terça-feira, 31 de março de 2015

Uma saudade que dói.

Saudade,  minha companheira
Que no peito faz morada
Faz mossa o tal sentir
Que o mundo me pode fugir
E com ele poder levar 
Meu coração a chorar,
Tenho saudades 
De tantas coisas banais
Simples, e não peço mais
Que um precioso carinho,
Sinto um nó na garganta
Com meras palavras presas
Que por vezes são fatais
Em momentos sentimentais,
Esta saudade que sinto
Dói no peito de verdade
Voam sonhos e ilusões
Voam sentimentos puros
Voa tudo que havia em mim
Apenas  fica o vazio 
E esta saudade, que dói.
***
Cidália

segunda-feira, 30 de março de 2015

Enquanto me perco no passar do tempo.

Enquanto me perco no passar do tempo
As amargas nuvens carregadas de magia
Levam recados de quem sofre o tormento
De vidas que já foram unidas de alegria

Dançam as aves sobre o brilho do luar
E ao som de um violino quando chora 
Afastam-se nuvens que as vêem dançar
Tão leves, mas que nelas tristeza mora

Sopra o vento sobre as cordas musicais
Elas que choram por não te verem mais
Deixando no vazio as notas mais lindas

Quero uma serenata do teu pensamento
Para guardar no meu baú, com juramento
Quero-te,como quero as melodias infindas 
***
Cidália Ferreira

domingo, 29 de março de 2015

Procurei na escuiridão.

Procurei pela escuridão
Das sombras do teu jardim
Onde outrora o sol sorria
E o verde transparecia
Alegrando meu coração,
Procuro por saudade minha
A carência da tua luz
Que elimine esta dor
De todas as lágrimas caídas
Que por demência brotei,
Ao olhar em meu redor 
E apenas vejo o vazio
De uma imensa escuridão
Os raios cegaram meus olhos
Que seguiam só um sentido
A brisa tirou-me a esperança
De aqui ser feliz contigo
***
Cidália Ferreira

sábado, 28 de março de 2015

As arrefecidas noites por onde vagueio


As arrefecidas noites por onde vagueio
Sobre mar calmo dançam sentimentos
São o bálsamo que cura  meu devaneio
Porque te tenho nos meus pensamentos

Aragens proibidas em corações sensíveis
Pelos areais gelados em noite que chega
Quando sol que se afasta dos impossíveis
Nos faz esperar por quem nos aconchega

Nas arrefecidas noites onde sinto o vazio
No meu coração  tu existes, mas tão frio
Como se tivesses adormecido  ao relento

Vagueio na madrugada dos meus desejos
Vejo balançar das águas, os meus ansejos
De mergulhar contigo por mar turbulento
***
Cidália Ferreira

sexta-feira, 27 de março de 2015

Hoje a festa é sua..



Faz hoje vinte e dois ( 22) meses de vida
200.000 visualizações
Não sei que vos diga
Apenas digo que, este sucesso 
É a todos vós que o devo
Estou felicíssima.
====
Este blogue é o meu viver
Meu coração, forma de sentir
Mas não me custa reconhecer
Sem vocês não podia existir.
====

Agora deixo o resto convosco.
Parabéns para vocês
*
Cidália Ferreira

quinta-feira, 26 de março de 2015

Escureceu a minha alma.

Escureceu a minha alma
Neste balouço da vida
Adormeci na saudade
Dentro de quatro paredes,
A escuridão e a frieza
A insistência da dor
Sentimento que assola 
A solidão e a tristeza,
Escurece meu pensamento
No sonho que em mim nasceu,
Adormeci  de verdade
Sentindo no sofrimento
Que escureceu minha alma
E me ceifou a liberdade.
***
Cidália Ferreira

quarta-feira, 25 de março de 2015

Sentia meu pensamento pelo horizonte

Sentia meu pensamento pelo horizonte
Estrada longa em caminhos de verdade
Imagino sem destino a infindável ponte
Onde vagueiam meus olhos de saudade

Está meu pensamento longe de encontrar
Aquela estrela, e que ilumine o meu dia
Quando nossos rostos sentimos acarinhar
E durante a caminhada trocamos, alegria

Em longa estrada vagueia o pensamento
Por meus devaneios, que são o tormento
De uma vida onde a saudade pode doer

Sigo os teus passos com meu triste olhar
Longo é o caminhar, que eu sinto afastar
Pensamento meu que sofre por não te ter.
****
Cidália Ferreira

domingo, 22 de março de 2015

Esperava ali, tristemente.

