quarta-feira, 31 de agosto de 2016

É longa a espera neste mar tão triste

É longa a espera neste mar tão triste
Cai a  noite e aqui espero no silêncio
Olho em volta e o mar ameno insiste
Em deixar-me marcas que denuncio
.
Sopra  uma brisa fresca e arrepiante 
Onde nenhum  agasalho  me consola
Meu olhar triste e tão desconfortante
Nesta espera tão longa que me assola
.
Cai a noite e faz frio no meu coração
O silêncio invade meus pensamentos
Que me entristecem, é dura a solidão
.
É longa a espera, quando não chegas
E aqueço minha alma nos momentos
De espera, onde só tu me aconchegas 
****
Cidália Ferreira.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Era o sol, ainda criança, que me aquecia

Era o sol, ainda criança, que me aquecia
Quando procurava sonhos de outrora
Os seus raios brilhantes enterneciam
Meu coração que se rende enamorado
Aos encantos recebidos a qualquer hora,
Quando cedo o sol é o encanto
Dum amanhecer sereno que apenas brilha
Como pensamento que vagueia sobre ti
Que guardo eternamente, eu te garanto...
.
Ainda cedo caías em meu pensamento
Quando nos raios de sol tu me beijavas
Jamais quero que caia no esquecimento
O carinho que existia, quando chegavas
.
São os raios, minha pura inspiração
Na frescura dos pensamentos e desejos,
Vagueavas em meu peito em segredo
Onde moras no cantinho e sem restrição
Fazes de cada momento meu, tão especial
Quando em segredo carrego os teus beijos
Que marcaram um momento crucial,
Nestes raios dourados onde te encontro
Com meu sorriso perfumado para te dar.
***
Cidália Ferreira

sábado, 27 de agosto de 2016

Em meu corpo sinto um sopro desejado

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Espero...preparada  para te surpreender
Fazer da nossa noite  única e exclusiva
Deixar-te  louco com a fantasia alusiva
Que costuro com afago para te oferecer
.
Em meu corpo sinto um sopro desejado
E no meu ouvido, o barulho do teu beijo
Nos meus braços, vontade de ti e ensejo 
Que esta espera seja um sonho acordado
.
Onde  neste sonho eu adorno com prazer
Desejos e vontades, em puro sentimento 
Do meu corpo, que sinto ser teu alimento
.
Palpitam sentimentos  em meu  coração 
Que te deseja  no silêncio, minha paixão
Onde espero preparada para te satisfazer
****
Cidália Ferreira.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Vagueamos por céus límpidos, estrelados

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Vagueamos por céus límpidos, estrelados
Em noite fresca, límpida sem tropeços
Onde éramos iluminados pela lua,
Nossos corpos dançam sem cansaço
Nossos olhos de alegria se entrelaçam
Cai a noite, abraças-me, sou toda tua
Nesta imensidão estrelada sem limites
Numa mistura de sentimentos admites
Ser a estrela que me toma, seres primeiro
Quando vagueamos por caminhos de ternura...
.
És de verdade o meu eterno universo
No teu rosto vejo o brilho das estrelas
Nos teus braços o carinho que me dás,
Nesta noite de imaginada conversa
Encontrando meu eu, constantemente
Seres meu apoio completo, por inteiro
Que me abraça, me abana, me elucida
De tantas coisas, úteis, talvez banais
Oferecemos um ao outro, nunca é demais,
Os abraços imaginários e eternamente
São como estrelas, que ao amor nos conviva.
***
Cidália Ferreira.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Da minha janela olhei, senti o sol tão profundo.

Amanheci, com esperanças de um dia sereno
Abri a janela da minha  alma, respirei ar puro 
Olhei a natureza, amanhecia  um sol pequeno
Com sua grandeza  nascendo em lugar seguro
.
Durante aurora  contemplava de coração cheio
Ia crescendo  na limpidez do dia e tão dourado
Enquanto esperanças  me levavam ao devaneio
A inspiração aparecia em belo sentido figurado
.
Nasce em minha alma como nasce na montanha
Numa natureza que passou de verde, a castanha
Pelos mau feitores que não têm dó deste mundo
.
Poderia ser  tão belo, como belo é o sol - nascer
Que encanta o olhar de quem o tenta reconhecer
Da minha janela olhei, senti o sol tão profundo.
****
Cidália Ferreira.

domingo, 21 de agosto de 2016

Olhares que atravessam pensamentos

(Foto minha)
Olhares que observam e pensam
No cheiro que a natureza oferece
A sombra, a calma, a reflexão
Os ecos das aves que ali pousam
Procurando alimento sob salgado chão
No silêncio de uma maré calma
.
Olhares que atravessam  pensamentos
Como raios de sol que aquecem momentos
Em que a maresia me alimenta a alma
E o silêncio me deixa em leveza pura,
São detalhes que meu olhar alcança
Em areais serenos, pensamentos e procura
.
Olhares que contemplam opacos raios de sol
Que se escondem por fissuras verdejantes,
Sente-se o fumo do fogo, de terras distantes
Deixando o sol carregado, sem energia
Apenas o silencio me oferece inspiração
De tristemente, num olhar, rabiscar a poesia.
***
Cidália Ferreira

