça-feira, 2 de junho de 2020

Queria ter o poder da bonança

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Queria ser outra vez criança
Que outrora cresceu
Sem mimos, sem beijos
Sem afectos
Sem brinquedos, sem estórias
Sem coisas banais
Apenas vivendo memórias
Sem que nunca houvesse fome
*
Queria ver as crianças, d'agora
A brincar pelos quintais
Bairros cheios
Brincadeiras originais
O jogo da macaca, do lenço
Até a corda saltava, era alegria
E o jogo das escondidas
Enquanto fosse de dia
*
As roupas sujas de felicidade
As desavenças
A união que nos fazia crescer
Os ralhetes, o respeito
As brincadeiras sem maldade
Onde tantas crianças juntas
Sorriam... choravam
Mas sempre crianças ao seu jeito
*
Queria ser outra vez Criança
Recuar no tempo, na aprendizagem
Queria ter o poder da bonança
Para, As proteger, da libertinagem
****
Cidália Ferreira