terça-feira, 29 de setembro de 2015

A noite já ia longa, eu despertava o sentido.

A noite já ia longa, eu despertava o sentido
Com lembranças do meu diário  que guardo
E da tua imagem, o meu imaginário contido
Quando num sussurro te recebo, e resguardo

Desejo que sintas do meu corpo, o perfume
Que te espera em desejo, momento solitário
Silenciosa esta noite, do desesperado ciúme
Que me leva a confessar ao meu belo diário

Despida com  saudade de te voltar a encantar
Quero que sintas o toque da minha pele a suar
Que se eriça por desejo e saudade do teu calor

A noite já ia longa, o silencio me perturbava
Sentia gemidos, de um amor que não tocava
Mas meu corpo ressentia a falta do teu amor.
****
Cidália Ferreita

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

O Outono chegava em beleza aos Campos.

Enquanto esperava o sol
Que envergonhado se escondeu de mim
Caminhei sem destino, sem fim
Pelos campos vazios, sem nada
Sem malqueres que pudesse apanhar
Para ao meu amor, eu ofertar,
As borboletas já se afastaram
Os grilos esperam outro tempo
Despem-se as árvores dos seus segredos
Voam folhas ressequidas sem medos,
E enquanto esperava o sol
Deitei-me sobre a erva resistente
Sonhei com o tempo de antigamente
Em que pelos campos andava contente
Onde cresci com a natureza
Apreciando colheitas e seus encantos,
Enquanto esperava meu rosto sorria
E o Outono chegava em beleza aos campos.
***
Cidália Ferreira

sábado, 26 de setembro de 2015

Adormecia, numa espera sem retorno.

Adormecia, numa espera e sem retorno
Junto ao mar onde deixei o meu desejo
Não quero ser  para ninguém o estorvo 
Fico sozinha em momentos de fraquejo

Sinto que a brisa é a minha  mensageira
Que me traz esperança para reencontrar
Tua presença que para mim é verdadeira
Salva-me deste abismo antes de afundar

Quero acordar  desta minha  insanidade
Fazer da ilusão a minha grande saudade
E guardar-te para sempre, sem restrição

Por muito que te queira, não te  mereço
Fazes parte do meu sonho, não esqueço
Neste mar deserto deixo-te meu coração
****
Cidália Ferreira.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Acordei com saudade...de amar

Acordei com saudade de amar
E de escrever as coisas mais lindas
Recordações que me fazem sonhar
Quando de ti eram vindas,
E de coração repleto de alegria
Gostaria de escrever minha história
Numa simples poesia, 
Num livro de folhas timbradas
Onde escrevo segredos de amor
E pelo meio desgostos passados
Pelos tropeços que vida me deu,
Acordei, recordando o dia 
Que me trouxe a luz à memória
Em que o livro para mim se abriu
Mudando o sentido à vida
Fazendo de mim Poetisa 
De coração cheio para dar
E que da vida não desistiu,
Hoje acordei com saudade de amar.
***
Cidália Ferreira
(Faz hoje 6 anos que  Deus me pôs à prova dando-me a segunda oportunidade de viver)

terça-feira, 22 de setembro de 2015

São tuas palavras meu doce perfume.

Tenho-te como se não existisse ninguém
E nem o sol me  aquece quando espreita
Tuas palavras saltam como notas de bem
Ficam no peito de quem tanto te respeita

São as tuas palavras  meu doce  perfume
Que me  fazem crescer e não envaidecer 
São como pétalas, o meu ingénuo ciúme
Que  sente o meu coração  ao  esmorecer

São tuas palavras, notas, em meus sentidos
Que sempre  te obedecem e te dão ouvidos 
Sinto-me a criança  crescendo  em tua mão

Tenho-te no  meu  mundo belo e celestial
Contigo  caminho  nunca te serei desleal 
És a musica que  preciso no meu coração.
****
Cidália  Ferreira

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A Noite chegou... mas meu violino não se calou.

