domingo, 30 de setembro de 2018

Emoções loucas, frenéticas...

Louco momento, era nosso devasso
Na escuridão existia uma libertação
Existiam os nossos corpos, colados
Olhares desafiantes, a terna emoção
Momento que ajustávamos o passo
*
Eram desejos, em ondas magnéticas
Que nos elevavam o ritmo do desejo
Onde os nossos corpos já fervorosos
Ritmados, emoções loucas frenéticas
Quando nossas bocas selam um beijo
*
Mas, apenas são devaneios tão meus
Longe está o teu corpo, ainda dorme
Na minha mente ficarás para sempre
No meu silêncio, eu agradeço a Deus
Por seres dono dum coração enorme.
****
Cidália Ferreira

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

A minha alma não mente...

Noite desesperante pelo perfume da manhã
Pensamentos exaustivos da minha carência
Ausência do teu sorriso que me acompanha
E a sombra do meu corpo em transparência
*
Sorrisos disfarçados, que meu coração sente
Quando não contem as lágrimas...da solidão
Não adianta paliar,  minha alma não mente
Mas refugia-se na sombra, eterna escuridão
*
E na inocência, onde te abro, a minha alma
Sou sempre a simplicidade, em voz contida
Sou a entrega, a força... Mas nunca a calma
Nesta noite desesperante, longa, tão sentida.
****
Cidália Ferreira.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Deambulando em teus bens...

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Neste turbilhão de calor inquietante
Sensações descontroladas
Suores saturantes, intensos
Amores contínuos, uma e outra estação
Que teima em nos oferecer a emoção
Dos dias longos em noites quentes
Que nos eleva o ego e sonhando
Nos conduz aos mais belos momentos,
E quando o mar é o encanto
Provocando nos amantes, o desatino
Sentimos a maresia em som contínuo
*
Neste turbilhão, fim de tarde, mar ameno
E um por do sol, que nos enche a alma
Por muito que te deseje, sei que não vens
Imagina, quão belo seria estar contigo
Ambos contemplarmos o céu, passando
Ver as aves tão belas, esvoaçando
E as nuvens trazendo a noite calma,
Sou eu, deambulando em teus bens
Neste turbilhão de inconstantes temperaturas
Seriam meus desejos, as aventuras
Se eu soubesse, que virias ter comigo.
***
Cidália Ferreira. 

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Nove anos... Viagem ao tempo...

Viagem ao tempo, no tempo que me resta. Onde tudo podia ser tão diferente, mas não foi. O fim quis aproximar-se de mim, mas contrariei-o. Lutei com as forças que tinhas até não podar mais. Reergui-me. Enfrentei o quotidiano! Se foi difícil, sim, foi! Sobretudo quando alguém me olhava em soslaio. Quando surgiam conversas em tom baixo para que eu não ouvisse, ou mesmo, quando me perguntavam...o porquê e como aconteceu?!...Quando nem sequer queria ouvir falar no tal dia trágico...

Por muitos anos que passem, este dia 24-09-2009, Pelas 18H25 jamais será esquecido, enquanto Deus me manter a memória activa. Graças a Deus e a todos os que estiveram a meu lado. Família e amigos, - poucos mas bons -, estou bem resolvida com este assunto... Apesar das cicatrizes me acompanharem para o resto da minha vida!
Considero-me uma pessoa feliz. Obrigado a todos os que me acompanham e me fazem feliz.

Cidália Ferreira

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Página autografada...[Poetizando e Encantando]

Recordava o livro que outrora me ofereceste
As mais belas trovas. Meras estórias de amor
Poemas sem rima, a candura onde renasceste
Onde me prendi à leitura com afago, glamour
*
Refugiei-me, e nas entrelinhas do pensamento
Sentia em cada palavra escrita a doce tentação
E das folhas, quase perfumadas de sentimento
Estavam palavras tuas matizadas de exaltação
*
Flores, lembranças, sorrisos. Momentos tensos
Abraços, e beijos de despedida...e lacrimejando
A emoção aos teus poemas, amorosos, intensos.
*
Na página autografada, teu nome, meu consolo
Naquele banco de jardim eu sorria, imaginando
É no teu olhar  sorridente, onde me descontrolo
****
Cidália Ferreira.


Fim de semana um pouco atribulado. Agradeço o convite deixado aqui no blogue, pela Profª Lourdes Duarte do blogue Poetizando e Encantando, para mais uma edição: Nr 54. Apresento a minha simples participação. Espero ser de vosso agrado. Obrigada. 

Um excelente Domingo para todos. 

sábado, 22 de setembro de 2018

Vagueando livremente

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Vagueando livremente em campos perfumados
Tapetes de lavanda, a flor da minha preferência
Abrir a alma e a mente, delírio dos enamorados
Nem que fosse no devaneio da minha inocência
*
Sentir o cheiro tão fresco numa manhã de festa
E libertar todos os pensamentos da minha alma
Sentir que o amor me prossegue e se manifesta
Por me proporcionar momentos de pura calma
*
Até nos dias tensos o encanto pode ser contigo
Contemplar tanta beleza alimenta meu coração
Soltar-me livremente, realizar um sonho antigo
Onde a fragrância em lilás me exaltou a emoção
****
Cidália Ferreira 

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Segredos, à lua...

