terça-feira, 30 de setembro de 2014

Lágrimas que doem

...
São minhas lágrimas o arrependimento
Deste amor que te sinto e não controlo
Só eu sei o quanto dói neste momento
A solidão que me sufoca, onde me isolo

São palavras, caem como fogo que arde
No meu coração existem fagulhas acesas
A saudade é o meu elixir, nem que tarde
Venhas para me apagar estas labaredas

Neste meu silêncio, tenho nó na garganta
Espero por teu carinho debaixo da manta
Que me limpes as lágrimas, me faças sorrir

Acalma meu coração em momentos precisos
Aclamo por teus carinhos que são decisivos
Nestas lágrimas que me limpas, és meu elixir
***

Cidália Frerreira

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Cai a chuva, e tu não vens meu Amor

...//...
Cai a chuva intensamente
No telhado já cansado
Exposto a duro tempo
Agressivo e saturado,
Cai sobre meu coração
Deixando que ele se isole
Não resistindo às lágrimas
Que me deixam amargurada
Cai a chuva, caio eu
Para este abismo sem fim
Já não faço mais sentido
Perdi o rumo de mim,
Solto o grito de desespero
Vai pra longe, não me ouves
Na solidão continua
Meu coração sofredor,
Cai a chuva fico assim
Triste e na solidão
Mesmo assim vou esperando,
E tu não vens meu amor!
***
Cidália Ferreira

domingo, 28 de setembro de 2014

Entre ondulações, severas tempestades.

...
Entre ondulações, severas tempestades
Vais-te embora e nem despedes de mim
Deixas o teu cheiro de Homem maduro
Saudade, momentos que parecem o fim
Ficam tantos sonhos meus inacabados
Deste caminho árduo de cumplicidades
Mas que teus sentidos sejam abençoados
.
Neste por do sol que aquece meu rosto
Secando as lágrimas arrancadas de dor
Segui-te, mas perdi o rumo ao caminho
Entrei num precipício para me refugiar
São tantas saudades, que sinto desgosto
De te ver partir sem mim, e sem carinho
Mas que seja abençoado o teu caminhar.
***
Cidália Ferreira.


 

sábado, 27 de setembro de 2014

Um sonho tão sonhado.

...
Perdida no meio da noite
Num sonho quente, tão belo
Eras tu a minha sombra
Meu aconchego devaneio
Que com carícias olhavas
E com teus olhos me tocavas,
Neste sonho do desejo
Exalando meus suspiros
Gemidos, sem aflição,
Dou meu corpo ao teu brinde
Para fazeres explosão,
No meio da noite acordei
Suada, ansiosa fiquei
Das minhas palpitações
E sussurros ao coração,
És um sonho tão sonhado
Que ao destino entreguei,
Enrolada no nosso sonho
Enlouqueci de prazer,
Senti tanto o teu abraço
Que o recordo com paixão

***
Cidália Ferreira

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

És meu canteiro, flor concebida!


...*...
No canteiro onde foste retirada
Foi escolhida a mais linda cor
Das viçosas flores que olhava
Gosto das rosas, a cor do amor

Estás no canteiro do meu jardim
Que diariamente recebe carinho
Tua fragrância deixa-me assim
Enternecida, pelo teu cheirinho

Brilham meus olhos ao receber
Da vida, carinho e aconchego
Do teu canteiro eu tiro o prazer
Da tua flor linda, sinto o apego

És meu canteiro, flor concebida
Que cuido com carinho e afeição
Cada dia que chegas dás-me vida
Iluminas e perfumas meu coração.
***

Cidália Ferreira

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Fiz da viola meu palco.