A noite chegou, tudo acabou
Não existiam estrelas,  noite cerrada
Nem a luz do luar me visitou
Fiquei entretanto acordada
Sentindo o relento da noite,
Desperta, amargurada
Porque meu amor não chegou,
Fiquei sozinha, pedida entre notas
Da música que te queria ofertar
Com o meu violino tocava para ti
As melodias de embalar,
Nesta noite, triste, desiludida 
Talvez falta do teu olhar
Ou das estrelas, do seu brilhar
E o amor que prometeu não faltar,
Não chegou, tudo acabou
Mas meu violino não se calou
Porque acredita que irá chegar.
***
Cidália Ferreira

sábado, 19 de setembro de 2015

Belos são os caminhos que nos dá a Natureza.

Belos são os caminhos que nos dá a Natureza
E nos perfumam suavemente as nossas vidas 
Que nos fazem caminhar apreciando a beleza
Em redor, a natureza com folhas adormecidas

Belas são as paisagens onde contigo passeio
E pelos recantos desfrutamos dos momentos
Encantados da beleza, leva-nos  ao devaneio
Onde nosso  encanto é selado sem tormentos

E são paisagens tão belas que nos conquistam 
E as flores, o nosso balsamo que nos excitam 
Sentidos mais atrevidos levando-nos à loucura

Belos são os caminhos que nos elevam a alma
Engrandecem o viver  na natureza mais calma
E nos deixam o coração cheio, de tanta ternura

****
Cidália Ferreira

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Da minha janela...

Afloravas ao meu pensamento 
Enquanto da minha janela
 No momento, a chuva caía
Como lágrimas do pensamento
Que via derramar sobre ela,
Como é tristes a ilusão
Como chuva que cai sem provisão
Afloram momentos em excitação
Ao mais sensível coração,
E vai caindo torrencial
Por estradas longas abandonadas
De gente que foge do temporal
Enquanto a chuva não passa
São beirais e valetas sem graça
Sobrando apenas desgraça,
Tristemente daqui observo
Da minha janela em silêncio
Escuto a chuva em sintonia
Que entra no meu pensamento
São tuas palavras meu alimento
E me fazem escrever poesia 
Da minha janela, enquanto chovia.
***
Cidália Ferreira 

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Longo é o caminho...

Longo é o caminho, como  é longo o  sofrimento
Que invade a minha  alma pelas  veredas da vida
Toma-me por inteiro, faltam forças  no momento
Que sou amargurada por palavras, causam ferida

Longo é o caminho que quero caminhar  contigo
Sem que me deixes sozinha ao abandono que dói
Construí em ti o castelo de fantasia, não o castigo
Mas  neste longo caminho só a tristeza me  corrói

Deixaste-me na solidão, mergulhada na tristeza
Desesperada, olho a lua confesso o meu  anseio
Que traga a tua presença, carinhosa sem dureza

Não esqueço  um caminhar de longa recordação
Quando meus sentimentos  entrego e com receio
Longo é o caminhar que faz sofrer meu coração.
****
Cidália Ferreira.

domingo, 13 de setembro de 2015

Pela praia em alvoroço.

Fim de tarde, partilhamos
Pela praia em alvoroço
Brincadeiras de criança
Em ondas que se desfazem
Aos nossos pés com carinho,
Fim de tarde tão esperado
Com sussurros partilhados
Enquanto a espuma nos beija
Nossos corpos esfomeados 
Que esperam o anoitecer
E a calmaria do mar
Para o amor acontecer,
E o sol que nos sorria
E num ápice desaparecia
Levando consigo lembranças
Que nos encheu de esperanças
Neste lindo fim de tarde,
Nas ondas vivas, tão belas
Pegavas-me tu com carinho
Levavas-me ao meio delas
Onde tudo acontecia.
***
Cidália Ferreira.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Esperavam-se chuvas, palavras de amor.