Quero, contar os  meus segredos à lua
Em noite serena de pura tranquilidade
Quero tanto concretizar e na realidade
Que todos meus desejos nela se inclua
*
Quero assistir à noite em movimento
Sentir a frescura nas palavras mudas
Observar as aves tão belas, e sisudas
Em que o silêncio se torna tormento
*
Quero olhar a lua, contar um segredo
Desejo que seja, a minha mensageira
Mas de momento tudo parece enredo
*
Cai a noite, e emudeço o meu coração
Olho o beijo da aves, doce brincadeira
É a saudade do tempo da minha ficção
****
Cidália Ferreira

terça-feira, 18 de setembro de 2018

A lacuna na inspiração


Queria tanto ser o livro aberto
O pensamento constante, a memória
A página escrita do nada 
Mesmo que mude o rumo da estória,
Queria ser a palavra certa
Em cada momento da descoberta,
Mas sinto-me um livro entreaberto
A lacuna na inspiração,
Não sei se é cansaço ou obstrução
Apenas a mente não deixa
Que o livro se escreva em glória
*
Um livro aberto ou página em branco
Ficando as mágoas do coração,
Queria ser do livro, a mariposa
Dos sentimentos em liberdade
E neste pensamento bloqueado
Não tenho forças para escrever
Nem inspiração para sorrir,
Queria ser, apenas o livro certo
Para que me consiga exprimir,
E quando sentir que me vêm ler
Retribuir-vos-ei em palavras de saudade
***
Cidália Ferreira.

domingo, 16 de setembro de 2018

Sussurros do amanhecer... [ Poetizando e Encantando]

Ainda visito o mar esperando teu amor
Esperando, os sussurros do amanhecer
Mesmo sozinha aguentando minha dor
Esperando a companhia sem entristecer
*
Pétalas vermelhas, aromadas, desfeitas
São sussurros dum coração fraquejado
Quando sente as  ondas, que tu rejeitas
Ficam sentimentos soltos, meu amado
*
Esta tristeza que sinto é minha paixão
Só um coração apaixonado o entenderá
Porque me perco no areal e em reflexão
Sem saber, o que o futuro me reservará
****
Cidália Ferreira.

POETIZANDO E ENCANTANDO

Chegámos à edição 53, no blogue, Poetizando e Encantando. Cada semana um novo desafio. Cada desafio uma nova aventura, nova emoção... Assim vos deixo com a minha simples participação. Bom fim de semana a todos os que por aqui passam 

sábado, 15 de setembro de 2018

O calor do teu silêncio...

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É nas noites quentes que desejo o frio
O calor do teu silêncio,
Que desejo ouvir palavras sem rima
Sentir a tua alma em sintonia
E ouvir tua voz seleta,
Imagino, a musica entrando no coração
Ver o teu olhar comovente
Quando um simples beijo abre o desejo
E o desejo de construir palavras, num beijo,
Sentir o perfume da rosa caída
E imaginado nas pétalas a mera poesia
*
Desfolho notas dos meus pensamentos
Descubro um dos mais belos segredos
As notas de que nunca te escrevi
Mas que deixei em mero rascunho,
Nesta noite, vagueio silenciosamente
Recordando momentos sem fim
Daqueles, que jamais desejo esquecer,
Mas, para fortalecer os meus medos
Só o teu carinho me faz reviver
E num turbilhão de palavras, quero dizer
Que fazes, hoje e sempre... parte de mim.
***
Cidália Ferreira

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Do amor ao infinito ...

Caminho inquietada em direção ao infinito
Levo comigo as lembranças, meros segredos
Levo a alma em aflição, e levo meus medos
Momentos tão duros em que te sinto aflito
*
Até de mente mais atrevida, sou eu, assim
Nos instantes em que acordo eu pressinto
És meu... exímio sentimento, e não minto
Quando me inquieto nas palavras sem fim
*
Mas olho o horizonte, ignoro o precipício
Não tenho pânico. O amor será mais forte
E se, revirar o mundo fosse a minha sorte
Faria desta caminhada, meu ilusório vício
****
Cidália Ferreira.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

O Vazio da saudade...