**
Fiz da viola meu palco
Onde escrevo sem conjunção
Palavras soltas sem jeito
E notas sem pensamentos
Que solto eu, sem noção,
Neste palco original
Apesar do preconceito 
Que me trás inspiração,
Olho as águas, tão paradas
Solto palavras cansadas
Desta tão triste viola
Com as cordas enferrujadas,
Neste palco que olhamos
Saltam letras e partículas
De verdadeira poesia,
Tocam em som bem baixinho
Palavras que eu escrevia,
Não é ouro nem é prata
É simplesmente terapia
Desta minha mente louca
Que vos escreve, cada dia.
***
Cidália Ferreira.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Nas estrelas estava escrito teu segredo

Nas estrelas estava escrito teu segredo
Tentei descobrir por minha curiosidade
Entrei de mansinha para não ter medo
Li lindas palavras, o hino da felicidade

Durante a noite de magia e escuridão
Iluminada, e tão  ansiosa eu esperava
Pelo carinho e a doçura do teu coração
Momentos que me deixam esperançada

Contei todas as estrelas até à tua chegada
Desvendei a uma, que estava apaixonada
Confessei o segredo guardado a sete chaves

Mas deixei escrito, que meu coração sente
Nesta escuridão és a minha estrela cadente
Que me guias nos momentos que só tu sabes.
***
Cidália Ferreira

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Escondo-me (...)

Escondo-me…
Atrás de uma mascara, fiel
Dolorida, tão sozinha
Derramando sobre mim
Lágrimas do fundo da alma,
Escondo-me do mundo
Que já não me via
Porque a solidão bateu
À porta do meu coração,
Já não sei mais quem sou eu
Não me conheço
Sinto que desapareci
Perdi-me num mar de lágrimas
Atrás de uma máscara fiquei
No meu mundo triste e só
Desfiz meu rosto
De uma vida que semeei
Sozinha, eu morrerei!
***
Cidália Ferreira

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Ai coração se tu soubesses.

...///...
Ai coração, se tu soubesses que és minha luz
Que me acompanhas em cada passo que dou
Que carrego o teu sofrimento, que se traduz
Em tempestades de emoções, que me marcou  

Coração, se tu soubesses que alegria me dás
Pelos batimentos que nos saem, tão tristes
Das tempestades que passamos, tanto faz
Ao meu peito regressas lindo e não desistes

És minha tempestade, qual onda dourada
Que me invade a alma em tarde ensolarada
Deixando o coração falar, mostras tristeza

O sol, que já não aquece devido ao cansaço
De um coração sofrido que mostra fracasso
E mergulha em ondas revoltas, tanta frieza.
***
Cidália Ferreira.

domingo, 21 de setembro de 2014

Fiz ligação ao teu coração


..//.. 
Fiz ligação
Do meu coração ao teu
Para confirmar que sinto
Que tuas tristezas são as minhas
Teus olhos são meu encanto
Que falam e dizem tanto
Teus lábios o meu segredo
Teu sofrimento o desassossego,
E quando a tristeza te assola
Tudo em mim se modifica
Sinto o coração tremer
Serei eu quem te consola,
No sofrimento que leva
Toda a alegria da gente
Deste espaço pequenino
Onde algum de nós se isola
Triste, descontroladamente,
Se sentisses meu coração
Verias que nunca te minto
Entre alegrias e tristezas
Encontros e desencontros
Gostava eu de te dar, conforto
Ao teu coração faminto.

***
Cidália Ferreira



sábado, 20 de setembro de 2014

Desorientada...

Subi desorientada numa montanha de nada
Procurei o meu eu, que havia deixado atrás
Tinha  comigo mágoas de uma vida  passada
Partículas queimadas, coração que se desfaz

Desorientada soltei o grito, sufoco que existia
Meu coração partiu em pedaços, via-te seguir
Dos meus braços arrancaste lágrimas de agonia
E dos olhos palavras que ficaram por exprimir

Arrancas do meu peito fortes emoções de dor
Emoções  desorientadas que dissipo por amor
Espalhando com tristeza lágrimas de emoção

São pedaços de mim que atingiram os limites
Sobre montanha de nada, sei que só tu existes
E assossegas-me com palavras ditas ao coração.
***
Cidália ferreira

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Aquele momento...

...//...
Senti que aquele momento
De carinho, gesto teu
Quando tocavas meu corpo
Nos segundos, que era o meu
Sentimento de corpo louco
Faminto das tuas mãos
Que num ápice me ofereceu
Em simples toque, carinho,
Sorrisos, olhares tocados
Senti teu corpo quentinho
E o meu, a pedir mais
De olhos apaixonados,
Foram momentos perdidos
Tão rápidos, e contidos
Que percorreste ansioso
Pedacinhos escondidos
Deste meu corpo esquecido
Que por ti anda saudoso
***
Cidália Ferreira

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Envaidecida com palavras de ternura.