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

A rosa, que um dia, ao meu coração veio ter

A rosa, que um dia, ao meu coração veio ter
Trazia o perfume mais belo, o das tuas mãos
Que acariciavam os meus cabelos, sem os ver
Das nossas mentes saem pensamentos vãos 
.
O meu rosto sorri ao imaginar-te à chegada 
Olhos fechados, vagueio no teu pensamento
O meu corpo tremulo, de mente apaixonada
Que se sacia no teu perfume, meu alimento 
.
Deixei-me levar ao sabor do  tempo perdido 
Imaginei  um dia, que  tuas mãos eram rosas
Enternecida com teus gostos, faziam sentido
.
Vesti-me de gala, para ti, revivi  as memórias
Do meu  rosto saiam as melodias  em prosas
Do coração, lembranças  das nossas estórias
****
Cidália Ferreira.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Num deambular de pensamentos meus


Num deambular de pensamentos meus
Com meu corpo carente, sozinho
Esperando dos teus lábios, o carinho
O calor do teu corpo entusiasmado,
E no silêncio das nossas palavras
Onde o calor em corpos suados
Nos deixam as vozes tremulas, excitadas
Nos conduzem ao mais belo ninho
Acontecendo os carinhos, meus e teus,
.
Deambulava neste excitante momento
Em que sinto teu corpo hirto e vivo
Quente como vulcão que derrete
Sobre minha pele que tanto te deseja
Meu corpo lascivo que pensa em ti
Precisando de carinho, teu alimento
Que me faça despertar com glamour,
E que nossos copos entrelaçados
Se entreguem à paixão e à magia,
E sobre sentimentos, palavras nossas
Entrego meu corpo ao teu, por amor.
***
Cidália Ferreira.

domingo, 14 de agosto de 2016

Sigo meu instinto por caminhos de solidão

Sigo meu instinto por caminhos de solidão
Levo comigo os sonhos, alguma melancolia
levo no pensamento tanta coisa, até agonia
E os momentos que contentas meu coração
.
Sinto que no silêncio se ouve minha tristeza 
Conto a cada pedra, a minha historia de vida
Não controlo a lágrima que cai desprotegida
Pelo pensamento  que me deixa  na fraqueza
.
Ouço ecos de um sentimento à minha volta 
Que me derrubam, me deixam nesta revolta
De procurar refugio longe de fracos olhares 
.
Sigo o meu instinto sufocada no sentimento 
Não consigo silenciar a tristeza de momento
Apenas tu consolas meu coração, se chegares
****
Cidália Ferreira. 

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Numa viagem feita ao meu mundo

Numa viagem feita ao meu mundo
Em que tantas tristezas passam por mim
Nada é tão triste e profundo
Como as palavras que ferem a alma
Quando a paz parece não ter fim
.
Olho a paisagem que passa e penso
Que faço eu neste mundo cruel
Se a vida me dá as agruras e o fel
Se o meu coração  não se acalma
E vive num sentimento tão tenso
.
Que adianta esta viagem, se preciso
De muito mais que um momento sozinha
Acalmar o coração, que seja na solidão
Acompanhada, de quem comigo caminha
Nos momentos em que a tristeza dói
E as palavras magoam meu coração.
***
Cidália Ferreira.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

...No pensamento, a alegria de um dia voltar

Enquanto  respirava o cheiro da maresia
As coisas passavam pelo meu pensamento
Nesta caminhada com vontade em extasia
Pelo paredão que me elevou o sentimento
.
Como os raios de sol  me seguem na vida
Uma brisa me sussurra e me sopa o rosto
Olho em frente sigo sem medo, precavida
Dos raios procurando meu corpo exposto
.
No céu o sol brilhava e a brisa era o calor
Nuvens raiadas dançavam espalhando cor
Nesta caminhada de pensamentos selados
.
No areal deixava marcas de pés cansados
Na água, a saudade d'utrora para recordar
No pensamento, a alegria de um dia voltar
****
Cidália Ferreira 