Esperava ali, tristemente
Que  passasse a  tempestade
Que devastava minha mente
Pela teimosa saudade,
A rua estava vazia
Vestiu-se de cor cinzenta
Apenas a chuva fazia
Barulho nas folhas nascidas
Que pelo sol estão sedentas,
Esperava tão tristemente
Mas não passava ninguém,
Correm águas nas valetas
Fazendo delas morada
Na  tristeza de alguém,
Sopra o vento sem compaixão
Abanam os ramos de tristeza
Neste momento em que a saudade
Invade meu coração
Que chora como a natureza
De um tempo que parece maldade.
***
Cidália Ferreira

Vesti-me de gala...

Vesti-me de gala para a tua chegada
Usei o perfume que o tempo me deu
O colar de pérolas que me enfeitava
Neste corpo imaginário, que é o meu

Vesti-me de gala, cantei uma canção
À minha volta imaginava com fervor
Do que é cantar para uma multidão
Com os aplausos vindos do teu calor

Vesti-me de gala para escrever poesia
Esperava religiosamente por este dia
Como pássaros esperam a Primavera 

E dos dedos saem letras e pontos finais
Como  barulho dos pássaros nos beirais
Fazendo dos cânticos a poesia mais bela.
****
Cidália Ferreira

sexta-feira, 20 de março de 2015

Deitei meu corpo em silêncio.

Deitei meu corpo em silêncio
Sobre a cama que não vejo
Das tuas mãos eu preciso
Que me acalmes o desejo
São lembranças que afloram
Sentidos e sentimentos...
No meu baú da saudade
Deposito com carinho
As brincadeiras de outrora
E meu corpo abandonado,
Que adormeceu a sonhar
Com lindas recordações
E meu princepe encantado,
O Sentimento flutua
No meu corpo que em silêncio
Faz desta cama, a tua.
***
Cidália Ferreira

quinta-feira, 19 de março de 2015

Senti-me sozinha quando te procurava.

Senti-me sozinha quando te procurava
Neste lugar marcado, encontro o vazio
Sentia o perfume no ar, e vislumbrava
O horizonte por onde vagueio sem frio

Encontro marcado mas sempre falhado
Fiquei durante horas apreciando beleza
Águas que dançam em coração magoado
Que continua esperando mas sem certeza

Neste lugar sereno todas as recordações
São  momentos alegres da minha mente
Em que se encontra com os seus botões

Vou continuar a esperar-te e escondida
Só o rio entende  porque estou carente
Vou continuar no meu mundo...pedida.
****
Cidália Ferreira

quarta-feira, 18 de março de 2015

Sou a labareda que queima...

***///***
Sou a labareda que queima
Sou o carinho que entretém
Sou a saudade do dia a dia
E descontentamento também,
Sou a revolta das horas perdidas
Das vitorias mal concebidas, 
Sou o desalento do meu coração
Que arde por águas proibidas,
Sou tristeza onde me escondo
Por mágoas e outros tormentos
São puros os sentimentos
Que vagueiam por minhas palavras,
Sou refugio dos meus pensamentos
O anseio, desejo e saudade
Que navega sempre à deriva,
Sou labareda que sempre te aquece
E no meu imaginário sou tua diva
Sou quem gosta de ti de verdade.
Sou a labareda que nunca te esquece.
****
Cidália Ferreira

terça-feira, 17 de março de 2015

Levavas-me, para passear pelos campos...