...//..
Envaidecida com palavras de ternura
Carinho em ecos, lágrimas de momento
Qual rio límpido exalando em alma pura
E pela margem procuro nosso momento

Acarinhava-te em teu peito adormecido
Na imensidão do tempo  que quero ter
O meu sonho do imaginário prometido
No encontro de dois corpos com prazer

Na vaidade das tuas palavras oferecidas
Carinho infinito, do teu ser, enternecidas
São teus lábios a base da minha saudade

Envaidecida sobre a magia do teu calor
Desatinada explosão em corpo sem pudor
Que entrelaçam puros sonhos de felicidade
***

Cidália Ferreira

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Sou a tempestade ...

 ...//...
Sou a tempestade
Da minha própria ilusão
Dos dias tristes chuvosos
Que me roubam
Partículas do coração,
Sou a lágrima que cai
Dentro do peito perdido
Sentimento tão ferido
Que aguça meu sentido
Ao pensar na desistência,
Sou sentimento de culpa
Deste meu caminho amargo
Dos dias passados sem ti
Isolada na minha carência,
Estas ausências que marcam
E deixam saudade em mim,
Obrigam-me a lutar
À volta das tempestades
Deixando-me triste, cansada
E na saudade mergulhada.
***
Cidália Ferreira

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Fiquei presa no escuro desta minha solidão


Fiquei presa no escuro desta minha solidão
Onde nem estrelas haviam nem tua companhia
Pressentimentos assolaram  meu triste coração
E me deixou à deriva sem rumo, e tão perdida
Neste escuro que me assusta, me causa aflição
Qual noite de tortura, sinto que não sou nada
E sufoquei o meu choro sem mostrar que sentia

Fortemente cai a chuva, e eu perdida sozinha
No meu rosto passam lágrimas de pura agonia
Não sou nada nem ninguém, perdi todo o valor
Já não consigo alcançar a distância da tua alma
Não apagues do coração o que vivemos um dia
Nesta noite de emoções, és a estrela que acalma
Meu coração tem medo de te perder,  meu amor
***
Cidália Ferreira

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Vagueio pelo areal abandonado.

Vagueio,
Pelo areal abandonado
Onde refugiei meu eu
Dos ventos velozes
Dos murmúrios
Dos medos, amaldiçoados
Do sol que se esconde,
Da minha sombra,
Apenas vagueio nas nuvens
Procurando um recanto
Onde possa soltar o grito
Que me aperta o coração,
Desabafo solitário
São desejos, é saudade
Devaneios do imaginário,
Caem pingos de emoção
De lágrimas sem contenção 
Sobre meu rosto acabado,
Triste, pelo areal
À procura da recordação
Amor que tenho marcado…
Vagueando,
Pelo areal abandonado!
***
Cidália Ferreira
  

domingo, 14 de setembro de 2014

Perdida, entre o cinzento das folhas caídas

...//...
Perdida, entre o cinzento das folhas caídas
Das chuvas voltada às valetas ressequidas
Que atormenta quem passa e sente calor
E recebe a chuva em forma de esplendor

Perdida, entre os nevoeiros e orvalhadas
Das folhas tristes caídas e amarrotadas
Pela turbulência de tempos duros agrestes
Destruindo essência dos campos silvestres

Perdida, entre os trilhos de uma natureza
Que fustiga quem passa e olha com tristeza
Deixando escapar momentos de liberdade

De um céu carregado de segredados e nadas
Nuvens desfeitas em palavras apaixonadas
Que escorrem pela vidraça gotas de saudade
***
Cidália Ferreira.

sábado, 13 de setembro de 2014

Envolto do teu carinho!

...//...
Envolto do teu carinho
Onde  te sinto ternura...
Marcada pela amargura
Que nos uniu neste caminho,
Numa revolta passagem
Abre-se a porta para outra margem
Será sorte, ou azar meu
Estar na base desta pirâmide,
Nela confiei o meu eu
Sentimento que nos progride...