domingo, 7 de agosto de 2016

Numa espera, onde não calo meu coração

Agitam-se as ondas em meu redor
Qual felicidade sem rosto
Efeitos de uma maré que se agita
Contra a natureza em esplendor,
Beijam meus pés pelo gosto
Deixam salpicos de quem grita
São as ondas mostrando felicidade,
Enquanto meu corpo exposto 
Te espera para a realidade
.
As nuvens seguem-me sorrindo
Com o dourado que se ia reflectindo
Nas águas deste mar que me recebe,
Estou rodeada por tanta beleza
Vejo teus braços que se entregam a mim,
Olho as ondas desfeitas, ninguém percebe
O louvor oferecido pela natureza
Aproxima-se a noite e eu fico assim,
.
Numa espera, onde não calo meu coração
Fala sozinho, adora-te e implora, 
Que as ondas se afastem de mim agora
E te tragam para mim com a certeza 
De que te espero neste mar de emoção
Rodeada de tanta saudade, meu amor,
Que teu carinho me chegue a qualquer hora. 
***
Cidália Ferreira.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Desabafos e pensamentos em prosa...

Coisas de uma vida, foi um blogue, pensado em escrever pedacinhos de mim e dos meus. Os meus sentimentos...os meus desabafos, devaneios e estados de alma. Acabei por me apaixonar pela poesia, pelas palavras nela depositadas e até, pelas pessoas que por aqui passam.

Nada acontece por acaso. Eu acredito. Acredito também que, sem sonharmos não somos ninguém, sem lutarmos, também não. Acredito, que o bem que fizer hoje, o receberei amanhã. Acredito que, sem luta, sem lágrimas, sem persistência nada acontece.

"Sou uma pessoa, rebelde", apelidada por alguns que me rodeiam”. Por quem não me ajudou no momento certo, por quem se afastou quando mais precisava, por quem um dia a coragem lhe faltou para me olhar”. Sou talvez rebelde, confesso, mas esta, foi a capa que tive que adquirir para me defender do futuro que me esperava, que me esperou que me aconteceu. É por isso, presente!

Por de trás de uma rebeldia e dureza como alguém me descreve, existe um coração tão cansado de sofrimentos, como muita gente não sabe. Esta dureza, não faz de mim uma pessoa má...O sofrimento, ensinou-me a viver um dia de cada vez...ensinou-me a entender os erros e a defender-me das peripécias da vida. Assumo que sou (um pouco fria, por vezes), mas no meio desta frieza, está um coração que pensa, que ama, que sabe bem quando erra. Mas que, se orgulha de lutar por certas coisas que, para muita gente era impensável.

Sou eu, feita de sonhos, desgostos, sofrimentos, tristezas, lágrimas e ilusões...Mas também de sorrisos rasgados e alegrias. Porque a vida é composta de todos estes ingredientes. Ninguém é feliz sem lutar por isso, sem perdoar, sem ponderar. Precisamos muitas vezes de passar por muitas adversidades, coisas impensáveis, para saber, quão a vida é importante e as pessoas com quem vivemos.

Hoje, senti necessidade de escrever algo mais, que uma simples poesia. Talvez a "partida" de alguém me tenha deixado mais triste e melancólica. Embora não pareça, sou feliz como sou. Sou feliz porque vos tenho comigo... Sou feliz porque existo... Existimos e lutamos!  Não me considerando uma grande lutadora. 

Um dos meus estados de alma, em prosa: Cidália Ferreira.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Alcancei o horizonte com o segredo no olhar

Alcancei o horizonte  com o segredo no olhar
Sentia brilhar  quando o pensamento aflorava
Serias tu, meu pensamento  nas noites de luar
Quando no horizonte  ondulação vislumbrava
.
Alcancei teu pensamento, a minha ostentação
Entreguei-me à luz do luar, sentimento frágil
Ondulam águas  como mensagens de reflexão
Olham meus olhos o horizonte, momento ágil
.
Pelas veredas que alcançou meu  olhar distante
Recordando a chegada de uma espera relutante 
Com o meu olhar  emocionado e o rosto a sorrir
.
Alcanço o luar, luz dos meus olhos  sorridentes
Quando  olham os teus, sentem-se tão inocentes
Deslumbrados...pelo  carinho dos teus, adquirir.
****
Cidália Ferreira.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Fui esperar-te ao cais do meu sonho

Fui esperar-te ao cais dos meus sonhos
Fui levar-te um pedaço de mim
Fui ver o mar, contar-lhe um segredo
Fui ao encontro do teu cheiro a jasmim
Fui sentir a tua presença
Fui atrás da fragrância sentida,
.
Ainda toda a maresia dormia
E as ondas não tinham pressa
Já a tua voz ao longe se ouvia
Enquanto esperava no silêncio do mar
Senti uma brisa, o meu rosto beijar
Que espera, por quem regressa
.
A neblina impedia a chegada
Do sol, que trazia teu rosto,
Fui esperar-te ao cais, enamorada
Com meu sorriso para te oferecer,
Mas não chegavas para desgosto
De quem te esperava em silêncio
Olhando o mar sem esmorecer,
De braços abertos para te receber.
***
Cidália Ferreira.