Levavas-me, para passear pelos campos
Onde se ouve o chilrear dos passarinhos
Árvores vestidas de verdejantes encantos
E  nosso olhar vai descobrindo caminhos

Raios de sol vão  espreitando a natureza
Que ajudam o ambiente, e o fazem florir
Por momentos apreciamos toda a beleza
Encanto deste campo que ajuda a reflectir

Este convite ao campo deixou-me saudade
Dos tempos de outrora enquanto liberdade
E contigo fazia as mais terríveis loucuras

Sentem-se esvoaços das aves em sintonia 
Os ventos sopram nos ramos com alegria
Enquanto trocávamos carinhos e aventuras
****
Cidália Ferreira

segunda-feira, 16 de março de 2015

...E uma lágrima no meu olhar

Nesta triste caminhada
Sem pensar para onde ir
Vesti-me de ilusão para agradar
Aos ventos que pareciam fugir
Durante os silêncios das águas
Que murmuravam no seu ondular,
Chegava ao fim do caminho
Sem saber se ia voltar
Ou nas águas mergulhar
As mágoas do meu destino,
Os olhos vestiam-se de lágrimas
O cabelo escondia meu rosto
Sentimento este, tão puro
Mas numa revolta constante
Onde tudo me parece triste
O sol afastou-se de mim
O vento deixou de soprar,
E eu...eu cá vou andando
Nesta curta caminha
Falando no meu silêncio
 Com as águas serenas do mar
E uma lágrima no meu olhar.
***
Cidália Ferreira

domingo, 15 de março de 2015

Saiam sonhos da minha mente adormecida

Saiam sonhos da minha mente adormecida
Abençoado  paraíso por  onde eu vagueava
Sobre meu sonho calmo ficaria enternecida
E as flores perfumavam enquanto sonhava

Este sonho que me leva ao mais lindo jardim
No descanso do meu sono sentia a tua beleza
Emoldurada e perfumada, sempre será assim
E o roseiral que acarinha, perfuma a natureza

Pairavam os sonhos, desejos e outras loucuras
E pensadas poesias, palavras e outras ternuras
Fazem parte dos meus anseios outras realidades

Deixei-me embalar pelo sonho de ser tua musa
Que os teus olhos querem, mas a mente recusa
De transformar os nossos sonhos em verdades.
****
Cidália Ferreira

sábado, 14 de março de 2015

A caminhada é longa...

A caminhada é longa,
Levo na minha bagagem
Coisas, que um coração não apaga
Estou sozinha nesta viagem,
E por caminhos feitos de nadas
As palavras podem ser fatais,
Será longa a caminhada
Mas vou lutar, para que não mais
Existam conversas cruzadas,
O dia fechou-se para mim
Carregam-se as nuvens de incertezas
Mensageiras dos dias tristes,
Neste meu pequeno mundo
Amedronta-me a escuridão
No meu peito vagueia a ilusão
De um dia contar à lua
Que para mim é tão profundo
Pensar em ti nesta viagem
E poder dizer-te, sou só tua.
***
Cidália Ferreira

quinta-feira, 12 de março de 2015

Fiquei sozinha neste meu pequeno mundo.

**//**
Fiquei sozinha neste meu pequeno mundo 
Onde apenas  as estrelas me acompanham 
Brilham no meu olhar triste, tão profundo
Quando doem, lembranças que me atacam

Momento escuro em  que está  meu coração
Onde só as estrelas me ouvem e eu confesso
Que jamais te queria deixar sobre tal aflição
Fazes parte das estrelas e todo meu universo

Neste meu pequeno mundo, triste realidade
Onde tantas coisas, podem não ser a verdade
Nesta triste escuridão, tal a agonia que sinto

As estrelas iluminam o meu triste caminhar
Parei neste caminho para me ajudar a pensar
Confessando às estrelas que de ti, gosto muito
***
Cidália Ferreira

quarta-feira, 11 de março de 2015

Queria sentir este mar...