Tenho saudades dos dias outonais
Das conversas secretas com a natureza
Das folhas caídas, envelhecidas
Das cores sortidas exalando beleza
Dos rios no meio termo, que encantam
Das águas que correm, sem destino
E se perdem nas margens do entretanto
Levando folhagens e muito mais,
Saudades, apenas a minha miragem
Enquanto a mente se envolve na aragem
*
Saudades daquele banco, agora vazio
Das conversas, em meras caminhadas
Sem horas marcadas,
Tenho saudades da minha solidão
Preciso de me encontrar, no meu eu
No meu mundo mais secreto da magia,
Preciso tanto de aliviar meu coração
Abri-lo-ei apenas em segredo
Para quem me alivia esta saudade
Na cumplicidade duma boa companhia.
***
Cidália Ferreira.

domingo, 9 de setembro de 2018

Nossas vidas, filhas da pouca sorte. {Poetizando e Encantando}

Sabes, como o meu amor por ti, é tão forte
Desde aquele dia primeiro, em que nasceu
Onde tantas vezes nos divertimos, sucedeu
Nossas vidas, serem filhas, da pouca sorte
*
Sabes onde sempre te espero,  loucamente
Provida de doces palavras que quero dizer
Aqui, esperando que chegues para reviver
Momentos de estreme carinho...mormente
*
Olho a janela e não chegas, talvez demores
Talvez te encantem as rosas para me ofertar
Porque  mesmo moroso, sei dos  teus valores
*
Perfumei o espaço, onde sempre te espero
É difícil esperar por ti,  sem me apaixonar
Olho a janela, um dia lindo... eu desespero
****
Cidália Ferreira.

POETIZANDO E ENCANTANDO

Chegámos à Edição nº 52 do Poetizando e Encantando. Mais um dia onde me associo a esta corrente (brincadeira) poética ainda que, de uma forma modesta, tal como eu sou. Agradeço o convite... Espero que vos agrade... Bom fim de semana.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Intempéries

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Intempéries se cruzam em mar agitado
Enquanto as nuvens se zangam comigo
Ferem-me o coração, que tão magoado
Receia perder um grande e doce amigo
*
Mar adentro onde sinto os meus medos
Recebo as ondas em espuma e trovões
Não desisto em guardar meus segredos
Mas liberto-me  aqui das meras ilusões
*
Assusta-me... por pensar que te afastas
Que te percas em nefastos pensamentos
Assusta-me...por saber, como te agastas
*
São as intempéries, a parte desta loucura
Talvez a nossa, em partilhar os tormentos
Neste mar irado que tanta gente o procura
****
Cidália Ferreira 

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

O tempo é tão pouco...

Da minha janela onde me liberto
Deixando vaguear minha alma
Até ao limite do horizonte,
Já não consigo alcançar
Aquela alegria, de outrora
Que meu coração irradiava,
Mas já não consigo sorrir
Nem ter, aquele olhar jubiloso
Se dissesse que sim, estaria a mentir
*
Junto à janela que se encontra cerrada
E tento abrir meu coração
Tento mostrar, outro lado de mim
Existem sentimentos tão nobres
Tantos, como as lágrimas que caem,
Quero libertar-me deste sufoco
Quero tanto encontrar-te, por aí
Ter-te comigo, mas o tempo é pouco
Tão pouco, que temo que seja o fim.
***
Cidália Ferreira.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Ingratidão...

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Quantas vezes me arrependo de não colocar uma pedra de gelo no lugar do coração! Mas, ingratidão  dos outros também me ajuda a crescer, tenha a idade que tiver... Por hoje é isto!

Cidália Ferreira.


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domingo, 2 de setembro de 2018

Varandim de ilusões... {Poetizando e Encantando}

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, ar livre e água
Deixo que brisa leve os maus pensamentos
Deixo que a saudade volte ao meu coração
Deixo-me embriagar, pela grito da emoção
Deixo tanto de mim, sem arrependimentos
*
Deixo o meu olhar alcançar outro horizonte
Mesmo que ande perdido, de amores irreais
Confesso ao mar, num silêncio, meus ideais
Num momento frágil, onde o olho, defronte
*
Sinto-me sozinha neste varandim de ilusões
Não vejo as horas passar nem a noite chegar
Apenas as ondas desfazerem-se em calmaria
*
Deixo que a brisa acalme minhas conclusões
Espero o amor prometido, mas no meu olhar
Lágrimas e maus pensamentos... sem alegria
****
Cidália Ferreira

POETIZANDO E ENCANTANDO

Edição Nr 51 - de Poetizando e Encantando. Agradeço o convite deixado. Espero que a minha participação agrade os leitores e comentadores. Para todos, eu vos desejo um excelente fim de semana. Obrigada.

sábado, 1 de setembro de 2018

Silêncio que dói,em paredes mudas.

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Olho a porta fechada e sinto a lacuna
Sinto na escuridão o meu sofrimento
A lágrima que escorre num tormento
Sinto que o coração perdeu a fortuna
*
Olho em volta mas sinto-me sufocada
No quarto, a cama vazia, o desespero
Nunca uma noite foi tão amaldiçoada
Quando do tudo e do nada, o exagero
*
Quando minha alma sente a escuridão
Num silêncio que dói, paredes mudas
Olho a porta fechada, chora o coração
Num tumulto... em palavras desnudas.
****
Cidália Ferreira.