Esperavam-se chuvas, palavras de amor
Junto ao rio que apreciava os momentos
Ruídos, murmúrios,  tudo  em seu redor
Conseguiam acalmar  meus sentimentos

Esperava  por ti com  toda a esperança
Como  quem espera as chuvas de verão
Brincando, saltando, tal e qual criança
Que vive esperando a mais bela paixão

Corriam as águas serenas num sentido
Sobre elas depositava os meus desejos
E tudo o que a vida me tem permitido

A beleza é de quem  connosco caminha
Que aplaude sorrindo, aos nossos beijos
Que saboreamos debaixo da sombrinha
****
Cidália Ferreira 

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

O Sabor do relento.

Neste lugar vazio ao tempo
Esperava, incontrolada 
O momento da chegada
Era um tudo, ou nada
Ou simplesmente o relento,
Cinzento era o momento
As nuvens eram carregadas
De alegrias e tristezas
Que se afastavam de mim
Deixando-me só e pensando
No sol que desaparece,
Por entre sombras me aquece
Neste lugar vazio,
Espero sozinha sem medo
De costas voltadas ao vento
Olhando o tempo cinzento
Trazendo a noite, o frio
E o sabor do relento
Onde te espero com brio.
***
Cidália Ferreira

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Espreitam-se as folhas belas, coloridas.

Esperam-se as folhas  belas,  coloridas 
Saltitantes, sob ventos que se estendem
Sem  humidade  sentem-se ressequidas
Voando,  com suas  cores que divertem

Vão caindo sobre um chão esfomeado
Antecipando o outono que se despede 
Com os temporais que terá antecipado
A variação das cores, ninguém impede

Uma  das coisas  mais belas, é a riqueza
Que é nosso o elixir, respirar a natureza
Vê-la nascer, florir, e um fim de estação

Que sobre a chuva e caindo lentamente
As folhas coloridas d'um tempo quente
Que tristemente  se despedem do Verão
****
Cidália Ferreira 

sábado, 5 de setembro de 2015

Enquanto todos dormiam.

Enquanto todos dormiam 
Sob o silencio da noite escura
Ouviam-se doces murmúrios 
Das estrelas que em fúria
Viam o renascer
D'um luar lindo, esplendoroso,
Nele me deixei meditar
Defronte para a solidão
Acompanhada de esperança
Enfrentando a escuridão
Que a lua iluminava, 
Meus olhos que meditavam
Sob o silencio da noite 
Onde todos se deitaram
As luzes já se apagaram
Eu aqui só, meditava
Sobre  tamanha beleza
Sem sono, em ti pensava
Contemplando a Natureza.
***
Cidália Ferreira

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Sentia que o vento me trazia esperança.


Sentia que o vento me trazia esperança
O sol sorria-me, com a tua mensagem 
Por campos em liberdade  sou criança
Que liberta sentimentos pela paisagem
.
Carrega  meu peito a saudade que dói
Nas  nuvens escondo meu rosto, sofro
Sinto um sufoco, algo que  me corrói  
E me leva o sorriso apenas num sopro
.
Corro aos ventos deixando fragrância 
Mágoas, anseios, saudades tremendas
Que me acontecem na insignificância
.
Cubro-me de esperança e várias cores
Em liberdade roubada  e pelas fendas
Sinto que o vento  me traz dissabores.
****
Cidália Ferreira

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Costas voltadas ao meu mundo...

Via-te passar, em desgraça
Passos longos, despedida
Costas voltadas ao meu mundo
Sem resposta, dor profunda
Senti mágoa e num segundo
Minha revolta me mata
Por este amor eu me afundo,
Espero que neste momento
Em que preciso de ti
Me dês um novo alento,
Sinto-me agora ingrata
Por te ver partir sem mim
Via-te passar, foste embora
Voltaste-me as costas assim
Quando mais te precisava, 
Logo agora...logo agora!
****
Cidália Ferreira