Queria sentir este mar e respirar,
Queria que tudo fosse beleza
Mergulhar nas ondas, ter a certeza
De que não caio numa armadilha,
Queria ser eu, e sou eu mesma
Queria ser feliz sem magoar
Acordar de manhã sem tristeza
Esperar que o sol beije o mar
Enquanto permaneces no pensamento,
Queria seguir as tuas pegadas 
Desabafar neste mar revolto
Deixar as lágrimas já largadas
Enquanto vagueio pelo horizonte,
Vi espreitar uma ponta do sol
Escutei o sussurrar das ondas
Como tua voz no meu ouvido,
Enquanto no areal me enrolava sozinha 
Fazendo das ondas o meu lençol,
Nos meus pensamentos tinha
As reflexões com sentido.
***
Cidália Ferreira

terça-feira, 10 de março de 2015

Caía a tarde naquele lugar...

Caía a tarde naquele lugar tão mágico
Vestia-se de negro com cor de tristeza
O céu, e lentamente ficava nostálgico
No descampado banhado pela beleza 

E o céu de tão triste que beijava o rio
O sol  aparecia por  frestas  douradas
Naquele lugar de solidão, e tão vazio
Do nosso paraíso, das boas tardadas 

O cheiro da relva e das nossas pisadas
Que deixava o rasto onde me deitavas
Perfumados cantos com o nosso odor

As águas paravam apreciando a gentileza
Das nossas brincadeiras tinham a certeza
Que bons ventos traziam recados de amor.
***
Cidália Ferreira

segunda-feira, 9 de março de 2015

És tu... a minha flor de lotus mais bela

Procurei por todos os lagos
Sentimentos e palavras lindas
Que outrora me sussurravas 
Aos meus sentidos eram bem vindas, 
Procurei por ti neste canto
Onde deixei minhas lágrimas
E desabados também,
És minha flor, meu delírio 
Contentamento do suplicio
Quando me sinto aquém,
Procurei-te para ter dar
Meu coração a sorrir
Com vontade de dizer,
Encontrei-te na flor de lotus
A mais linda do universo,
Brilhas nas águas paradas
Fazes as belas cantadas 
Deixas teu cheiro no ar
Quando o sol te vem espreitar,
És tu...
 A minha flor de lotus mais bela
Com teu encanto tão salutar.
***
Cidália Ferreira

domingo, 8 de março de 2015

Feliz dia da Mulher "Ser Mulher"

Ser Mulher...
É ter responsabilidade acrescida, 
É ser boa esposa e dona de casa,
Ser activa, briosa e vaidosa
Saber ser sedutora sem se expor 
É ser Mãe, que sofre durante a vida,
Ser Avó, vivendo preocupações a dobrar,
Ser trabalhadora e aplicada,
É ser polivalente, lutadora,
Saber ultrapassar obstáculos,
Ter no rosto a alegria,
E sorrir sem ter vontade,
É ser forte... e ter firmeza!
*
"Como Mulher que sou, sinto,
Há muito que perdi a alegria,
E vontade, de sorrir sem ter vontade,
Perdi todo o brilho que tinha, 
Não me sinto mulher de verdade,
Sinto-me sim, um número,
Que vive para o dia a dia..."
.
"FELIZ DIA PARA TI MULHER"
***
Cidália Ferreira

sábado, 7 de março de 2015

Vagueava por impossíveis mares.

Vagueava por impossíveis mares
Alguns temporais vindos do além
Impedindo o momento de chegares,
Por entre batalhas vencidas, alguém
É como fogo, em meu pensamento
Fagulhas presentes no meu coração
Que me fazem lutar contra o tempo

Entre as águas dos ardentes mares 
Sentia no meu coração um brilhar
Desejoso dos abraços, dar, receber
Sentir teu cheiro a homem exemplar
Sonhar com o vulcão de puro prazer,
E nestas tempestades feitas de azares
Assim vagueio por impossíveis mares
***
Cidália Ferreira

sexta-feira, 6 de março de 2015

Queria escrever um poema para ti...