Minha alma limpa, aberta
Merecedora de ilustre lugar
Que em palavras mágicas, alerta
Que o cume teria alcançado,
E neste espaço pequenino
Onde cabem apenas dois
Senti que tinha crescido
Em teu peito, sem vaidade,
E no momento do depois
Sinto-me feliz de verdade...
 ***
Cidália ferreira

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Tua Luz, o balsamo para viver!

Senti mistério, quando para a bola olhei
Recheada de surpresas e muitas emoções
Com meu dedinho delicado, onde apontei
Para a sua magia que me traz recordações

Misteriosa, para consolo da minha alma
Nela te revi, como narrador de surpresas
Refleti tanta coisa sobre a minha calma
É meu coração é um turbilhão de certezas

A magia está em tudo o que nós queremos
Basta acreditar, que sempre alcançaremos
E um olhar cruzado sempre pode acontecer

Se o mistério é apontar na mesma direção
O sentir é a magia que me adoça o coração
Tua luz, o bálsamo para continuar a viver
****
Cidália Ferreira 

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Levei-te comigo (...)

...//...
Levei-te comigo no meu sonho de amor
Em noite de solidão, onde ouvia chover
Sobre o jardim colorido crescia uma flor
No canteiro mais lindo, eras o  florescer

És todo meu sonho que teimo em guardar
Por teus caminhos longos me quero perder
A verdadeira magia está na forma de amar
Dentro do meu coração vive o verbo sofrer

Guardei em meu peito teu gesto mais lindo
Aquele calor que senti, e quase explodindo
De sensações, saudades  e ardentes desejos

Levei-te comigo, ao meu sonho de emoções
Onde tudo não passa de meras recordações
Palavras sentidas sobre o olhar de um beijo
***
Cidália Ferreira

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Num rodopio ...


...///... 
Num rodopio
Pelo meu mundo esquecido
Uma dança sensual
No meu corpo
Que ainda se sente vivo
E ao desejo vai sorrindo,
São meus passos tão velozes
Em teus braços entrelaçados
Onde me sinto ofegante,
É meu corpo enternecido
Que ao dançar esquece a vida
Saudades de um simples toque
E um olhar cúmplice, atrevido,
Nesta dança sensual
Encostei-te os meus lábios
Num imaginário beijo,
Mas ao acabar esta dança
Apenas sentia um desejo
De continuar beijar
Enquanto a dança durar
E acreditar que há esperança...
***
Cidália Ferreira

terça-feira, 9 de setembro de 2014

O tempo passou (...)

Foto de: Paulo Silva, (Kapotes)
...
O tempo passou por nós, não demos por ela
Eramos jovens, tu e eu, cheios de esperança
Olhavas para mim dizias-me que era tão bela
Levaste-me contigo para entrar na tua dança

O tempo chega, mas com pressa de ir embora
Com ele vai a saudade, de uma vida passada
A juventude já se foi, como era bela, outrora
Os dias passam, e já pouco nos resta ou nada

Num apreciar a aurora deste mar silencioso
Onde noutro tempo, tu eras todo ambicioso
Contra lutas batalhadas, vida tão atribulada

E num passeio matinal com inspiração no mar
É lindo nascer do sol que nos vem presentear
E nos enche o coração…de alegria abençoada. 

***
Cidália Ferreira

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Aqui, onde me sinto bem

Aqui, onde me sinto bem
No silêncio da natureza
Procuro neste caminho
E meu olhar, na tua presa,
O teu silencio vindo do nada
Tua voz quente, nunca ouvida,
Mas num murmúrio além
Corro atrás sem ver ninguém
Teu eco que me faz pensar
Se te escondes da minha vida,
Procurei neste caminho
O sentimento que redobrei
Mas neste meu triste pensar
Nem coração resiste
Que à solidão fica triste,
Nesta mata verdejante
Refúgio da minha saudade
Pensando no que lá deixei
Delírios do meu sentir
Sendo tu meu elixir
O consolo que me eleva
E os sentidos me acalma,
Confesso que até gostei
Que entrasses em minha alma.

 ***
Cidália ferreira