Queria...
Escrever um poema para ti
Desejo que tanto tenho
Mas sinto as palavras presas
Na ponta de trémulos dedos,
Vou remeter-me ao silencio
No canto meus segredos,
Por entre caminhos sem fim
E tempestades diversas,
Não me saem as palavras
Que sente meu coração
Onde tudo pode ser em vão
Até caminhar sem firmeza,
Encontrei no meu caminho
Partículas de uma esperança
São palavras silenciosas
Que meu coração dita,
Sem ser preciso escrever
Não te consigo dizer
Num sussurro, o que mereces
Mas sinto o perfume no ar
Sinal... que me vieste ver.
***
Cidália Ferreira

quinta-feira, 5 de março de 2015

Luminoso o meu coração é contigo

Luminoso o meu coração é contigo
Esbanja alegria, por vezes é ansioso
Seres a luz, andares sempre comigo
Das tuas surpresas ser tão orgulhoso

Tua voz fina sussurrou-me ao ouvido
Tua respiração, a minha maior alegria
Palavras doces eu sonhava ter contigo
A cada  acordar deste sonho de magia

Meu coração é como o sol, que voltou
Foi irradiado pela tua luz que marcou
Pelo carinho deste sonho que é desejo

Dentro do meu coração senti na verdade
Teu carinho e virtude, é minha ansiedade
De iluminares meu coração com teu beijo
***
Cidália Ferreira

A Dança no areal

Nossa dança, é um sonho
Que me provoca arrepios
Desejos e calafrios 
Vontade de pegar
E ali mesmo te amar,
Caiu a noite e ficámos
Naquela praia vazia
O sol escondeu-se de nós
Mas continua espreitando
Roçando na maresia,
As águas vão se afastando 
Com sua serenidade 
E nós dois vamos dançando
Com vontade e alegria
Seguindo areia molhada
Fazendo o momento, magia,
Nesta dança que é um sonho
Tu e eu  no areal
Redopiar  com  mestria
Deixar fluir sentimentos
E dar asas ao momento,
Que para nós é especial
***
Cidália Ferreira

quarta-feira, 4 de março de 2015

Fizeste-me prisioneira deste canto.

Fizeste-me prisioneira deste canto
Onde só, entristecida vejo a chuva
Enfurecida vai caindo, em espanto
O vento levezinho como uma luva

Na vidraça, onde tudo parece magia
Sinto-te tão perto, que fico sem jeito
Tanto cai chuva como se alegra o dia
São partículas carinhosas de respeito

Prisioneira, esperando que tudo passe
Que deixe meus sentidos num impasse
O teu amor chegue e acalme a saudade

Que me toma por completo sem pudor 
E enquanto por ti prisioneira assim for
Fico neste canto por nossa cumplicidade.
***
Cidália Ferreita

terça-feira, 3 de março de 2015

Algures num paredão.

Sentada num paredão
Sem agasalho, sem frio
Sem companhia, sem nada
Com vontade de seguir 
O caminho da solidão,
De rosto virado ao mar
Que não se cansa de observar
Ondas revoltas, misteriosas
Segredos de um olhar
Que deixam recordação
Das coisas que foram em vão,
Sentada no paredão
Sem ser vista nem lembrada
Apenas a brisa batia
E as ondas num vai e vem
Com seu perfume a maresia
Alimentam esta ilusão,
Sentada, olhando as ondas do mar
Esperando tudo, e não ter nada.
***
Cidália Ferreira

segunda-feira, 2 de março de 2015

Queria tanto...

Queria tanto escrever com sorriso
Queria tanto cantar sem chorar
Queria tanto dizer-te o que preciso
Sem te voltar a magoar...

Queria escrever a melhor poesia
Queria tanto ler palavras sem dó
Queria dar o melhor, sem ser fria
Queria tirar da garganta este nó...

Queria tanto pedir perdão
A um coração que tanto sofre
Queria tanto sorrir, ter motivação
E manter-te dentro do meu cofre...

Queria tanto mostrar o que sou
Sem que me julguem por tal frieza
Atrás desta máscara alguém chorou
Por não conseguir escrever sem tristeza.
***
Cidália Ferreira